Helder Moura Pereira

Helder Moura Pereira

n. 1949 PT PT

Helder Moura Pereira é um poeta e escritor português contemporâneo, com uma obra que se destaca pela profundidade lírica e pela exploração de temas como a identidade, a memória, o tempo e as complexidades da existência humana. Sua escrita é marcada por uma linguagem cuidada, repleta de imagens fortes e uma musicalidade singular. Com uma sensibilidade aguçada para as nuances da condição humana, Helder Moura Pereira convida o leitor a uma jornada introspectiva, através de versos que ressoam com autenticidade e emoção. Sua poesia tem conquistado um espaço significativo no panorama literário português.

n. 1949-01-07, Setúbal

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Fica ao menos o tempo de um cigarro,

evitacomigo que este tempo ande. Lá forasão as casas,
vive gente à luz de um candeeiro,o som que nos
chega apagado pela distânciasó denuncia o nosso
silêncio interrompido.Ajuda-me, faremos o inventário
das coisasmenos úteis, mágoas na mágoa maior do
tempo.Fica, não te aproximes, nenhum diaé menos sombrio,
quando anoitecer vamos veras árvores cercando a
casa.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Helder Moura Pereira é um poeta e escritor português.

Infância e formação

(Informação não disponível ou não proeminente na pesquisa)

Percurso literário

Helder Moura Pereira tem vindo a consolidar a sua presença no meio literário português através da publicação dos seus poemas e da sua participação em antologias e eventos literários.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Helder Moura Pereira caracteriza-se por um lirismo acentuado e uma profunda reflexão sobre a condição humana. Os seus poemas exploram temas universais como a memória, a passagem do tempo, a identidade e as relações humanas, com uma linguagem rica em imagens e um ritmo envolvente. Temas dominantes: * A memória e as suas fragilidades * A efemeridade do tempo * A busca pela identidade * As relações interpessoais e a solidão * A reflexão sobre a existência Forma e estrutura: * Utiliza preferencialmente o verso livre, mas com uma forte atenção à musicalidade e ao ritmo. * A estrutura dos seus poemas procura a concisão e a profundidade. Recursos poéticos: * Metáforas e simbolismos que enriquecem a leitura. * Ritmo e sonoridade que conferem uma qualidade musical aos versos. Voz poética: * Geralmente confessional e reflexiva, mas capaz de alcançar uma universalidade. Linguagem e estilo: * Vocabulário preciso, com um uso expressivo de adjetivos e advérbios. * Densidade imagética e um tom introspectivo. Relação com a tradição e com a modernidade: * Dialogue com a tradição poética portuguesa, mas a sua sensibilidade e temas são contemporâneos.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico (Informação não disponível ou não proeminente na pesquisa)

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal (Informação não disponível ou não proeminente na pesquisa)

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção A poesia de Helder Moura Pereira tem sido bem recebida pela crítica e pelo público, sendo considerado um nome a acompanhar na poesia portuguesa contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado (Informação não disponível ou não proeminente na pesquisa)

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Helder Moura Pereira é frequentemente interpretada como uma meditação sobre os aspetos mais íntimos da experiência humana, onde a linguagem se torna um veículo para desvelar sentimentos e pensamentos profundos.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos (Informação não disponível ou não proeminente na pesquisa)

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória (Informação não aplicável, por ser autor vivo)

Poemas

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Fica ao menos o tempo de um cigarro,

evitacomigo que este tempo ande. Lá forasão as casas,
vive gente à luz de um candeeiro,o som que nos
chega apagado pela distânciasó denuncia o nosso
silêncio interrompido.Ajuda-me, faremos o inventário
das coisasmenos úteis, mágoas na mágoa maior do
tempo.Fica, não te aproximes, nenhum diaé menos sombrio,
quando anoitecer vamos veras árvores cercando a
casa.

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Escrevias pela noite fora Olhava-te, olhava

Escrevias pela noite fora. Olhava-te, olhava

o que ia ficando nas pausas entre cada

sorriso. Por ti mudei a razão das coisas,

faz de conta que não sei as coisas que não queres

que saiba, acabei por te pensar com crianças

à volta. Agora há prédios onde havia

laranjeiras e romãs no chão e as palavras

nem o sabem dizer, apenas apontam a rua

que foi comum, o quarto estreito. Um livro

é suficiente neste passeio. Quando não escreves

estás a ler e ao lado das árvores o silêncio

é maior. Decerto te digo o que penso

baixando a cabeça e tu respondes sempre

com a cabeça inclinada e o fumo suspenso

no ar. As verdades nunca se disseram. Queria

prender-te, tornar a perder-te, achar-te

assim por acaso no meu dia livre a meio

da semana. Mantêm-se as causas iguais

das pequenas alegrias, longe da alegria, a rotina

dos sorrisos vem de nenhum vício. Este abandono

custa. Porque estou contigo e me deixas

a tua imagem passa pelas noites sem sono,

está aqui a cadeira em que te sentaste

a escrever lendo. Pudesse eu propor-te

vida menos igual, outras iguais obrigações.

Havias de rir, sair à rua, comprar o jornal.

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