EM PLENO ESTADO DE POESIA

Ela costuma vigiar
As flores da orquídea que lhe enviei
E rega cheia de ternura as pétalas macias

Às vezes tem os talos entre os dedos
Às vezes examina as sépalas
Às vezes toca em torno dos labelos
E põe os bulbos tão perto dos lábios
Que o vento entrelaça pela haste esguia
E desfia com singela simetria 
Tanto que embaraça nos rostelos
Os fios de trigo dos seus cabelos

Depois espia encantada 
Cada nuance de cor
E sente um cheiro de poema 
Em pleno estado de poesia



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