Códices cósmicos de jazz

 Num ritmo clássico jazz,
Somos um livro de romance perdido nos arquivos de Graciliano Ramos.
Seu corpo são formatos de versos,
Tão simples, mas tão elegante, dos fios de cabelos aos pés.
Tu és
Uma canção de Dick Farney em meio ao deserto do amanhã,
Uma mordida na maçã que gera o nosso pecado.
De corpo colado, no quarto trancado,
A autêntica fórmula do amar em enigmas,
Criando paradigmas a serem decifrados.
São relatórios retratados de suor ao corpo, no fôlego trocado;
E ainda que de coração trincado...
​Acreditar no amar,
Vislumbrar o futuro,
A queda do Muro de Berlim;
Ou melhor, a quebra dessas paredes.
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim.
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim.
​Num ritmo clássico jazz,
Nosso amor nasce através de um simples olhar
E atravessa a sinapse perfeita do amar.
Nessa sinopse do luar, você é minha conexão cósmica;
Nem o Sol consegue comparar essa nossa órbita química.
​E olha só:
Estamos juntos há pouco tempo, mas me parece que são séculos.
Da nossa amizade se faz um receituário médico,
Contando com doses de verdades,
União recíproca, não importa as dificuldades.
Nossas vivências são muito mais que métodos.
​Nem os Quasares
Suportarão nossas temperaturas quando nossos átomos casarem.
Com você, eu tiro férias até no sofá da sala;
Desconheço o tédio.
É algo inédito.
Capítulo 18, Versículo 22, Provérbios:
Nosso afeto destrava o arquétipo.
Não sou um Príncipe da Pérsia,
E mesmo se tivesse as Areias do Tempo,
Saiba que valorizo cada milésimo ao seu lado.
Pois sei que, mesmo se eu voltasse no tempo,
Nada nunca seria igual.
​Você é a mudança que eu preciso.

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