A seda da sede
Sou um aracnídeo lírico
Com o tecido do que foi esquecido
E a cada verso a alma alivia
A alma ali via que o corpo sentia que já não pertencia aquele mundo que habitava
Por isso ,
Naquele momento em que o tecido era destruído
A aranha se moldava
Mas não mudava
Persistência na sua residência não por acaso
Proteção a casa da causa que amava
Ela caiu
E no cair
Pode sorrir
Pois em poucos segundos,
Ela planava ...
Ícaro Italo Gomes dos Santos
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