O CABRA
O CABRA
Escuto, de longe, um galopar e o relinchar do cavalo.
Um homem estranho a chegar, vestido de roupa de couro.
Vem cá, meu filho, dá um abraço e um cheiro em seu pai.
Quem é esse homem estranho, mainha...? É seu pai.
O que é um pai!!!???
Mainha...
Larga de ser besta, menino!
Você não é filho de cegonha.
Dê um abraço logo e um cheiro.
Credo, mainha, sou obrigado a abraçar este
bode velho?
Este bode velho é seu pai, o homem sertanejo, tocador de gado.
Seu pai, cabra!
Oxê! Um menino cheirando a leite de cabra,
resmungando: toma seu rumo, cabra, e se aprume.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
“A minha curiosidade é viver-te”
— E tu? O que sentes quando tocas em mim?
O meu corpo também te fala assim como o teu fala comigo?
— Eu vejo uma escultura viv…
Gonçalo Soares
“Nas minhas escolhas os meus pensamentos e nas escolhas da vida os meus sentimentos”
(Então e as gajas?)
Já não sei se quero saber assim tanto disso
(Então porquê?)
A pessoa que eu quero não existe …
Gonçalo Soares
“Uma espera é uma carta”
Bem, mas falando a sério,
Ela aparece quando, quando eu desistir?
Se a ideia for essa, então é preferível que não apareça.
…
Gonçalo Soares
“Na Terra de Santos e Pecadores”
Na terra de cadáveres encaixotados caminho,
Ao passar pelos muros do destino
Um buraco no ar surge e eu designo
Uma paz de espír…
Gonçalo Soares