Ao ar cultural , cavalgada.

​Ao ar a poeira sobe;
Nesse lar, o solo que tudo sabe.
Representatividade em demonstração do quão valioso é o nosso sonho.
Antes dos oito segundos, somos o templo do tempo,
Por isso já não nos cabe lamentar.
Carimba que é golpe...
De cultura, não no parlamentar!
​No dia em que eu saí de casa, minha mãe me disse:
"Esse mundo é seu, então explora".
E lá fui eu, com botina e sonhos no alforje,
Um cinto e uma impecável espora.
Vivenciando situações das quais ninguém espera,
Espelha sua imagem de antes ao agora.
O quanto mudou e o quanto você não gostaria que mudasse
É um palíndromo transcendental da evolução mental existencial.
Nesse paradoxo do agora,
Antes de estar dentro do meu primeiro evento,
Eu já aplaudia muitos do lado de fora.
​Aprendi que a felicidade também mora onde o sol não brilha.
E toda, toda chuva que cai do céu molha meu chapéu,
Regando a essência do meu Ser,
Resgatando a transparência do meu amadurecer.
Regrando-me antes do amanhecer para não esquecer da noite passada,
Formada pelo meu renascer.
Bebi da dádiva da dúvida em lágrimas;
Tempestades de verdades forjaram penumbras de vaidades.
Minhas maiores conquistas jamais serão vistas nos livros;
De páginas em páginas, quando cessei o fôlego,
Fiz uma apneia em respiração na transição, da introspecção à inspiração.
​Hoje, em pasto vasto, avisto a felicidade pairando ao vento.
Invisto no tempo.
Sou exemplo de quem fui, exceto quem sou,
Pois o meu rio de glórias ainda flui.
Aprendi que, ao jogar o laço, eu estava capturando fragmentos de mim
Na resiliência de cada passo.
Abençoado seja cada tropeço;
Abençoada seja essa sinfonia da cavalgada,
Que ao longo da estrada é o meu patrimônio cultural desde o berço.
​Ciente dos lugares onde coloquei os pés, onde estribo;
A sela é o selo que sela o elo do meu destino.
Faço-me Teresa de Benguela ao próprio Chico Arino,
E é assim que me defino:
Gênero forte, para alguns amargo.
"Cá" fé dentro da xícara do chakra, com a mente em estado de sítio;
Meu livre-arbítrio na simplicidade dentro de uma chácara.
Nesta vida desembestado, sem freio, sem sela,
Na busca bruta da minha versão mais sincera.
​Foi em meio ao rodeio que encontrei o Brasil em que creio,
E o meu novo "Eu" veio com uma receita sem receio de divisão de cores e classes.
O recheio que me alimenta é a competitividade no olhar em melhorar cada recorde;
Ainda que o adversário o quebrasse, nunca deixei que os obstáculos por mim falassem.
Por mais que me parassem, sempre fiz o bloqueio:
Do meu CPF ao CNPJ, para nunca decair aos males alheios.
​Divina inspiração que me brinda;
Resplandecente luz para o mundo, Barretos.
Quem guia minhas rédeas me blinda.
Troféus de verdade é família;
Faço valer cada segundo da minha vida.
Vitórias e derrotas são bem-vindas,
E a maior batalha, dentro ou fora da arena, é aquela que eu não enfrentei ainda.
​Ao ar a poeira sobe;
Nesse lar, o solo que tudo sabe.
É apenas eu e o meu sonho de viver intensamente pelo que amo e acredito
Quando as porteiras se abrem...
​Carimba que é golpe!
​Eu faço parte do descobrimento de cada arte.
Muito antes do 244,
Mentalidade de Lincoln pelos arados 275.
Íntegro ao íntimo agro;
Nossa história, nosso povo.
Valor insubstituível, inestimável ao mercado pago.
Terra ao adubo da persistência;
Reforma agrícola, agrária.
Não é coincidência que a República Federativa é referência quando o assunto é riqueza em solo.
Trabalho braçal em sol ou chuva;
Não há adversidade párea que pare a nossa força recôndita.
Olha um pouco as mãos do povo:
Linhas ancestrais de um passado atrás em evolução a um mundo novo.
​Ao ar, a poeira sobe...



"Essa poesia surgiu após uma boa conversa com a Radialista Ana Mendes ;Luz MG."
Dedicatória a " Menina dos versos ,Ana Mendes ".

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