PanDemônio
Jorge E. Leal
O escuro do quarto me abrânda,
No silêncio do sono se corrompe,
E um eco do mundo te comanda.
Não há mais o sopro do vento,
Ou se sobrou mentira alguma,
Sem carne, nem corpo ou alento.
Sinuosa esteira do caminho,
O largo da vida nos consome,
Essa ladeira que trilho sozinho.
O sonho na poeira se assentou,
Sobram doces detalhes da vida,
E uma crua verdade que restou.
Para a porta do mundo se abrir,
Além dessa disputa nada sobrou,
No fim a vida sedenta caminhou.
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