Antônimos incompletos
O que veio de ontem não irá nos curar
das distorções de sempre
com timbres de delicadeza
eis o gesto vazio, mãos já quase de todo
nuas de desejos
e os pés no infinito das perguntas, parece
que nada nos perdoará este hesitar
diante de venturas
e outros redemoinhos abertos à sanha
pelo que
sente-se que o que veio de ontem
morto está, e que o que viria não mais virá
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Crises interiores
Nem toda tempestade
acontece
do lado de fora.
Algumas
aprendem
o caminho
da alma.
Chegam
sem aviso…
biamundal
A solidão também faz companhia
Há uma solidão que machuca.
É aquela que chega sem ser esperada,
ocupando o espaço das vozes, dos abraços, das presenças.
Mas ex…
biamundal
Luto: o amor que permanece
O luto não é apenas a ausência.
É o amor
que continua procurando quem já não pode ser encontrado.
É preparar uma palavra que nun…
biamundal
A tristeza que aprende a morar
A tristeza não chega pedindo licença.
Apenas entra.
No começo,
ocupa todos os cômodos.
Fecha as janelas.
Silencia a música…
biamundal