Até ao último fôlego do mundo


Até ao último fôlego do mundo
, tudo isso

a que chamam amor há-de recomeçar mais

uma vez, e ser a rosa de alguém quando eu

julguei que era minha, como cristalino ofício.

                                *

Alguém há-de com essa luz nos olhos, contar

os planetas no céu, depois todas as estrelas

e assim perceber, na fronteira das bússolas,

que o sol voltado para dentro é o teu reflexo.

                                *

Por isso, tudo há-de recomeçar mais uma vez,

alguém, depois de inventariarem as minhas

cinzas, há-de descrer outra vez Deus por amor.

                                *

Tudo isso, “a entoação sobre o fogo”, há-de ser

proclamado canto aos peixes por outro alguém;

um coração, e alguém há-de aprender a respirar.

3 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.