DAS ERAS 
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"Era uma idade para poucos", sim, aquela idade na qual ainda não me meti até o pescoço, uma idade para além de empecilhos que chegam de modo sutil, porque a vida voa, para uns mais rápida, para outros menos rápida. Querendo botar meu bloco na rua, se não até mesmo na lua, lembro-me do meu pai Elviro dizer (ele faleceu 4 meses antes dos 90 anos), dizer que "a certa altura a gente já não faz aniversário, e sim adversário," quando talvez então saibamos algo das sensações do temido (pela maioria), do temido idioma dessa fase da vida. Quem viver verá.

NOTA: Esse texto aí acima foi escrito num vu, num átimo, logo após eu ter lido um texto da competente e muito bem-humorada Lunna Guedes no seu site Catarina voltou a escrever, ("A arte de conjugar o verbo envelhecer"), uma Casa elegante na qual há textos que poderão continuar com você, ainda que só por um dia, ou uma semana, um mês, um lustro, uma década, etc, porque você é eterna ou eterno. Lembra.

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