Trabalho sobre o que se deteiorou
sobre o tempo que passou,
esse tempo que me levou
e depois me deixou
parado a acontecer,
num futuro ainda por ser,
num passado sem o querer,
só ao agora não fui ter.
Intemporal viajante do espaço
segui-me perdido no passo
ainda assim sem embaraço,
pois o ego era escasso.
Encontrei-me já sem nada
como uma jarra entornada,
vertendo pela estrada,
a água, agora, libertada.
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