A Janela de Janeiro
A Janela de Janeiro,
foi lá por ela
que me perdi inteiro.
Na solidão de Inverno,
o meu primeiro,
de um tempo eterno
com a ausência do teucheiro.
As amizades com as letras
de idades
por pó cobertas,
de tempos e vidas certas,
de outrora portas abertas.
Foi nelas que passei,
a ausência de ti
o que hoje sei
com elas aprendi
na luz dímea do sol
que espreita nas nuvens,
foi aí que fiquei.
lá
Lá na Janela de Janeiro,
voltei a ela
por juras de guerreiro
de resolver a batalha
como os fantasmas do roupeiro,
uma luta muda
de um monge no mosteiro.
O vento espalha,
a memória do teu cheiro,
um dia calha
e voo do poleiro,
Um dia ameno,
Um dia...
O meu primeiro.
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