âncoras
Uma mãozinha fofa,
uns labiozinhos molhados sempre limpos,
uma vozinha que já a descreve o diminutivo;
irmão, irmã, filho -
então um atropelamento imaginado e nada mais,
mentira,
lágrimas irreais de verdadeiras
por não terem a coragem de reconhecer o corpo -
abismo, buraco, poço -,
tampouco de imaginá-lo desfigurado:
ficaram fotos, filmes
e sua significância para a lembrança -
fêmea efêmera -,
âncoras no mar da infância.
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