Dhiogo José Caetano

Dhiogo José Caetano

Graduado em História pela UEG - Universidade Estadual de Goiás, jornalista, Pós graduado em História do Imaginário e Literatura. Ganhador dos Prêmios Nacional Olavo Bilac, Buriti, Carlos Drummond de Andrade. Comendador da ALG Academia de Letras de Goiás Velhos.

1988-11-24 Uruana
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Alguns Poemas

Exomensagem

  Sonhar é voar além dos limites da vida.
Deus é à base de equilíbrio.
Devemos viver sabendo que iremos morrer.
Morrer é a arte de evoluir.
Nada saberei se não souber ouvir.
Ouvir é um dom de poucos.
Sentir as vibrações da vida é coisa da alma humana.
Aprender é o ato de registra na memória o saber.
A verdade é variável diante daquele que acredita.
Felicidade é ter a mente tranquila, o coração pacífico e o caráter equilibrado.
Podemos fazer algo simples, porém, bem feito. 
O ser humano nunca sabe tudo, mas sempre sabe um pouco.
O verdadeiro interprete é aquele que consegue ver a verdade entre linhas invisíveis.
Tudo passará e você morrerá, mas a vida continuará os processos evolutivos.
Feliz aquele que compreende as causalidades da vida; transformando o sofrimento em pensamento.
Às vezes o saber não se define na fala e sim nas atitudes filosóficas do dia a dia.
O medo é um dos fatores primordiais no desequilíbrio do ser humano.
É melhor calar, ouvir, sentir e poder entender as problemáticas do mundo a nossa volta.
Em muitos momentos não precisamos de justificativas, calar é uma resposta.
Ninguém sabe mais ou menos que o outro.
Todos nós sabemos um pouco.
A sociedade é uma representação de modelos construídos ao longo da formação dos múltiplos conceitos culturais, políticos e sociais.
Uma coisa é você me classificar como pessoa a outra é como eu me classifico.
Em muitos momentos negar é o mesmo que romper com ideologias concretas, formuladas ao longo dos processos históricos.
O medo é um sentimento que nos faz negar o que está diante dos nossos olhos.
Viver é a fantasia de construir uma vida na outra vida.
Poder e ambição são fatores de destruição da racionalidade humana.
Nem tudo é sentimento e tão pouco pensamento.
O mundo capitalista tornou o homem um servo que tem como função servir para o progresso da materialidade.
Na vida tudo passa o amor, a paixão, os amigos; a vida passa e nós continuamos na caminhada evolutiva.
O destino acaba nós levando por caminhos diferentes daqueles desejados.
Sempre tem algo de bom em meio às problemáticas da vida.
Não há uma reflexão sem uma compreensão universal.

Autoria

  Não somos proprietários das ideias, somos difusores da mensagem.
Nada é meu!
Nada é nosso!
Tudo é passageiro, efêmero...
O foco não é a propriedade e sim a desapropriação dos limites construídos pelo contexto capitalista.
Um sentimento de posse, de privado devora a alma até dos artistas.
Que se tornaram donos de uma ideia, esquecendo da missão.
A arte tem vida própria, ela simplesmente nos usa enquanto meros mortais.
A mensagem não deve ser resguardada, ela precisa conquistar discípulos, percorrendo o mundo; transformando, libertando, promovendo rupturas e globalizando a revolução da arte de bem viver. 
Não somos proprietários de nada, não somos nada diante desta vastidão existencial.
Vivemos os fluxos diários das coisas que julgamos eternas.
Tudo neste plano é perecível.
Amanhã será o nosso fim...
Deixe o ego de lado e compartilhe a mensagem.
Elimine a egolatria.
A sua essência nos torna pessoas mesquinhas e sem alma.
Abandone os clichês.
Pratique a arte de viver com profundidade.
Seja simplesmente você.
Não institucionalize o ser.
Você não é nada...
Procure agregar pontos positivos.
Acorde para a realidade.
Faça das fontes literárias o meio libertador para os bestializados.
Através da arte podemos levar a luz para os “descerebrados” pelo sistema alienante.
Despertemos rumo à era das luzes, deixemos o provincianismo e cresçamos.
O mundo precisa de mais alma.
O planeta necessita de paciência.
A vida clama por amor.
Os seres que compartilham deste ambiente só querem um minuto de atenção.
Cultivemos flores, absorvendo delas o compromisso de florescer em todos os jardins.
Não se entregue ao fascínio da ambição, se instituindo uma pessoa do mau.
O eurocentrismo não tem relação com a arte.
Tornemo-nos portais de ligação, elos da paz.
O canal de uma mensagem libertadora.
Em plena consciência analisemos as nossas intenções.
Objetivando a edificação de pessoas, a transformação do mundo.
A mensagem do bem, do amor, da boa nova, não possui proprietários, ela é de todos.
Todos têm o mesmo direito de beber desta fonte.
O saber, a clarividência não pertence a ninguém.
Não podemos limitar a arte, ela precisa ser reproduzida, percorrendo o planeta.
Em telas, papéis e discursos a mensagem deve sobrepor o mensageiro.

Aconselhando

Na minha casa ecológica, em um espaço totalmente urbano, penso no existir e contemplo as estrelas que no céu os meus olhos avistam.

Eu guardo em mim um Deus, um louco, um santo, um anjo, o bem e o mal. Eu guardo em mim tantas canções, tantas manhãs e aquela cretina lembrança.

Uma história marcada por trilhas sonoras.

A música pode transformar o nosso estado de espírito, ela é instrumento de inspiração para os movimentos sociais, ditando regras e normas de uma sociedade.

Quando ouvimos uma canção entendemos o mundo a nossa volta, podemos viajar para outros mundos, outras realidades, outras histórias distintas da nossa. No entanto, devemos compreender que por trás da linguagem musical existe o sentimento de uma pessoa que utiliza o seu dom de compor para transmitir através da musicalidade uma forma de ver e interpretar o mundo.

A música pode ser analisada como um reflexo da nossa própria identidade, pois ela imprime o nosso estilo, comportamento e forma de ver o mundo, características fundamentais para conhecermos um indivíduo ou uma sociedade.

A música tem o poder de eternizar a arte de viver e acima de tudo de ensinar, libertar e compreender uma sociedade; buscando eternizar os momentos, os sentimentos de hoje para uma geração futura.

Hoje é um dia comum, mas um dia diferente de ontem. Faltam-me palavras para expressar, o turbilhão de sentimentos que transbordam do meu ser e da minha alma. Hoje aprendi que a vida é uma estrada infindável, um percurso evolutivo que nos leva para o desconhecido, para o além das fronteiras do existir.

Não deixemos a vida passar. Precisamos viver o hoje, o agora, o instante. A vida não é breve, mas tem o seu fim. Comecemos a reescrever um novo recomeço.

Precisamos instituir uma humanidade que luta por um ideal comum. Sejamos seres de luz, protetores da nação terra, defensores da vida, do amor, da verdade. Mensageiro do bem viver e missionários da paz.

Hoje somos “Um” amanhã seremos mais “Um” esquecido na vastidão deste complexo mundo.

Lutemos por um ideal.

Sábio é aquele que possui a capacidade de ouvir sem corromper os assuntos.

A vida é efêmera, mas o nosso breve existir é o suficiente para que possamos fazer a diferença.

Não é o agora que define as nossas ações e sim o amanhã.

Tem dias que ficamos com medo do amanhã. Pensamos em desistir de tudo. Parece que estamos fazendo tudo errado; em lágrimas nos afogamos, a solidão invade a alma. Procuremos entender a complexidade dos mundos que existe dentro de nós. Simplesmente cumpra a sua missão.

Da natureza a essência que nos faz seres melhores. Observemos e absorvamos a energia de uma frondosa árvore, a paz de uma singela flor, a luz que advêm destes seres que compartilham os espaços conosco. Respeitemos a arte de viver.

Trabalhemos focalizando a coletividade esquecida pelos governantes, obtendo recursos financeiros junto ao governo para desenvolver atividades de formação cultural e de aprendizagem. Através de um espaço digital vinculado ao Ministério da Cultura realizemos pesquisas, circulação, difusão da literatura goiana (brasileira); de forma pedagógica disseminar a cultural digital, a comunicação direta com o leitor, pontuando e promovendo reflexões sobre a nossa visão de mundo. Neste espaço também seria de suma importância trabalhar: memória, identidade, vínculos sociais, culturais (afro-brasileira, indígenas, tradição oral, cultura popular e a expansão do centro-oeste goiano pelo vasto Brasil).

Fico indignado com a realidade deste país, os protocolos são forjados para “ludibriar a massa”, tudo é feito conforme a lei, mas os desfechos dos mesmos acabam sendo concluídos pelos corruptos que estão no poder.

Brasil o país dos protocolos, dos cabides de emprego, da corrupção, etc. Que país é este? Até quando viveremos esta realidade?

Programas como a Renda Cidadã, Bolsa Família, Enem e outros que são desenvolvidos no Brasil, não são capazes de promover a igualdade, a justiça e a dignidade dos brasileiros.

Concordo Dilma que é urgente o atendimento aos brasileiros que estão na miséria, passando fome. Mas para extinguir estas mazelas é preciso educar e conscientizar este “povo”. Não é possível resgatar a nação utilizando mecanismos que ludibria e bestializa.

Podemos fazer a diferença, transformando o nosso país, fazendo desta nação um modelo a ser seguido. Precisamos nos unir em um só grito. Entoemos os ecos das nossas vozes pela vastidão deste país.

Missiologia

Morremos por um ideal e eternizamos uma ideologia.

Os ecos de um idealista deixam resquícios no infinito horizonte.

Procuremos sempre oferecer o nosso melhor, na busca por um lugar ao “sol”. Evitando a priorização do capital, objetivando a difusão de uma mensagem que liberta os oprimidos pelo sistema.

A existência é uma caminhada de incertezas, em contrapartida o fim do existir é uma certeza irrefutável.

A lucidez é um privilégio dos loucos.

Somos esponjas ambulantes, por onde passamos absorvemos energias distintas; cabe a cada um de nós saber reciclar elementos fundamentais para o progresso da nossa caminhada evolutiva.

O pouco que hoje fazemos terá feedback no amanhã que desconhecemos.

A esperança é um elemento que alimenta a nossa alma.

Massifiquemos as nossas pequenas ideias junto as grandes ideologias trabalhadas por diversos grupos sociais.

Vivemos uma democracia, mas a “liberdade” é um assunto ainda a discutir. O Brasil está longe de ser um país para todos os seus cidadãos, necessitamos de muitas rupturas.

Educação, arte, liberdade e expressão são importantes armas que podem mudar o rumo do nosso país e do planeta, rompendo com as mazelas, com a excessiva manipulação e com a bestialização da massa.

Dê-nos uma chance; acredite nos nossos sonhos, como alguém acreditou no seu! Uma oportunidade pode transformar a história do planeta.

O que fazemos pode ser nada diante da vastidão do infinito planeta. Mas, sem a nossa pequena contribuição nunca chegaríamos a compreensão da complexidade do mundo.

A fome é um estigma capaz de levar a extinção da ração humana. Como um tsunami promove efeitos devastadores, sobrepondo até mesmo a ira de uma guerra.

Os governantes idealizam uma nação de "alienados", viabilizando a bestialização do "povo" brasileiro.

Escolha ser um homem honesto de conduta coerente falido a um corrupto sanguessuga bem sucedido.

O que é enigmático para olhos físico é clarividente para os olhos da alma.

A vida é um acidente, onde as forças universais calcularam todos os riscos.

Não somos proprietários, pois fazemos parte das propriedades da vida.

Nada somos, somos nada, nada é nosso, nosso é nada, simplesmente nada, nada simplesmente somos!

Graduado em História pela UEG - Universidade Estadual de Goiás, jornalista, Pós graduado em História do Imaginário e Literatura. Ganhador dos Prêmios Nacional Olavo Bilac (2012), Buriti (2012), Carlos Drummond de Andrade (2013). Comendador da ALG Academia de Letras de Goiás Velhos. Recebeu certificado de mérito como uma das personalidades mais influentes do mundo (2013), pelo Conselho Internacional dos Direitos Humanos, a arbitragem, Política e ICHAPS Estudos Estratégicos, juntamente com a Waldenburg International College WIC.

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