Nascido a 07 de março de 1950.
Lista de Poemas
A paz, o infinito e Deus.
Nascido na cidade grande, assim cresceu, envolvido
Na casa, escola, trabalho, seus dias eram absorvidos.
Morava em um edifício, imponente, majestoso.
De lá, tudo se via. Viver assim, que gostoso!
Se via do alto, a cidade. Casas e prédios... um mundo!
Carros, motos barulho... e as montanhas, ao fundo...
O céu sempre negro, encoberto, não lhe chamava a atenção,
Mesmo nos dias mais claros, só se via a poluição.
Nos fins de tarde a lua, tímida aparecia.
E o tal “clarão” dito em versos, dali quase não se via.
Uma ou outra estrela vinha o céu enfeitar,
Mas as luzes da cidade é o que se via brilhar...
O tempo passou e um dia, olhando para o horizonte,
Quis ir até as montanhas, que só conhecia de longe.
E foi, mochila nas costas, seu sonho realizar,
Partiu de manhã, bem cedinho, para os montes encontrar.
Ficou fascinado com as matas, viu nascentes a brotar!
Ninhos de passarinhos eram muitos, no lugar.
O tempo passou, sem aviso e a noite se fez chegar.
Não tendo como voltar, ali resolveu ficar.
Olhava ao longe a cidade e muito pouco se via,
Um negro véu a encobria e quase tudo, escondia.
Olhou então para a mata, do lado oposto à cidade,
E viu a lua a brilhar, era linda de verdade!
Assustou-se ao ver o céu, forradinho de estrelas,
Passou a noite acordado, admirado por vê-las.
A beleza do universo, finalmente conheceu...
E pode enfim compreender, a paz, o infinito e Deus!
Recomeçar
Lembro-me bem dos anseios,
De quanto o peito doía,
Ao suportar os momentos
Que nem ao longe, lhe via.
Ah! Como me recordo.
Da nossa troca de olhares!
Primeiro aperto de mãos!
Palavras, tão singulares...
Lembro os nossos furtivos
E esperados encontros...
Dariam livros de histórias
Repletos, de picantes contos...
O primeiro abraço, o beijo,
Que aconteceu no cinema!
Qual mesmo era o filme?
Qual era mesmo a cena?
Posso sentir o desejo,
Que era como um açoite,
Sangrava nossos sentimentos
E permeava as noites.
Quanta tristeza que sinto
Por ver, tudo se acabar...
Ah! Se pudesse queria
Voltar, e recomeçar...
Melancolia
O horizonte que se desenha aos meus olhos.
forma uma linha interminável, assim como tem sido os dias.
E segue serpenteando as remotas montanhas,
tão distantes, quanto se encontram minhas esperanças...
O tempo passa sonolento, silente,
enquanto fantasio pensamentos
abraçado a esse manto de lembranças...
Esse tempo traz a melancolia
que se transforma nessa paz assustadora...
Paz que abre suas portas para a saudade,
e essa saudade, faz nascer a ansiedade
por outra vez, te encontrar...
Com o cair da tarde de outono,
que vem dourar de folhas secas do antes verde dos campos,
vejo se aproximar aquela que tem sido
minha inseparável companheira:
A solidão...
Pergunto ao horizonte: Onde estarás?
Pergunto ao tempo: Até quando?
Mas somente ouço a voz do vento
que em um sussuro me diz:
Espere... Espere... Espere...
Amor e poesia
Em tantos anos vividos,
Pensando saber, não sabia...
Até que aprendendo a amar,
Vi surgir, a poesia.
Poesia que vem lá de dentro.
Do âmago, cerne da alma,
Que brota como folha nova,
Nos ramos verdes das palmas.
Poema, palavras em flor...
Poema, romper da aurora!
Raio brilhante do amor,
Felicidade que chora...
Quero expressar esse amor
Tão especial sentimento,
Em frases, escritas, palavras,
Assim, livres soltas ao vento.
É como o beijar de uma flor
Da abelha que busca o mel.
É como curar uma dor,
É como adocicar o fel.
Seja bem-vinda poesia,
Viva em minha inspiração.
Que assim como um sonhador,
Eu seja só, coração...
Sinfonia das águas (Texto)
O céu, coberto de negras nuvens é apenas o mesmo céu radiante de sol, que carrega em um determinado momento, a incumbência do milagre do renascimento.
É parte do ciclo das águas, que nascem nos profundos grotões e correm espalhando vida, transformando desertos em solos férteis.
Águas que formam riachos, correntes volumosas, descendo em cascatas e serpenteando as matas, para ao fim se entregarem ao imenso mar e como anjos fossem, ressuscitarem nas altas nuvens fazendo acontecer o espetáculo das chuvas sobre a terra. Águas que molham o chão, descem aos profundos canais subterrâneos e voltam renovadas ao berço primeiro.
Cada gota de água é uma pequena, porém, completa representante de seu todo, assim como cada nota musical é uma pequena, porém, completa sinfonia.
Notas que nascem nos profundos grotões da alma em união ordenada de incrível pureza e voam pelos ares agitando corações, arrastando sentimentos...
Sentimentos que se transformam em acordes que nos dizem tudo, sem nada falar... Acordes que se unem em musicalidade, dom divino que une os povos em uma mesma linguagem, em uma mesma emotividade. Pequenas notas que unidas se transformam em canções que nos transmitem a paz, o amor, esperanças de um amanhã melhor. Musicas que mergulham em nosso interior e saciam, assim como as águas, nossas sedes.
Pequenas gotas musicadas de água, que preparando o maior concerto do universo, solfejam sobre as pedras e se transformam nessa enorme sinfonia regida por mãos divinas.
Sinfonia da vida ou, simplesmente, Sinfonia das Águas.
Aspire...
Não tente dimensionar meu amor.
Ele não tem corpo ou cor.
É inodoro, transparente e translúcido.
Leve, assim como o ar.
Apenas aspire, quando precisar...
Amor, não é posse!
Afinal, do que falamos,
quando o assunto é amor?
Fica tudo muito confuso,
porque misturamos tudo:
Paixão, alegria e dor!
Afinal, o que sentimos,
quando dizemos amar?
O que realmente acontece,
quando o amor não define
Se quer possuir ou doar?
O amor que busca apenas,
a própria felicidade,
Não tem razão que o endosse!
Amor que só quer, eu garanto!:
Não é amor! É só posse!
E possuir e amar
Tem total diferença,
Amor não é um brinquedo!
Olha, de amor desse jeito
eu digo com toda certeza:
Quero fugir! Tenho medo!
Amor é entregar, sem limites,
E querer o outro feliz!
Quando ambos estão se doando,
Criam no amor, a raíz!
Cuidado ao dizer :Eu te amo!
Pense antes de falar.
Amor não é posse, acredite!
Não é receber. É se dar.
Foi assim
Um dia, eu vi o seu rosto.
Vi o carmim dos seus lábios,
Refletir o seu rubor.
No largo de seu sorriso
Eu pude sentir seu calor...
Um dia vi em suas mãos,
O esmalte de suas unhas.
Nos dedos longos e finos,
delicados como plumas,
Previ nas carícias e nos toques,
A maciez das espumas...
Um dia vi seu olhar,
Nele havia "um certo ar",
Um "que" de especial pureza.
Decerto, lembrou-me o luar.
Talvez foram poucos segundos,
Toda aquela eternidade.
Mas vi lá dentro um mundo,
Repleto de amor, de verdade.
Um dia, senti em seu andar,
O perfume que esparzias.
Deixava a marca e a certeza
Da ternura que existia.
Eu parei, impressionado
E fiquei assim, calado...
O seu vulto foi passando
E eu restei, apaixonado...
Matematicamente
Existem mais coisas entre o amor e o ódio, do que o tempo possa fazer compreender.
Assim como o escuro não existe (é apenas a escassez de luz), o ódio é a escassez de amor.
É o outro lado da linha divisória, que chamamos de: Indiferença!
De um lado, a escala progressiva do amor, do outro a escala do desamor, ou ódio.
Assim, matemáticamente explicando, o ódio está para o amor como a escuridão está para a luz. Então concluímos que conhecido o caminho, podemos escolher o lado que desejamos seguir, onde queremos chegar e o que almejamos encontrar.
Em Ti
Em ti, nascem minhas dúvidas,
E em ti, descubro as respostas.
Porque se em ti me perco,
Só em em ti, me reencontro.
E é nesse rebuscar de sentimentos
Que me vejo revirando um velho baú,
Largado a anos, no sótão da minha vida,
Ressecado, poído, empoeirado, esquecido...
O velho baú das minhas recordações!
O mesmo onde guardei esperanças que morreram.
Aquele que acolheu minhas tristezas,
Para que lá ficassem e não mais me incomodassem.
Porque quando o peito se inflama com as mágoas,
Estas ocupam todos os espaços destinados às alegrias.
E lagrimas... estas correm nas faces pelas duas causas...
É preciso escolher, decidir e não olhar para trás.
Todos possuímos um velho baú no sótão.
Ele é enorme, mas não infinito.
De quando em vez, precisamos reorganiza-lo, tirando de lá
As mágoas que já não mais nos incomodam,
As tristezas superadas e até mesmo as ambições que nunca se realizaram...
E precisamos fazer isso
Para que a vida, não nos sufoque,
Para que sempre possamos encontrar no baú, um espaço,
Onde deixaremos por anos as nossas novas decepções.
Assim, novas promessas, novos sonhos e um novo amanhã,
Encontrarão um lugar em nossos corações.
E lá os plantaremos como pequenas sementes
E deles cuidaremos, para que fortes, um dia, germinem.
Por isso, se em ti aflição, nascem minhas duvidas,
Em ti, sabedoria, encontro as respostas.
Porque se em ti, desespero, me perco
Só em ti amor, me reencontro...
Comentários (32)
José Roberto Under
José Roberto Under
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Nascido a 07 de março de 1950.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime