Lista de Poemas
Era uma Vez
Era uma vez
Era uma vez em um rio
a atração dos contrários
e duas almas cheias de vazios.
Sublimavam-se santuários
de corais e cascatas
desguarneciam seus corações.
Apenas um olhar bastava
neste extravasar de almas
que se encontraram
na silenciosa madrugada
era o fim da longa espera
e
na colisão do inverno
com a primavera
se completaram.
Alexandre
Sonhos

Sonhos
Eu tenho contigo os sonhos mais lindos
Nas noites em que a solidão mais maltrata
E nestes sonhos eu me pego sorrindo
Desta dor imensa que quase me mata
Nos jardins as roseiras estão florindo
É tão triste a paixão cantada em serenata
E as rosas rubras em meus sonhos vão se abrindo
Porque meu coração eu entreguei a esta ingrata
Ingrata como a fria noite que vem vindo
Feliz como água límpida da cascata
Fez-se na amargura o meu cortejo infindo
Com o seu jeito insensível de uma gata
Borboletas perdidas em um labirinto
Voam a esmo com suas asas tão cansadas
Na vastidão fazem valer o seu instinto
Procuram estrelas na noite enluarada
Borboletas reluzindo em céu de prata
Com suas asas as distâncias perseguindo
Como fogo e a luz percorrem as matas
Este meu amor em suas asas vai sumindo.
Alex
O Mar e a Morte
O Mar e a Morte
O mar envolveu o meu corpo
E eu agora sou parte do mar
Nas ondas fiquei todo torto
Tão morto nas águas do mar
As areias da terra nasciam
Beijavam o meu corpo frio
Nas águas do mar eu morria
Tragado em um imenso vazio
Pedaços de mim foram ficando
Nas entranhas da vida do mar
Minha alma foi se recompondo
E leve se deixando completar
O meu mar é o berço da vida
E na morte é o seu renascer
Se eu morro eu fico querida
Mais vivo que o mar ao morrer.
Alexandre
Exílio do Coração

Exílio do coração
Em toda a tua vida
Um mar de sombras
Mansa onda que desdiz ardida
É na foz do tempo a tua nascente
E a dor da chegada é tua partida.
Se todo o gozo é algoz saída
Na indolência suicida que vai e vem
Se todo o veneno é uma bebida
É insensato e pequeno não ir além.
É nesta pobreza que se morre à míngua
Com a fartura dos sentidos ao teu redor
Frente ao espelho uma negra língua.
O vazio da tua alma em mi menor.
Quando o sonho encharca uma semente
Os seus fantasmas no passado ficarão
E há tantas estrelas na noite que te oriente
Uma leve brisa transformar-se em furacão.
Alexandre Montalvan
Indiferente
IndiferenteTeus olhos são cascatas de fogo,
que incendeiam minha mente atormentada
Tua ira condena-me ao jogo,
a jogar com as tuas cartas marcadas
Em escarpas afiadas tu me lanças,
retaliando a minha antecipação
Destroçando a minha alma criança,
deixando-me sem esperanças
Sem emoção
Sinto o frio que se aproxima de olhos negros
que brilham sem vida
Sinto a noite que me envolve,
escura,marcada e sofrida
Chuva que cai,que abrem feridas,
e o vento uiva, lamenta, exorta
Eu me dissolvo como folhas mortas,
em uma dor carnal, ardente oculta
Neste escuro e frio abismo,
eu me aproximo do fim do caminho
O meu corpo clama minha alma chama
Em desespero a procura de algo inexistente
Algo que sinto apenas em minha mente
Que existiu em um passado distante
Uma semente que o presente reclama
Que me mantém tão carente
Nesta procura insana
Por um amor
Pois para você
Eu sou 'apenasmente'
Indiferente!
Alexandre
Loucura
Loucura
É toda esta loucura que me faz respirar
em uma nevoa esfumaçante e medonha
sentir o que me esgarça e que me exponha
em pedaços toscos de meus poemas,
o meu semblante bárbaro e insano
sou um espelho falho e humano
pois é na loucura que eu me vejo
e nesta escurecida lama que apodreço
entre frases inacabadas de um malfazejo
é o que me move a escrever o que eu pareço,
porem não gosto de reza e tampouco
que nas entrelinhas eu pareça um louco
sou o reverso de um som puro e metálico
como os sinos de catedrais que badalam
então
sou um inconstante, estupido e ignoto
em um voo cego em um negro esgoto.
Alexandre
Fome de Amor
Fome de AmorQuanta fome nesta negra escuridão
Tão estranhamente até o vento cala
Na influencia distorcida da cabala
A imensa e dolorida dor da solidão
A lua tão pálida e triste se esconde
Nas esquinas das avenidas nos bares
Grito louco, rouco e ouço, não responde
Eu procuro você. . . Em todos os lugares
Apenas cinzas de um pobre coração
Destroçado pelas forças do desejo
Por este vazio intenso, esta solidão
Que eu te busco no mar desta saudade
São tão táteis estas trevas, tensas
Todas tentam tolher meus sentidos
Tétricas de doer até meus ouvidos
Templos tolos. . . Feitos desta ilusão
E deste enfraquecido amor desnutrido
Alexandre
Você
Você
Você surge como luz brilhante
Na escura noite do meu coração
Nos meus tortuosos caminhos
E como uma rosa, desabrocha
Iluminando o meu chão.
Um lindo sonho intenso
Em cálidas brisas de caricias criar
Um lindo amor imenso
E na vida de encantos e delicias
Eu me afogo em delírios
Só de pensar
Dá-me agora um beijo ardente
Entre os labirintos do prazer
Perdido em teus braços infinitamente
Quero nos teus beijos renascer
Alexandre Montalvan
Queridos amigos com esta poesia eu fiz um vídeo que postei no youtube fiz com mto carinho se puder faça-me uma visita vou ficar mto feliz, alexandre
http://www.youtube.com/user/processolento
Eu não deveria Morrer

Eu não deveria Morrer
Eu quero antecipar a minha morte
vou interromper o fluxo da vida
ver o nada invadir as minhas mãos
e vou fazer parar o meu coração.
Não há prazer que supere a tragédia
no desfazer do meu eu de outrora
na transcendência do frio e do silencio
no abismamento que às vezes eu penso
em descobrir o que eu sou agora
Eu enveredo nas sombras de mim
Devo olhar para dentro ou para fora?
já não importa onde esta meu tormento
talvez agora eu encontre um alento
em descobrir como eu sou agora.
Eu transformei-me em um monte de cinzas
que por alguém foi lançada aos ventos
como se eu fosse apenas sementes
eu vou voltar a sorrir novamente
só estão nos ventos os meus pensamentos.
Alexandre Montalvan
Folhas ao Vento
Folhas ao Vento
Folhas ao vento, em uma dança lenta,
a folha cai.
Ao desprender da origem não sabe o destino,
não importa aonde vai.
sua dor é solidão.
Em sua liberdade sem sentido
ela dança um sonho
uma canção.
tatuando-lhe carismas.
Ela cria movimentos
para transformá-los sofismas.
O outono é a razão
de sua misteriosa existência.
Altera verbos para que se perca
a eloquência.
das manhãs e dos jardins.
Sempre sonha o mesmo sonho
E o que é bom diz que é ruim.
Tão simples assim.
Vendo rostos conhecidos
frios sem sentimentos.
Que mudam a todo o momento
Transformando o ferro em aço...
Nos teus braços e abraços.
Beije-me...
Em teus lábios me enlace.
Afaste-me deste inverno
que me afasta de você.
Deixe-me repousar em teu delírio.
Renascer em tua aurora.
Aquecer-me em tua luz, saborear tua doçura.
A cada amanhecer estar agarrado ao teu ser.
Pois por mais que eu flutue ao sabor da brisa e do vento
meu destino você...
Comentários (2)
És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!