Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

n. 1980 BR BR

Poetisa digital e popular. Moro em Rodeio, Médio Vale do Itajaí, Santa Catarina.O Médio Vale do Itajaí também é conhecido como Vale Europeu Catarinense.Todos os meus escritos de toda e qualquer natureza estão disponíveis gratuitamente.

n. 1980-05-30, Rio de Janeiro

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O peito se agita...

O peito se agita,
Estou assim 
Por causa da
tua breve ausência,
Ele se agita 
Por uma vontade
amorosamente vadia,
É uma vontade
imperiosa de reunir 
As tuas saudades
com as minhas,
Escrever para nós
dois é uma ode 
à bem querência
longe de ser vazia.

O peito não
sabe como mensurar
Essa doce
alegria de penar,
Ele se agita
por uma vontade amorosa
De mergulhar
no teu corpo,
É uma vontade imperiosa 
De reunir o teu
sabor com o meu,
Escrever para nós dois
é uma ode à liberdade 
- longe de não nos libertar.

O peito não sabe
como mensurar 
O tamanho da graciosidade
versada sobre nós,
Ele se agita
por uma vontade amorosa 
E vagarosa por cada
pedacinho teu,
Essa vontade imperiosa  
De reunir o teu
amor com o meu,
Escrever para nós dois
é uma ode à descomplicação 
- longe de não desejar
desatar os nós.

O peito se agita,
estou assim por causa
da tua breve ausência,
Ele se agita por uma vontade
amorosa de ser tua,
É uma vontade imperiosa de faiscar
com os arrepios da tua alma,
Escrever para nós
dois é uma ode à paz
que há de te trazer
de volta - e desejoso
da minha calma.


03/08/2012
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Poemas

1408

Lágrima-de-rainha

Tens a total capacidade
de acender as luzes das cidades
e o céu da América do Sul
com tuas fogosas vontades.

Mesmo sem a tua companhia,
por dois faço as festas de abril
com a sutil Lágrima-de-rainha
magnificamente eflorescida.

Não me importo com o que falem,
nem tampouco com o que pensem;
em mim há montanhas e vales
que não permito que adentrem.

As forças do tempo e da Natureza
me pertencem, porque sou poeta;
o que é de relógio sempre perece —
como sou de amor, ninguém esquece.

13

Rodeio Romântica

Lua Crescente confidente 
sobre a Mata Atlântica 
do Médio Vale do Itajaí,
Nesta Rodeio romântica,
com as cores das luzes 
e toda a inspiração 
entrego poemas de amor, 
mesmo sem você pedir:
Para quem sabe um dia
vir a fazer você sorrir.

(Quero ser o destino 
para onde elegeu seguir).
 

20

Lua das Flores

A Lua das Flores da estação

no Médio Vale do Itajaí

preludia os ipês rosa e o roxo,

Com certeza percebi 

a tua curiosidade bonita

que maio me anuncia.

 

Se é amor ou não, não sei,

mas que já poesia, virou lei;

Sem precisar da aprovação 

alheia constrói o legado 

de manter o seu coração 

todo em estado de maio. 

 

Não preciso falar o que

sinto porque se me ama,

Saiba que também é amado,

do jeito que não tínhamos 

sequer antes imaginado:

do lugar deste amor não 

haverá outro para ser ocupado.

13

De muitas e todas as luas

O Poemário Rodeense
é feito do pôr e do nascer
de muitas e todas luas,
Das doces manias tuas
que se encontram com
as minhas manias de poesia
no Médio Vale do Itajaí.

 

Jaci que é bem-vinda,
e vista no céu de Rodeio
brincando como trapezista
na corda do Universo,
e eu pensando qual
será o caminho certo
para ser o que pacífica.

Adorada Jaci adorada,
que guia e orienta
e faz a rota protegida
nesta Santa Catarina,
que todo o dia tem uma
flor tem arrancada do jardim
da primavera da vida.

Jaci que me é tão querida,
que me deu o aceno de despedida,
e teve o lugar tomado
pela garoa mansa e tão fria,
sei que não a deixo,
e ela não me deixa,
assim cultivo a minh'alma feminina.

17

Lágrima-de-rainha

Tens a total capacidade
de acender as luzes das cidades
e o céu da América do Sul
com tuas fogosas vontades.

Mesmo sem a tua companhia,
por dois faço as festas de abril
com a sutil Lágrima-de-rainha
magnificamente eflorescida.

Não me importo com o que falem,
nem tampouco com o que pensem;
em mim há montanhas e vales
que não permito que adentrem.

As forças do tempo e da Natureza
me pertencem, porque sou poeta;
o que é de relógio sempre perece —
como sou de amor, ninguém esquece.

20

Lágrima-de-rainha

Tens a total capacidade
de acender as luzes das cidades
e o céu da América do Sul
com tuas fogosas vontades.

Mesmo sem a tua companhia,
por dois faço as festas de abril
com a sutil Lágrima-de-rainha
magnificamente eflorescida.

Não me importo com o que falem,
nem tampouco com o que pensem;
em mim há montanhas e vales
que não permito que adentrem.

As forças do tempo e da Natureza
me pertencem, porque sou poeta;
o que é de relógio sempre perece —
como sou de amor, ninguém esquece.

12

Verbena-vermelha

Baixo o Hemisfério Celestial Sul,
uma coroa e um ramalhete
feitos de Verbena-vermelha,
a ataraxia constrói fortaleza
de fogo e vento para preservar o melhor que guardamos da nossa amada América do Sul.

Para que não convençam
com simplificações e falsa episteme,
não tenham nenhum acesso
ao paraíso que sabemos onde,
e somente nos interessa -sem pressa.

Desde que nos conhecemos,
sentíamos que todos os caminhos,
iriam nos levar a nós mesmos,
tentamos nos enganar o tempo todo,
e ainda fazemos de conta que não vem acontecendo conosco,
não vai levar mais muito tempo,
para vencer o encabulamento,
para dizer que ao amor nos rendemos.

22

Maio

Maio floresce com os ipês 

sob o Hemisfério Austral,

assumo a minha urgência 

que também floresce igual.

 

De silêncio em silêncio,

o coração sentimental,

indomado e brejeiro:

é puro desejo total. 

 

Venha sem demora,

porque florescer requer 

companhia sem hora.

 

Maio abrirá a porta 

secreta e estenderá 

o paraíso e a sua aurora. 

 

7

Lágrima-de-rainha

Tens a total capacidade
de acender as luzes das cidades
e o céu da América do Sul
com tuas fogosas vontades.

Mesmo sem a tua companhia,
por dois faço as festas de abril
com a sutil Lágrima-de-rainha
magnificamente eflorescida.

Não me importo com o que falem,
nem tampouco com o que pensem;
em mim há montanhas e vales
que não permito que adentrem.

As forças do tempo e da Natureza
me pertencem, porque sou poeta;
o que é de relógio sempre perece —
como sou de amor, ninguém esquece.

13

Vento Pampeiro

Como quem de cima

do seu próprio cavalo,

enxerga o chão sagrado

que o abriga e sustenta,

Vê tudo com clareza,

incluindo a vil vileza,

Com toda a sutileza,

espírito de galpão e tropa

e chimarrão na mão.

 

Não nego a herança filial

do vento pampeiro

que ninguém controla,

De Sul a Sul balança

o ipê-roxo-de-sete-folhas

em preparação,

em maio, para a sagração

da absoluta floração.

 

Das raízes ao coração,

fincadas as origens

com apego a este chão,

Carrego alma briosa

de Sepé Tiaraju, que não

permite que a História

sofra mais alteração.

 

A herança de qualquer povo

ninguém retira,

independente de quem ali guia,

porque, gostando ou não,

quem manda passa, e o povo fica.

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Comentários (19)

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Eu moro no interior do Estado de Santa Catarina. A minha vida é na pacata cidade de Rodeio, Médio Vale do Itajaí.

Minha cara poetisa... sabe como gosto de teus textos... as vezes comento as vezes não... mas ver as estrelas como tu a vê...somente pelo meu sonhos que em uma noite parecia que meu corpo estava acima das nuvens , onde tinham tantas estrelas pequeninas e acordei com esta forte comossão. ( me parece que tu viajas muito ) ? bem abraços e muita saúde. A todos os seus. Ademir.

Olá amiga Poetisa.... belo texto poético ... estás a procura do bem viver , mantendo o significado de seu bem querer. pessoalmente , acho teus versos um encontro da natureza que frutifica teu belo coração. Parabéns. Ademir.

Olá cara poetisa.... tu fizeste bem fazer da paz uma rebeldia , em poema de grande alegria. abraços.

Ok... Poetisa muito belo este testo poético.