Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

n. 1980 BR BR

Poetisa digital e popular. Moro em Rodeio, Médio Vale do Itajaí, Santa Catarina.O Médio Vale do Itajaí também é conhecido como Vale Europeu Catarinense.Todos os meus escritos de toda e qualquer natureza estão disponíveis gratuitamente.

n. 1980-05-30, Rio de Janeiro

Perfil
81 507 Visualizações

Sapucaia

É inverno, estamos em julho,

sem flor e nenhum fruto.

Enquanto a querida sapucaia 

repousa tranquila na praça,

O charme da minha mente 

anda roçando na tua barba.

 

A sua vibração anda fazendo 

do meu coração um coreto

em afinação para a festa, 

Avassaladoramente estou 

ocupando-te com intenção 

de ser amor e a tua paixão. 

 

Todo o dia a minha rebeldia 

em ti anda fazendo a poesia, 

e uma deliciosa revolução;

Tu não anda mais aceitando

por atração outra direção 

que não seja se entregar à sedução.

Ler poema completo

Poemas

1470

A sua serotonina

Tornar-me o sol pela manhã,

o caminho ao ar livre,

a sua alimentação, a gratidão

e a razão da sua satisfação,

que aumenta a sua serotonina.

 

Ser tudo isso com equilíbrio e alegria,

para que eleja todos os dias

viver com a minha companhia.

 

Deixar que a Timbuva cresça

onde quer que ela eleja,

para quando o verão chegar

tenhamos uma boa sombra fresca;

jamais deixar perder o espírito

de diversão, aconteça o que aconteça.

 

Que o amor nos colha como

a queda d'água que desce a serra,

para que venha em cheias,

e encontre, com bondade, a terra.


Permitindo eleger orgulhosamente

o que vale à aferra, e nada encerra;

para que sejamos naturalmente

o curso e o ciclo intermináveis onde

só há emergência pela matéria;

buscando ser o que somos entre dogmas,

sem entrar no campo do comum

de gente habituada a fazer guerra.

7

Não declamo. Não escrevo.

Não declamo poemas.

Escrevo sobre a Amazônia,

e é ela quem me declama.

 

Não declamo poemas.

Escrevo sobre o Cerrado,

e é ele quem me declama.

 

Não declamo poemas.

Escrevo sobre Caatinga,

e é ela quem me declama.

 

Não declamo poemas.

Escrevo sobre a Mata Atlântica,

e é ela quem me declama.

 

Não declamo poemas.

Escrevo sobre o Pantanal,

e é ele quem me declama.

 

Não declamo poemas.

Escrevo sobre o Pampa,

e é ele quem me declama.

 

Não escrevo sobre o amor,

Escrevo sobre a tua existência 

que é chama e me incendeia.

6

Jacatirão-açú

Não nego que penso com atrevimento,

de delíquios em delíquios mantenho 

a chama acessa à tua espera que 

sei que acontecerá no tempo certo. 

 

O que você busca é o que mais desejo

com o coração, a alma e o pensamento 

afetivamente educados para o cortejo 

e a sã obediência às ordens do amor.

 

Além de junho ​de Jacatirão-açú em flor

em Santa Catarina com fortuna melífera,

deixo nas tuas mãos o que nos destina.

 

Porque a tua existência inteira fascina,

hipnotiza, escreve me molda com poesia, 

e sei que em mim a tua busca se afina.

8

Araçá-rosa

O experimento mental e elegante,

acopla sutilmente o mútuo gradiente

à livre termodinâmica simplesmente.

 

De tudo o que induz ao anfoterismo,

reajustando os desejos às leis 

que regem o Universo e o destino,

porque sentimos de longe o caminho.

 

Sem largar mão da primeira atração 

do instante que nos conhecemos,

para a nossa implacável preservação.

 

Amar tem sido a decisão desde

o momento que nos vimos,

Como uma visão sem explicação 

embaladora para o coração. 

 

Tenho me visto sem cessar contigo 

como tivéssemos antes vivido 

a delicada florada do araçá-rosa 

em alguma encosta do litoral.

 

Se é poética alucinação, não sei,

se for de verdade, que o amor 

se torne lei universal e entre nós grei.

3

Orquídeas Cymbidium

Tenho atitude afrodisíaca de sobra,

não me levo por nenhuma onda,

não permito-me invadir, e nem ser invadida,

Não quero iludir, nem permito ser iludida:

sempre que faltar amor, coloco poesia.

A calma não tem a ver com fraqueza,

e sim, a paciência da espera por você

que a vida não me trouxe ainda;

Se não for espontaneamente,

não permaneço nenhum dia;

viver mais um Dia dos Namorados

à sua espera não me desanima. Se é para fazer parte de ti, que seja

o amor lei, grei, festa e poema,

sob qualquer coisa que aconteça;

O peso que a maioria não aguenta,

sabendo dividir, vira academia,

assim se é um para o outro a alegria.

Sempre que entre nós silêncio houver,

que não haja o que temer, e sim tudo

o que o coração se inspire em acolher.

Não somos tentativa, e sim o próprio padrão,

para você ser meu homem, e eu sua mulher;

porque mesmo perto do inverno, nada esfria.

Sem permissão, a gente se pertence,

privilégio para o mútuo desfrute,

sem precisar jamais que a gente lute,

com convicção a gente se merece.

Onde quer que se encontre, floresce

com as variações das orquídeas cymbidium,

ignorando o que dizem ser o fim do mundo.

 

 

5

Pau da Bandeira de Santo Antônio

Somos os últimos românticos. 

 

Cultivamos o melhor do amor,

 

e a terra se ajusta à nossa escolha.

 

Não temos pressa, porque a viagem 

 

foi escolhida pelo lado de dentro,

 

o endereço é a unidade do sentimento.

 

 

 

Por me querer, tens a total capacidade 

 

de fazer o carregamento do Pau da Bandeira,

 

e de hastear a Bandeira de Santo Antônio,

 

porque Barbalha já conhece a minha existência.

 

 

 

Mas mesmo assim, nós temos calma. 

 

A paciência molda a fortaleza, e nós temos 

 

a certeza do envolvimento, do comando

 

da conexão e da nossa absoluta convicção. 

 

A palavra boa não faz enfeites na boca,

 

e sim no coração: amar é a nossa decisão.

4

Bracatinga

Se for da minha vontade 

as minhas onze artes,

Encontrarão as suas onze artes,

com positividade, criatividade, 

e a sua suprema vontade 

de querer ficar por liberdade.

 

Sem dizer uma palavra,

estamos trocando bagagens,

risos, essências e raízes;

Sem a necessidade de pedir,

se formos par, sem dificuldades,

saberemos bem por onde ir.

 

Não nascemos para o convívio 

ordinário com as subjetividades.

Nascemos para contemplar

o florescer da Bracatinga

alimentando as abelhas nativas,

e para desfrutar da companhia

quando o amor vier permanecer 

inteiramente na nossa vida.

4

Guabirobas-brancas

Feita para as coisas do sol e do amor,

assim sou inveteradamente.

Busco por tudo o que é mais inspirador,

como a florada das guabirobas-brancas,

para não perder os frutos perfeitos

e sei que são para mim simplesmente,

por todos os caminhos que dão mil jeitos.

 

Que eu gostaria ter o calor de alguém,

não nego de jeito nenhum, evidentemente...

Mas para viver verdadeiramente,

e não apenas num único Dia dos Namorados. 

Se estiver realmente escrito por Deus,

que seja inteiro e intenso, sinceramente.

 

Porque tenho orgulho de tudo o que carrego

nas minhas veias, e sustento poeticamente.

Estamos em junho onde o inverno se achega,

aqui em Rodeio terá Festa de Santo Antônio,

mas não vou pagar nem fazer promessa.

Prefiro entre as flores adorando os teus olhos, 

e fazendo o impronunciável sem pressa.

3

Quina-do-mato

Agasalhar-me no teu peito

e nos teus braços fortes,

com intimidade e sinestesia,

ser o principal motivo

da tua verdadeira alegria;

por tal sonho tenho

sido totalmente absorvida.

 

Tenho certeza que, neste sonho,

não estou sozinha.

Percebo, ainda, discretamente,

a implacável sintonia fina:

como Mercúrio, Júpiter e Vênus,

cada qual com a Lua se alinha,

e ainda estamos em junho,

e sei que o mundo gira.

 

É tempo de contemplar

a florada da Quina-do-mato

aqui em Santa Catarina,

que com as suas flores

parece um aglomerado estelar.

Sei o que fazer com ela,

caso um chá precisar;

de igual jeito, sei o que fazer

quando o amor nos arrebatar.

 

[Por dentro, já está tudo arrumado

para quando chegar:

terás, nas mãos, o coração

afetivamente educado para amar].

4

Petúnias-nativas

Não te quero como dependente,

 

desejo-te como território livre,

 

tão livre que escolha ficar ou ir,

 

e que só possa morar o amor

 

até quando pensar em desistir.

 

 

 

Tal qual as petúnias-nativas

 

nas encostas serranas do sul a escalar,

 

e pelos campos de planalto

 

a me espalhar, pouco a pouco,

 

em ti tenho feito o meu lugar.

 

 

 

O solstício de inverno dança

 

hoje sobre o Hemisfério Celestial Sul,

 

Rendo-te a sagração inaugural,

 

por perceber a aproximação primal,

 

é inexplicável sentir pairar o inevitável.

 

 

 

Imparável diariamente tem sido

 

ler os olhos e os detalhes bonitos,

 

em todos tenho-me reconhecido,

 

e em vez de sentir inquietação:

 

sinto tudo muito mais tranquilo.

7

Comentários (19)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Eu moro no interior do Estado de Santa Catarina. A minha vida é na pacata cidade de Rodeio, Médio Vale do Itajaí.

Minha cara poetisa... sabe como gosto de teus textos... as vezes comento as vezes não... mas ver as estrelas como tu a vê...somente pelo meu sonhos que em uma noite parecia que meu corpo estava acima das nuvens , onde tinham tantas estrelas pequeninas e acordei com esta forte comossão. ( me parece que tu viajas muito ) ? bem abraços e muita saúde. A todos os seus. Ademir.

Olá amiga Poetisa.... belo texto poético ... estás a procura do bem viver , mantendo o significado de seu bem querer. pessoalmente , acho teus versos um encontro da natureza que frutifica teu belo coração. Parabéns. Ademir.

Olá cara poetisa.... tu fizeste bem fazer da paz uma rebeldia , em poema de grande alegria. abraços.

Ok... Poetisa muito belo este testo poético.