Lista de Poemas
De novo
Lá vamos de novo
Tentar o improvável
Tantos já falaram,
condenaram, duvidaram...
fosse a cor da pele,
os valores no banco,
os pais exigentes...
pior é o olhar...
não vai prestar,
não vai funcionar,
desista, desista...
Mas
já cansado
chega ...
me permito tentar,
e se , de nada adiantar,
vamos de novo, e de novo,
até encontar...
paz.
Tentar o improvável
Tantos já falaram,
condenaram, duvidaram...
fosse a cor da pele,
os valores no banco,
os pais exigentes...
pior é o olhar...
não vai prestar,
não vai funcionar,
desista, desista...
Mas
já cansado
chega ...
me permito tentar,
e se , de nada adiantar,
vamos de novo, e de novo,
até encontar...
paz.
353
Último vôo de Ícaro.
Ei-lo, asas sobre o abismo,
Abaixo clamam perdidos ,os condenados
Entre eles estiveram no passado,
Mas por escolha, pai e filho isolados...
O velho, no afã de salvar
De triste vida o amado rebento,
Asas de cera pôs-lhe as costas
Quiça com elas cruzar o firmamento...
Mas antes, enquanto o preparava,
Pois um destino cruel o rapaz esperava,
Mais cruel ainda tinha sido seu pai,
Do severo preparo as marcas carregava...
Mais que o corpo , sua mente moldou,
Sem medo, sem dor, exultava na ira,
Afastado de tudo, mais forte pensava,
Precaução, cuidado, o hesitar saíra...
O pai temeroso, logo avisou,
"Uma vez lá, tenha cautela,
pois asas de cera, à vista do Sol,
Logo queimarão, qual chama na vela "
O rapaz olhou, sorriu, saltou,
No vazio viu-se extasiado...
Voando sobre o abismo, ele sentiu,
Um anjo, um Deus, não um condenado...
Mais alto, mais alto, ele foi subir,
Além das nuvens, desapareceu,
Lágrimas encheram os olhos do pai,
Que logo logo entendeu, percebeu...
Uma bola de fogo despencou do céu,
Muito longe o chão abraçou,
Ele o criou sem limite pra voar,
Mas se o jovem almejava, ele não perguntou...
Um saiu do abismo a planar
Um ficou , sorte desejando,
Sorte não veio, um ficou a chorar,
E uma alma livre seguiu voando...
Max Torres
Abaixo clamam perdidos ,os condenados
Entre eles estiveram no passado,
Mas por escolha, pai e filho isolados...
O velho, no afã de salvar
De triste vida o amado rebento,
Asas de cera pôs-lhe as costas
Quiça com elas cruzar o firmamento...
Mas antes, enquanto o preparava,
Pois um destino cruel o rapaz esperava,
Mais cruel ainda tinha sido seu pai,
Do severo preparo as marcas carregava...
Mais que o corpo , sua mente moldou,
Sem medo, sem dor, exultava na ira,
Afastado de tudo, mais forte pensava,
Precaução, cuidado, o hesitar saíra...
O pai temeroso, logo avisou,
"Uma vez lá, tenha cautela,
pois asas de cera, à vista do Sol,
Logo queimarão, qual chama na vela "
O rapaz olhou, sorriu, saltou,
No vazio viu-se extasiado...
Voando sobre o abismo, ele sentiu,
Um anjo, um Deus, não um condenado...
Mais alto, mais alto, ele foi subir,
Além das nuvens, desapareceu,
Lágrimas encheram os olhos do pai,
Que logo logo entendeu, percebeu...
Uma bola de fogo despencou do céu,
Muito longe o chão abraçou,
Ele o criou sem limite pra voar,
Mas se o jovem almejava, ele não perguntou...
Um saiu do abismo a planar
Um ficou , sorte desejando,
Sorte não veio, um ficou a chorar,
E uma alma livre seguiu voando...
Max Torres
386
Exilado
Sob o ardente beijo do sol,
E abraçado pelo poeira,
Segue o exilado...
Enquanto pisa sobre o solo rachado,
Se questiona , fora exilado,
Por sua vontade ou de outros?
Para onde vai agora...?
Não lhe cabe decidir,
Lhe cabe apenas cumprir,
Um destino já acertado...
Pois por Deus fora condenado,
Os dons que lhe cabem à mente,
Não dão forma a prisão ,
Nem a face de demônio, ou ao corpo mutilado,
Então assim amaldiçoado,
Espera sua redenção...
Quem sabe em outra vida, possa ter de bom agrado,
O que agora lhe é negado...
Uma luz na escuridão...
No entanto...
Segue, exilado.
E abraçado pelo poeira,
Segue o exilado...
Enquanto pisa sobre o solo rachado,
Se questiona , fora exilado,
Por sua vontade ou de outros?
Para onde vai agora...?
Não lhe cabe decidir,
Lhe cabe apenas cumprir,
Um destino já acertado...
Pois por Deus fora condenado,
Os dons que lhe cabem à mente,
Não dão forma a prisão ,
Nem a face de demônio, ou ao corpo mutilado,
Então assim amaldiçoado,
Espera sua redenção...
Quem sabe em outra vida, possa ter de bom agrado,
O que agora lhe é negado...
Uma luz na escuridão...
No entanto...
Segue, exilado.
474
Exílio
Passo a passo,
Gota a gota,
O deserto o acolhe...
Sem parar,
Nunca escapar,
Lentos passam os dias...
A areia sob o chão,
a miragem, ilusão,
Apenas o sol lhe testemunhe...
O pecado , o prazer,
a dor, o sofrer,
Agora já idos longe...
Em sua guarda inocentes,
em sua alma descontente,
um brilho que não pode ver...
Então, segue o tormento,
e persiste o horror,
que no exílio esteja redento...
Gota a gota,
O deserto o acolhe...
Sem parar,
Nunca escapar,
Lentos passam os dias...
A areia sob o chão,
a miragem, ilusão,
Apenas o sol lhe testemunhe...
O pecado , o prazer,
a dor, o sofrer,
Agora já idos longe...
Em sua guarda inocentes,
em sua alma descontente,
um brilho que não pode ver...
Então, segue o tormento,
e persiste o horror,
que no exílio esteja redento...
515
Fogo
Num instante
onde nada mais havia
cinza o mundo
frio e mudo
fogo
E com o fogo
o poder
a conquista
o renascer
o querer
Iluminada
e não mais
sombria
a vida
não mais vazia
Segue o ímpeto
indiferente
tempestade
inclemente
em busca de um amanhã.
onde nada mais havia
cinza o mundo
frio e mudo
fogo
E com o fogo
o poder
a conquista
o renascer
o querer
Iluminada
e não mais
sombria
a vida
não mais vazia
Segue o ímpeto
indiferente
tempestade
inclemente
em busca de um amanhã.
504
Idos
Os idos,
como concha lhe pesam as costas,
como correntes lhe prendem os pés,
impedido de seguir, de novos rumos fluir,
apega-se ao que não ficou...
Alegra-se
pois novos tempos virão,
novas tempestades e verão,
nova chance para ser,
um dia novo para viver...
Então
se a tristeza vier,
se o amargor se espalhar,
num instante volte a sonhar,
jamais queira se calar...
Uma vida só...
como concha lhe pesam as costas,
como correntes lhe prendem os pés,
impedido de seguir, de novos rumos fluir,
apega-se ao que não ficou...
Alegra-se
pois novos tempos virão,
novas tempestades e verão,
nova chance para ser,
um dia novo para viver...
Então
se a tristeza vier,
se o amargor se espalhar,
num instante volte a sonhar,
jamais queira se calar...
Uma vida só...
526
Chumbo, sangue e aço
Foi na curva...
O chumbo, o sangue, o aço...
e jamais vira igual,
foram 18 anjos de metal,
contra os cavaleiros do inferno,
que numa curva o esperaram...
O inocente rezou,
o valente acudiu,
o hábil salvou e conduziu...
E das 18 vespas ardentes,
uma o caminho perfurou,
a queda e o chão inclemente...
o monstro curvado em pavor...
O cavalo , a barreira, o caminho,
a carruagem fez parar...
o valente porém não tolo,
por prudência foi recuar...
E passos ligeiros se afastaram,
enquanto ambos aguardavam,
no escuro a se esconder,
sabendo que se voltar,
outros anjos virão ao encalço...
O chumbo, o sangue, o aço...
e jamais vira igual,
foram 18 anjos de metal,
contra os cavaleiros do inferno,
que numa curva o esperaram...
O inocente rezou,
o valente acudiu,
o hábil salvou e conduziu...
E das 18 vespas ardentes,
uma o caminho perfurou,
a queda e o chão inclemente...
o monstro curvado em pavor...
O cavalo , a barreira, o caminho,
a carruagem fez parar...
o valente porém não tolo,
por prudência foi recuar...
E passos ligeiros se afastaram,
enquanto ambos aguardavam,
no escuro a se esconder,
sabendo que se voltar,
outros anjos virão ao encalço...
498
Atômico
Deixa-me incendiar teu universo,
Com cada toque de minhas mãos,
e então, sedento pelo teu corpo,
te agarro, já louco de paixão...
Unirei minha carne ao teu espírirto,
pois como fogo me queima o coração,
rasgando em fúria incandescente,
crescendo como o sopro do Dragão...
A cada segundo, expande a chama,
o fogo eterno brilha rumo ao céu,
coram as estrelas, envergonhadas,
flamejante se torna o negro véu...
Por fim, derradeira explosão
a densa nuvem a envolver,
o poder de milhões de megatons,
que fez até o sol estremecer...
Com cada toque de minhas mãos,
e então, sedento pelo teu corpo,
te agarro, já louco de paixão...
Unirei minha carne ao teu espírirto,
pois como fogo me queima o coração,
rasgando em fúria incandescente,
crescendo como o sopro do Dragão...
A cada segundo, expande a chama,
o fogo eterno brilha rumo ao céu,
coram as estrelas, envergonhadas,
flamejante se torna o negro véu...
Por fim, derradeira explosão
a densa nuvem a envolver,
o poder de milhões de megatons,
que fez até o sol estremecer...
544
Encontro , afinal
Enfim, estamos cá...
Não lembro porque razão, sangue sobre o lar
Olhos fechados, a dor , o findar
Espero paciente qual paciente sou a aguardar...
Então, luz...
Enfim em tua frente, teu brilho a me esmagar,
mas por mais que ilumine, não podes esconder
a escuridão que paira a teu altar...
Ratos, formigas ao sol...
brinquedos sem valor em tuas mãos...
nossas lutas, anseios, desejos...
falhando para tua cruel diversão...
Pragas , doenças, infestação,
fome, miséria e cruéis irmãos...
Se importasse a ti, que tudo podes,
paz e bonança traria por tuas mãos...
Que pai que ama deixa sofrer?
Que pai amoroso permite morrer?
Que pai é esse que a todos tortura?
Que pai é esse, que entrega a loucura?
Após perfidiosa indagação,
erros profanos em comunhão
me ponho além de qualquer perdão...
minha resposta é o fogo da condenação...
E assim maculado por refletir...
oh ,cruel destino, por questionar...
ao fogo me lança por pressentir...
o quão errado é o nosso tratar...
Não lembro porque razão, sangue sobre o lar
Olhos fechados, a dor , o findar
Espero paciente qual paciente sou a aguardar...
Então, luz...
Enfim em tua frente, teu brilho a me esmagar,
mas por mais que ilumine, não podes esconder
a escuridão que paira a teu altar...
Ratos, formigas ao sol...
brinquedos sem valor em tuas mãos...
nossas lutas, anseios, desejos...
falhando para tua cruel diversão...
Pragas , doenças, infestação,
fome, miséria e cruéis irmãos...
Se importasse a ti, que tudo podes,
paz e bonança traria por tuas mãos...
Que pai que ama deixa sofrer?
Que pai amoroso permite morrer?
Que pai é esse que a todos tortura?
Que pai é esse, que entrega a loucura?
Após perfidiosa indagação,
erros profanos em comunhão
me ponho além de qualquer perdão...
minha resposta é o fogo da condenação...
E assim maculado por refletir...
oh ,cruel destino, por questionar...
ao fogo me lança por pressentir...
o quão errado é o nosso tratar...
534
No entanto
Pode um ser de tudo póssuir e nada ser?
Pode ter tudo que quiser, mas o que quer enfim?
Pode estar tão perdido em si mesmo
e ainda querer um mundo que jamais pode carregar?
Quem te tira o sono à noite ?
E ainda te abre as chagas ?
mostrando que ainda covarde és...
Pode estar e não estar?
POde amar e não amar?
Pode sorrir enquanto chora?
Pode sofrer enquanto cala?
Quem te tira a vida aos poucos?
E te deixa louco a sofrer?
Matando o que restara...
Pode viver assim?
Pode o escravo libertar?
E ainda feliz onde lhe foge o pensar?
No entanto...não se permita pensar...
sonhar, querer, guardar...
Lhe foi negado ao escolher...
Pague sua dívida...
Pode ter tudo que quiser, mas o que quer enfim?
Pode estar tão perdido em si mesmo
e ainda querer um mundo que jamais pode carregar?
Quem te tira o sono à noite ?
E ainda te abre as chagas ?
mostrando que ainda covarde és...
Pode estar e não estar?
POde amar e não amar?
Pode sorrir enquanto chora?
Pode sofrer enquanto cala?
Quem te tira a vida aos poucos?
E te deixa louco a sofrer?
Matando o que restara...
Pode viver assim?
Pode o escravo libertar?
E ainda feliz onde lhe foge o pensar?
No entanto...não se permita pensar...
sonhar, querer, guardar...
Lhe foi negado ao escolher...
Pague sua dívida...
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