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Oi, tudo bom? Escrevo a pouco tempo, mas tenho me esforçado, você consegue sentir? Brincadeira, como sentir isso?

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30 de Novembro

Você com os olhos vermelhos
Mãos que cheiram a sangue
Porque você está se coçando?
Você está tremendo por dentro
Está ansioso?
Não faça isso com seu rosto!
Que tipo de pessoa horrível é você!
Não! Não faça isso!
Seus pés deixam as pegadas
Cada gota que você deixa
Seu cabelo está horrível hoje
Você tomou banho?
Não! Aqui, me dê sua mão!
Seus olhos, estão vermelhos
Seu nariz escorre
O que é isso em seu rosto?
Por quê você está sorrindo?
Não, não faça isso! Pare!
Olhe como você deixou esse lugar!
É melhor pegar um pano e secar tudo isso!
Agora!
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Poemas

55

10 de Novembro

A moldura que molda
Se banha em meu esparramar de sonhos
Todas as minhas cores transbordam
De toda minha obra já confeccionada
Eu vejo que derramo gostas lilás através das palmas
O chão transborda de sentimentos
Completamente encharcado de amarelo
Desenho flores com os dedos
Faço marcas em meu rosto
Corro livre pelos campos
Sinto crescer esse sentimento rosa
Todo o vermelho que já vi
Verde que abracei e beijei todas as noites
Azul que me confortou com seus cafunés
Negro que descança e acalma a alma
Figuras que criei
Pássaros, flores e pessoas
Coberto por todo esse prisma
Eu me vejo em paz
76

9 de Novembro

Minha doce pele cinza
Doce mundo cheio de tristeza
Vejo suas cores com carinho
Me entregue meus pulsos
Cicatrizes que sangram outra vez
Todo o vermelho que vejo
Escrevo seu nome
Com a ponta de meus dedos

Aperto meu peito, me observo no espelho
Todo o preto que cerca meus olhos
Todo o azul que se aproxima ao chão
Não há razão

Desse chão frio observo o teto
Sinto em minha mãos o mar vermelho que se forma
Me vejo próximo a você
No encontro de meu azul e vermelho
Lamento cada momento sem o toque

Não vejo as estrelas no céu cheio de nuvens
Está sol, mas tudo se escure com rapidez
De vermelho ao escarlate
Do azul ao celeste
De encontro ao vazio que me preenche
Do toque ao preto
Do preto para cada toque que me recordo
Todos como se fossem ontem
Ontem e ontem
Ontem
113

8 de Novembro Nº2

Hoje, aqui, reunido a você
Dedico minha ações
Hoje, aqui, junto a mim
Prometo seguir seu conselho

Sob a luz desse círculo prometemos
Irei lhe servir, assim como me serve
Deusa da casualidade
Mestre do vigor e da inércia
Me mostrem os passos
No caminho das chamas congeladas
Me traga boa sorte, me traga tragédias
Me faça agarrar, me faça soltar
Me faça viver, me faça morrer

Hoje, aqui, reunido em corpo
Hoje, aqui, reunido em alma
72

8 de Novembro Nº1

Eu sinto o vento em meu rosto
Quero essa calma simples em meu coração
Simplicidade é meu único desejo agora
Eu não queria estar conversando com você agora
Eu queria apenas encostar meu rosto junto a seu ombro
Fechar meus olhos e sentir a calma que seu calor transmite
Não iria dormir pensando em como estou feliz

Apenas te abraçar e saber que poderia fazer isso novamente
Já me deixaria feliz por toda minha vida
Saber que somos livres e felizes
Não precisamos saber como
Apenas somos, sonhamos e rimos
Meu lugar pode não ser aqui
Mas esse lugar é onde quero estar
Esse lugar eu posso chamar de lar
110

6 de Novembro

Impuras e desarmoniosas emoções
Impulso ao meu desejo masoquista de ser controlado
Suas cordas me prendem, meus pulsos sangram
Eu sou tudo no mundo dos olhos fechados
Eu quero ser, sentir você, ser o mais amado
Sente sua pele impura, desejo sádico de submissão

A cada toque das gotas dessa vela
Me fazem ser ele, não sou ele
Vontade incontrolável pela dor
Não sente vontade de vida, dor da vida
Cercada por correntes você sente o arranhar
Entre sua pele, o toque suave das unhas

Descontrolada ambição
Nosso topo cheio em contradição
Todas essas sensações, a chuva
O que você procura?

Você sente o que eu sinto?
Você vê todas as marcas?
Cicatrizes e todas essas palavras cruzadas
Jogo de faz de conta, nossa grande piada
Obsseção por minha ação
Não existe objeção, sou ele, sempre ele
Hoje não sou ele, ele sou eu, hoje sou ele
Deixe a dor ser a regente de nosso espetáculo
Sinta a pele queimar por dentro, bem do meio
Sentir, explodir, comandar o comandante
Controlar pelo pescoço e ir até os pés
Sente esse calor em seu seio?
73

5 de Novembro

Hoje não é mais um dia para minhas mentiras
Hoje vou apenas contar o que sinto
Hoje foi difícil pra mim, tomei decisões duras
Hoje eu tive fé que conseguiria seguir minhas convicções
Hoje eu me sinto fraco, estou cedendo ao mundo
Hoje o mundo irá ganhar mais uma vez de mim
Hoje eu só queria um motivo para ser forte
Hoje eu só queria abraçar minhas esperanças
Hoje eu só queria ser abraçado de forma carinhosa
Hoje não me vejo como pessoa
Hoje todos os meus pensamentos são de fracasso
Hoje não quero lembrar de ontem
Hoje não quero pensar no meu amanhã
Hoje eu só quero dormir e talvez não acordar
337

4 de Novembro

Sombras rasteiras que semeio
Não crescem pela fome
A noite dos porcos está farta
Vejo as crias porcas dançando
Comemoram pela ração e lama
Dançam
Pelas migalhas que o mundo lhe oferece

Inocente sombra anfitriã
Você não cresce cercada pelos porcos
Esfarelam em sua alma
Migalhas e restos de cebo de suas bocas nojentas
Vejo as crias porcas cantando pelos restos

Noite chuvosa, discorda da minha vida
Cada gota de chuva destroça minha sombra
Derretendo pelas línguas porcas e risadas tediantes
Crescem gordas a cada gota de mim que derramo
Suplico ao sol para nascer
Para minha sombra renascer
Não vejo a treva, não acho preocupação
Hoje irei morrer de fome
Ao som de risos das crias porcas
73

3 de Novembro Nº2

Meus pés estão leves, me lembram as nuvens
As mesmas que observarmos juntos aquele dia
Tudo é doce em forma de leões, dragões
Princesas em perigo e suspiros nunca atendidos
Todo meu mundo está leve hoje
Como seu toque sob minha pele
Cada centímetro que seus dedos percorriam
Cada fio que se arrepiava
Toda essa lembraça, como se fosse ontem
Me derrama lágrimas a cada flashback que recordava

Todo esse mundo vazio, não existe, incompleto
Falta a parte que me completa
O ar que irá preencher meu vazio

Quando olho em seus olhos eu sinto
Tudo que eu desejo, tudo que odeio
Todo o incompleto que me cerca
Dissolve em pensamentos
Você condensa meu problemas
Me torna uma pluma, leve e contente
Voando em seu ar
70

3 de Novembro Nº1

Estava perdido em luzes
Cego pelos amores que se fazem
Não existia um lugar para se descansar
Eu sentia frio no sol
Todo os toques eram iguais

Lutando cego nas fronteiras
Não sei meu destino
Eu me perdia a cada passo
Apenas aquela sombra me guia
No campo de luzes eu me perdia
Tantos toques vazios eu sentia

Armado e preparado estou
Nossa batalha começa
Todo segundo conta depois do agora
Não estamos perdidos
Sombras nos guiam, nos ensinam
Em nosso caminho comum e incomum
Nossa reza terminará quando abrimos os olhos
Estamos prontos para esta noite
Hoje caçaremos por nossas vidas
Mestraremos nossas marionetes
Sob as luzes onde nossas sombras dançam
Vejo o que nos aguarda
85

1 de Novembro

Haja luz em meus passos e sombras em meu rosto
Deixado só nesse mundo
A luz que criava minha sombra se foi
Meu rosto sente seu toque, vento confortante
Não sinto mais sede, não sinto mais fome
Estou entediado, meu mundo está calmo
Manche meu terno de pó, jogue poeira em meus olhos
Suje meus sapatos com lama

Eu vejo as nuvens, ajeito minha gravata
Ela me sufoca, a afrouxo
Meus sapatos pesam, eu os tiro
Meu terno, está quente, todo meu corpo ferve
Minhas mãos formigam, estou tremendo
A camiseta, um em um abro seus botões, devagar
O vento em meu rosto é pesado
Minha barriga está leve, eu nunca me senti dessa forma
Esse momento foi único na minha vida
Apenas o que eu via
Era o que importava
O vento era pesado, forte
Me trazia um toque de liberdade
Cada brisa que tocava meu rosto

O toque, o choque
Nada mais importa, todo o vento que bagunça meu cabelo
Meu grande ato foi hoje, estou tão orgulhoso
Tudo que era, não é mais
"Ser ou não ser", está fora de questão
Tudo se foi, assim como você
74

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