Você com os olhos vermelhos Mãos que cheiram a sangue Porque você está se coçando? Você está tremendo por dentro Está ansioso? Não faça isso com seu rosto! Que tipo de pessoa horrível é você! Não! Não faça isso! Seus pés deixam as pegadas Cada gota que você deixa Seu cabelo está horrível hoje Você tomou banho? Não! Aqui, me dê sua mão! Seus olhos, estão vermelhos Seu nariz escorre O que é isso em seu rosto? Por quê você está sorrindo? Não, não faça isso! Pare! Olhe como você deixou esse lugar! É melhor pegar um pano e secar tudo isso! Agora!
A moldura que molda Se banha em meu esparramar de sonhos Todas as minhas cores transbordam De toda minha obra já confeccionada Eu vejo que derramo gostas lilás através das palmas O chão transborda de sentimentos Completamente encharcado de amarelo Desenho flores com os dedos Faço marcas em meu rosto Corro livre pelos campos Sinto crescer esse sentimento rosa Todo o vermelho que já vi Verde que abracei e beijei todas as noites Azul que me confortou com seus cafunés Negro que descança e acalma a alma Figuras que criei Pássaros, flores e pessoas Coberto por todo esse prisma Eu me vejo em paz
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9 de Novembro
Minha doce pele cinza Doce mundo cheio de tristeza Vejo suas cores com carinho Me entregue meus pulsos Cicatrizes que sangram outra vez Todo o vermelho que vejo Escrevo seu nome Com a ponta de meus dedos
Aperto meu peito, me observo no espelho Todo o preto que cerca meus olhos Todo o azul que se aproxima ao chão Não há razão
Desse chão frio observo o teto Sinto em minha mãos o mar vermelho que se forma Me vejo próximo a você No encontro de meu azul e vermelho Lamento cada momento sem o toque
Não vejo as estrelas no céu cheio de nuvens Está sol, mas tudo se escure com rapidez De vermelho ao escarlate Do azul ao celeste De encontro ao vazio que me preenche Do toque ao preto Do preto para cada toque que me recordo Todos como se fossem ontem Ontem e ontem Ontem
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8 de Novembro Nº2
Hoje, aqui, reunido a você Dedico minha ações Hoje, aqui, junto a mim Prometo seguir seu conselho
Sob a luz desse círculo prometemos Irei lhe servir, assim como me serve Deusa da casualidade Mestre do vigor e da inércia Me mostrem os passos No caminho das chamas congeladas Me traga boa sorte, me traga tragédias Me faça agarrar, me faça soltar Me faça viver, me faça morrer
Hoje, aqui, reunido em corpo Hoje, aqui, reunido em alma
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8 de Novembro Nº1
Eu sinto o vento em meu rosto Quero essa calma simples em meu coração Simplicidade é meu único desejo agora Eu não queria estar conversando com você agora Eu queria apenas encostar meu rosto junto a seu ombro Fechar meus olhos e sentir a calma que seu calor transmite Não iria dormir pensando em como estou feliz
Apenas te abraçar e saber que poderia fazer isso novamente Já me deixaria feliz por toda minha vida Saber que somos livres e felizes Não precisamos saber como Apenas somos, sonhamos e rimos Meu lugar pode não ser aqui Mas esse lugar é onde quero estar Esse lugar eu posso chamar de lar
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6 de Novembro
Impuras e desarmoniosas emoções Impulso ao meu desejo masoquista de ser controlado Suas cordas me prendem, meus pulsos sangram Eu sou tudo no mundo dos olhos fechados Eu quero ser, sentir você, ser o mais amado Sente sua pele impura, desejo sádico de submissão
A cada toque das gotas dessa vela Me fazem ser ele, não sou ele Vontade incontrolável pela dor Não sente vontade de vida, dor da vida Cercada por correntes você sente o arranhar Entre sua pele, o toque suave das unhas
Descontrolada ambição Nosso topo cheio em contradição Todas essas sensações, a chuva O que você procura?
Você sente o que eu sinto? Você vê todas as marcas? Cicatrizes e todas essas palavras cruzadas Jogo de faz de conta, nossa grande piada Obsseção por minha ação Não existe objeção, sou ele, sempre ele Hoje não sou ele, ele sou eu, hoje sou ele Deixe a dor ser a regente de nosso espetáculo Sinta a pele queimar por dentro, bem do meio Sentir, explodir, comandar o comandante Controlar pelo pescoço e ir até os pés Sente esse calor em seu seio?
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5 de Novembro
Hoje não é mais um dia para minhas mentiras Hoje vou apenas contar o que sinto Hoje foi difícil pra mim, tomei decisões duras Hoje eu tive fé que conseguiria seguir minhas convicções Hoje eu me sinto fraco, estou cedendo ao mundo Hoje o mundo irá ganhar mais uma vez de mim Hoje eu só queria um motivo para ser forte Hoje eu só queria abraçar minhas esperanças Hoje eu só queria ser abraçado de forma carinhosa Hoje não me vejo como pessoa Hoje todos os meus pensamentos são de fracasso Hoje não quero lembrar de ontem Hoje não quero pensar no meu amanhã Hoje eu só quero dormir e talvez não acordar
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4 de Novembro
Sombras rasteiras que semeio Não crescem pela fome A noite dos porcos está farta Vejo as crias porcas dançando Comemoram pela ração e lama Dançam Pelas migalhas que o mundo lhe oferece
Inocente sombra anfitriã Você não cresce cercada pelos porcos Esfarelam em sua alma Migalhas e restos de cebo de suas bocas nojentas Vejo as crias porcas cantando pelos restos
Noite chuvosa, discorda da minha vida Cada gota de chuva destroça minha sombra Derretendo pelas línguas porcas e risadas tediantes Crescem gordas a cada gota de mim que derramo Suplico ao sol para nascer Para minha sombra renascer Não vejo a treva, não acho preocupação Hoje irei morrer de fome Ao som de risos das crias porcas
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3 de Novembro Nº2
Meus pés estão leves, me lembram as nuvens As mesmas que observarmos juntos aquele dia Tudo é doce em forma de leões, dragões Princesas em perigo e suspiros nunca atendidos Todo meu mundo está leve hoje Como seu toque sob minha pele Cada centímetro que seus dedos percorriam Cada fio que se arrepiava Toda essa lembraça, como se fosse ontem Me derrama lágrimas a cada flashback que recordava
Todo esse mundo vazio, não existe, incompleto Falta a parte que me completa O ar que irá preencher meu vazio
Quando olho em seus olhos eu sinto Tudo que eu desejo, tudo que odeio Todo o incompleto que me cerca Dissolve em pensamentos Você condensa meu problemas Me torna uma pluma, leve e contente Voando em seu ar
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3 de Novembro Nº1
Estava perdido em luzes Cego pelos amores que se fazem Não existia um lugar para se descansar Eu sentia frio no sol Todo os toques eram iguais
Lutando cego nas fronteiras Não sei meu destino Eu me perdia a cada passo Apenas aquela sombra me guia No campo de luzes eu me perdia Tantos toques vazios eu sentia
Armado e preparado estou Nossa batalha começa Todo segundo conta depois do agora Não estamos perdidos Sombras nos guiam, nos ensinam Em nosso caminho comum e incomum Nossa reza terminará quando abrimos os olhos Estamos prontos para esta noite Hoje caçaremos por nossas vidas Mestraremos nossas marionetes Sob as luzes onde nossas sombras dançam Vejo o que nos aguarda
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1 de Novembro
Haja luz em meus passos e sombras em meu rosto Deixado só nesse mundo A luz que criava minha sombra se foi Meu rosto sente seu toque, vento confortante Não sinto mais sede, não sinto mais fome Estou entediado, meu mundo está calmo Manche meu terno de pó, jogue poeira em meus olhos Suje meus sapatos com lama
Eu vejo as nuvens, ajeito minha gravata Ela me sufoca, a afrouxo Meus sapatos pesam, eu os tiro Meu terno, está quente, todo meu corpo ferve Minhas mãos formigam, estou tremendo A camiseta, um em um abro seus botões, devagar O vento em meu rosto é pesado Minha barriga está leve, eu nunca me senti dessa forma Esse momento foi único na minha vida Apenas o que eu via Era o que importava O vento era pesado, forte Me trazia um toque de liberdade Cada brisa que tocava meu rosto
O toque, o choque Nada mais importa, todo o vento que bagunça meu cabelo Meu grande ato foi hoje, estou tão orgulhoso Tudo que era, não é mais "Ser ou não ser", está fora de questão Tudo se foi, assim como você