Nasceu em Lisboa, onde viveu a maior parte da sua vida. Estudou em liceus e no Colégio Militar. Desde cedo que se interessou pela poesia, tendo feito as primeiras rimas com cerca de doze anos. Ao longo do tempo tem cultivado os seus conhecimentos em vária áreas relacionadas com artes. É arquitecto e presentemente insere-se num Grupo de Teatro Experimental a funcionar em Alcoutim. É casado há quase quarenta anos, tem dois filhos e três netos, brevemente quatro. É feliz e espera fazer ainda mais coisas. Gosta de História, utilizando-a para tentar compreender as pessoas e o mundo. É monárquico. Gosta de uma boa polémica e de discussões inteligentes. Gosta de criticar e de ser criticado por quem sabe mais do que ele, pois entende que isso faz crescer, partir a redoma em que, por vezes, se tende a ficar encerrado.
Lista de Poemas
SILÊNCIO
Cai, noite de estrelas
branda, negra
misteriosa criatura
que me envolves
no aperto leve da síntese
do dia que se esgota.
Ronda por aí,
áspera certeza
do às vezes
do nem sempre
do todavia
e dos acasos
secos
depostos
em aras de granito
azul.
Flores de enxofre
rosas do deserto
geodes de intenções
quebrados
expostos ao vento
da miséria contida
em massas de cristais boémias.
Salta, mola que amola
em grês vermelho
como Silves
e trepa as muralhas
pelas raízes secas
que se contorcem
e descarnam.
Noite de chumbo
pesada farsa
que raspa e esgravata
raque-raque
a alma que me falta
e não se rende
na planície de ideias
sem ideias.
Rola e rebola e chia e grita
e cospe impropérios.
Deixa-me exausto aqui
onde se enforcam vides
sob o sol nos socalcos
da vida calçada de gigantes
onde nada se agita
e só a força do dizer
nos grita.
branda, negra
misteriosa criatura
que me envolves
no aperto leve da síntese
do dia que se esgota.
Ronda por aí,
áspera certeza
do às vezes
do nem sempre
do todavia
e dos acasos
secos
depostos
em aras de granito
azul.
Flores de enxofre
rosas do deserto
geodes de intenções
quebrados
expostos ao vento
da miséria contida
em massas de cristais boémias.
Salta, mola que amola
em grês vermelho
como Silves
e trepa as muralhas
pelas raízes secas
que se contorcem
e descarnam.
Noite de chumbo
pesada farsa
que raspa e esgravata
raque-raque
a alma que me falta
e não se rende
na planície de ideias
sem ideias.
Rola e rebola e chia e grita
e cospe impropérios.
Deixa-me exausto aqui
onde se enforcam vides
sob o sol nos socalcos
da vida calçada de gigantes
onde nada se agita
e só a força do dizer
nos grita.
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