TEU RETRATO ! (soneto)
TEU RETRATO ! ... (soneto) Imagino emoldurado teu retrato Nas paredes frias de meu quarto É um sonho a transcender o ato Sugestionando teu segredo, pacato Exala teu perfume inebriante A imagem que teu corpo reflete No impérvio* cismar delirante Que em minha mente se inflete Oh desejo! Cheio de amor e loucura ! Que a mente cria, e o coração aninha Vejo-te em sonho cheio de ternura O rosto entalhado naquele retrato E busco nas paredes à noitinha Tornar real o meu **desiderato... São Paulo, 29/02/2008 (data da criação) Armando A. C. Garcia E-mail: [email protected] Visite meu blog: http:brisada poesia.blogspot.com * impenetrável ** desejo: aspiração
Um Banco para Deus
Um Banco para DeusSe Deus precisa de dinheiro Como alegam os fariseus Eu vou-lhe montar um banco Que guarde os recursos seus É em seu nome arrecadada Fortuna extraordinária Por fariseus desviada, Nobre gang visionária Ver, finalmente a fortuna Depositada em seu nome Que membros da sétima coluna Trabalhem, e matem a fome. Se os recursos são de Deus Devem-lhe ser creditados Estão falindo os céus Esses ratos esfomeados Deus pensou em recorrer Ao FMI internacional Para assim poder manter A balança comercial Aqui chama-se estelionato Ou *indébita apropriação O caso é que esse fato Faz doer o coração Gente, que coisa mais tola Deus, precisar de dinheiro Essa gang de cartola Abarrota os mealheiros Desculpem esta franqueza Que é a verdade, nua e crua Deus. A eterna realeza Os ponha no olho da rua ! São Paulo, 19/04/2012 Armando A. C. Garcia *apropriação indébita (por questão de rima invertido) Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
O valor que a Mãe tem
O valor que a Mãe tem Senhor, Deus do Universo Deste à vida o verso Deste o verso, a mim, também Para mostrar ao mundo O valor que a Mãe tem Até Jesus, o Salvador Teu filho amado, Senhor Foi gerado pela Mãe Para mostrar o valor E o exemplo de Belém Nem todos devotam amor Do preito que são devedores Disperso o pendor na idade Filhos esquecem da Mãe Cometendo iniqüidade Afastam-se como apogeu Daquela que o protegeu Não lembram quando criança Os desvelos que lhe deu Dimensão de desesperança Outros com serenidade Amam a Mãe de verdade São filhos probos, corretos Trazem Deus no coração Filhos do Grande Arquiteto. São Paulo, 04/05/2011 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http:brisadapoesia.blogspot.com Leia - Mãe I - Mãe II - Mãe III e Mãe IV, leia, também: Às mães, que deus já lá tem ! e Àquela que vai ser mãe ! ... Exaltação à Mãe Maria
O Tempo na Vida
O Tempo na Vida Quando o tempo em mim chegou Sem licença se apossou Dos dias de minha vida Pouco a pouco, aqui ficou Passou tempo, se hospedou Sem nunca pedir guarida Por prazer, ou ironia Sua imensa ousadia Eu, tive de suportar Não sei qual foi o motivo De passar pelo seu crivo Sem consentimento ou razão Eis que, ele foi ficando E em mim se aninhando Desgastou a minha vida Atrevido e abusado Sem pedido delicado Mal chegou, se instalou Não o pude mandar embora E, o que eu faço agora Desgastado, já no fim Vou pedir que tome conta Se a bagagem estiver pronta Que não se esqueça de mim ! São Paulo, 20/04/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
OS VÁRIOS TIPOS DE SORRISOS
OS VÁRIOS TIPOS DE SORRISOS Tem sorrisos espontâneos Tem outros dissimulados Tem sorrisos simultâneos Tem outros apaixonados Tem sorrisos de ironia Tem aqueles que são forçados Tem os tais de parcimônia Também tem, os engraçados Sorrisos televisados Com o homem do baú Sorrisos exagerados Que chegam a dar *mururu Tem os sorrisos sorrelfa E tem os contagiantes Em que precisa uma **adelfa Com poder cicatrizante Tem sorrisos à porfia Como sendo fabricados Distribuídos dia a dia Mas à noite inconfessados Tem sorrisos alardeados Que vão de orelha a orelha Tem os sorrisos minguados Quando a nova, fica velha Tem sorrisos carinhosos Sorrisos que fazem rir Tem sorrisos mentirosos Que indefinem o porvir Tem sorrisos de agonia De indiferença, também O sorriso da alegria Na mulher, que o filho tem O sorriso da esperança Revela a felicidade De alegria e abastança Quando o amor, o peito invade Tem sorrisos, sorrateiros Também tem, aqueles forçados Mas os piores, mais matreiros São aqueles mascarados O sorriso da criança Puro elo de ventura Exprime e traça a esperança Do criador à criatura. São Paulo, 22/05/2005 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com - * enxaqueca - ** espirradeira
Meu Anjo !
Meu Anjo ! Foi Deus que pôs você no meu caminho Qual fogo que inflama a lenha e me aquece Sublime tua guarda e teu carinho Tua mão me susteve e me engrandece Alargaste horizontes em minha mente Que alegraram meu coração e minha vida Meu Anjo, honra-me eternamente Não deixes que eu me curve à fantasia Guia-me a verdes pastos e águas mansas Onde habitarei na casa do Senhor Cantarei louvores de amor e esperança À glória de Deus, ao Grande Criador Escuta minha voz, ouve meu clamor Livra-me de abismos e de injustiças Meu Anjo, intercede ao teu Senhor Que afaste de mim invejas e cobiças Minha alma se sustenta em ti, ó Deus! Tu és meu Rei, a Glória, a Majestade Meu refúgio, a fortaleza nos céus A mansidão, a justiça e a verdade Tu, que criaste a terra, o céu e o mar Deus poderoso de perfeição e amor Não deixes nunca a esperança acabar No que crê, com pensamento interior E confia na tua misericórdia E em tua glória sobre toda a terra Afasta-o da víbora da discórdia Tu, és a esperança que sua alma encerra Bendito sejas, ó Anjo que iluminas Meus passos nas sendas desta vida Bendito sejas, ó Anjo que me ensinas A abrir o coração e dar guarida. São Paulo, 15/09/2008 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Àquela que vai ser Mãe !
Àquela que vai ser Mãe !... I Vai ser mãe não tem receio A espera é um anseio É esperança, é alegria De fecundar sua cria II O amor em si, canta e vibra Ela é força que equilibra Aurora cheia de brilho É mulher. Espera um filho III Ao seu filho tão amado Sempre estará a seu lado Cuidando e dando carinho Tal como a ave em seu ninho IV Será amável dedicada Alma em sonhos perfumada Da rosa pétala flor Magia dum amor maior V Como rocha, firme e forte Enfrentas até a morte Pela primorosa flor Fruto de um grande amor! VI Vais ser mãe. Bendita sejas E em minha prece singela Peço a Deus p'ra que não sejas A mãe de outra Isabella ! São Paulo, 26/04/2008 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com E-mail: [email protected] Leia - Mãe I - Mãe II - Mãe III e Mãe IV, leia, também: Às Mães, que Deus já Lá Tem ! O valor que a mãe tem Exaltação à Mãe Maria
Síria (e a revolução)
Síria (e a revolução) São seres insanos, Perpetuando-se no poder Verdadeiros tiranos, Fazendo o povo sofrer. São seres desumanos, Onde reina a opressão São vândalos, ufanos Com o poder em sua mão Num legado de torturas Sem os direitos humanos Na alma deixam ranhuras E nos corpos, grandes danos Prisioneiro da vontade Não é livre, o povo Sírio Para lutar por liberdade Sua vida é um martírio. Deixa que eles decidam Em escolha independente. E, o novo futuro dividam Sem caudilhos pela frente Decidir, fora da cela Não animal enjaulado. Mas como um barco à vela Singrando o mar libertado Livre de todas amarras, Da escravidão do poder. Desfraldai, as cimitarras Enfrentai, que mal, vos quer Povo, que quer liberdade Encara firme a repressão E extirpa com dignidade O câncer de sua Nação ! Sois um povo milenar Dos mais antigos da terra Eu vejo-vos a vacilar Pra a um só homem, fazer guerra Basta uma só cimitarra Para o destino mudar Coragem e muita garra É o que vos está a faltar ! Não hesiteis ante a opressão Vossa união faz a força. O povo de vossa Nação, Não é um boneco de alcorça. São Paulo, 11/05/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
A luz do Sol (soneto)
A luz do Sol (soneto) Oh! Musas que meus versos regeis ao fado Trazei-me o vício da beleza e perfeição Condição inata de que tendes o condão Envolto no sutil pensamento delicado Oh! Musas que inspirais meu rude verso Trazei do sábio o entendimento e do erudito O poema mais lindo, que nunca foi escrito Conjunto de palavras que no ar anda disperso Para que neste palco, que é o universo Possa elevar o esplendor e a grandeza Que o omnipotente empresta à natureza Projetando a cada dia a luz do sol *terso Porque sem ela, nenhuma vida existiria. Tudo o que vemos, é sublime sabedoria. São Paulo, 24/01/2012 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com • Puro, limpo
MÃE - IV
MÃE - IV I Carinhos quantos me deste Ó minha mãe tão querida Mil afagos, tu soubeste Colocar em minha vida II Velaste noites a fio Quase sempre, sem dormir Quer no calor, quer no frio. - De dia, alegre a sorrir III Em teu regaço ó mãe Aprendi sempre o melhor Ensinaste-me, também Quem foi do mundo o Feitor ! IV Bendita seja a mãe Que na palavra interpela Fazendo do filho alguém Na expressão lúcida e bela V Com o tempo fui crescendo - Sempre tu a orientar-me E em teus conselhos, aprendo A do mal, sempre afastar-me VI Em minha alma gravaste Princípios de honestidade E quantas noites passaste Velando minha mocidade VII Eu, fui crescendo na vida Tu, prateando os cabelos Ias ficando envelhecida Mantendo os mesmos desvelos VIII Oh! Se eu pudesse voltar Aos tempos de minha infância Teu rosto iria beijar Com ternura e *jactância IX O tempo nada perdoa Consome até a esperança - Mas deixa uma coisa boa Que é, a eterna lembrança ! São Paulo, 26/04/2008 Armando A. C. Garcia * orgulho - altivez Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com Leia - Mãe I - Mãe II e Mãe III Às mães, que Deus já lá tem ! Àquela que vai ser mãe ! ... e O valor que a mãe tem