Um Banco para Deus
Um Banco para DeusSe Deus precisa de dinheiro Como alegam os fariseus Eu vou-lhe montar um banco Que guarde os recursos seus É em seu nome arrecadada Fortuna extraordinária Por fariseus desviada, Nobre gang visionária Ver, finalmente a fortuna Depositada em seu nome Que membros da sétima coluna Trabalhem, e matem a fome. Se os recursos são de Deus Devem-lhe ser creditados Estão falindo os céus Esses ratos esfomeados Deus pensou em recorrer Ao FMI internacional Para assim poder manter A balança comercial Aqui chama-se estelionato Ou *indébita apropriação O caso é que esse fato Faz doer o coração Gente, que coisa mais tola Deus, precisar de dinheiro Essa gang de cartola Abarrota os mealheiros Desculpem esta franqueza Que é a verdade, nua e crua Deus. A eterna realeza Os ponha no olho da rua ! São Paulo, 19/04/2012 Armando A. C. Garcia *apropriação indébita (por questão de rima invertido) Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
Quando a noite chega
Quando a noite chega Quando firme a noite chega Pensando, fico sozinho Que será de ti amor Tão longe do meu carinho A noite, sombria e triste Minha tristeza acompanha Ao amor, ninguém resiste Tão grande sua façanha Alta noite, solitário Alma serena, pensativo Levanto a carpir meu rosário Versando amor positivo São noites intermináveis Iguais e desconhecidas Procelas imagináveis De uma noite mal dormida Fito o céu, nenhuma estrela Nem o luar aparece A tristeza se encapela O temporal me entristece Ó noite, escondes a vida Escondes o meu amor O crepúsculo dá guarida Onde expira o Sol maior Silêncio... a hora é mística Tento rezar, mal consigo A poesia é artística Preenche as horas comigo Só ao despertar do Sol Volto de novo à vida Renascendo ao arrebol Oh! Alvorada esculpida Quando úmidos do sereno Os pastos se apresentam Volvem os chilreios, sem treno E minha alma acalentam Surge o céu, cheio de Deus Nas cores do Sol, ouro puro Seu lume perfuma os céus No pomar, fruto maduro A noite dá a despedida Surge a claridade em troca Bago a bago, é comida A alimentar nossa boca O aroma, entra nas veias Sustenta minha ferida Só tu amor incendeias As noites de minha vida ! Pernoitas em mim amor Desde o apagar das candeias Até que o Sol redentor Vem despertar minhas veias Ó noite, eu te amaria Se pudesses alijar O amargor de cada dia Que à noite passo a fitar Tu incutes o pavor Quando sem estrelas e luar O nada exprime melhor O que eu possa pensar Prostrado, apavorado Recuo meu pensamento Fico quieto, desolado Perdido neste tormento Pareces irmã da morte Nas tuas horas sombrias Vagarosas, sem suporte E cheias de fantasias No oráculo de teu fado Quantas lágrimas vertidas Desculpa ter-te lembrado Das inúmeras despedidas É imenso o funeral Imensos sonhos perdidos Seria sina crucial Se fossem mal entendidos Volvendo às horas de sono Recompões nosso sentidos Porém, se o abandono Descansos, ficam perdidos Em ti, o mundo descansa Na inalterável desvaria Novo dia, nova esperança Novo Sol nos alumia. Os teus inúmeros mistérios Nos abismos silenciosos São sublimes, são etéreos Impassíveis, dolorosos Surge casta a madrugada Vibrante, força e calor Impera a luz imaculada No universo, esplendor Vida sempre renovada Cheia de fé e esperança Aguardo-te, minha amada Com toda perseverança ! Porangaba, 17/05/2011 Armando A. C. Garcia Visite: http://brisadapoesia.blogspot.com
Anseio !
Anseio ! Anseio por liberdade Por amar e ser amado Numa ambição de igualdade, Anseio estar a teu lado Anseio paz e ternura Felicidade sem fim Anseio pela ventura Que um dia, gostes de mim Anseio no dia a dia Vir a ser o paladino Que fará tua alegria Nos meandros do destino Anseio beijar tua boca Com sofreguidão e amor E sem pedir nada em troca Me dês paixão e calor Anseio, que tanto anseio No anseio desta vida É ter você em meu meio E chamar-te de querida Anseio a paz do Senhor Anseio o sol e a estrela Mas meu anseio maior É encontrar a cinderela Em dia de sol, ou chuva Seja inverno ou verão O meu anseio não turva Nem diminui a paixão Anseio ver-te à janela Janela do coração Tu, és a coisa mais bela És o anseio e a razão Não tenho anseio secreto Meu anseio é te amar Nem que seja por decreto Eu irei te conquistar Eu anseio por justiça Sem vendas no rosto seu Não sou de fugir à liça Só preservo o que é meu Anseio acabar a miséria E a indigência, também Aqui é tão baixa a féria Que não iguala ninguém Na inclusão social Seu anseio é inaceitável Na justificativa moral, Qual anseio abominável No desabrochar da razão A revitalização emocional É o anseio da nação Por vezes, promocional. São Paulo, 24/04/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
MÃE - IV
MÃE - IV I Carinhos quantos me deste Ó minha mãe tão querida Mil afagos, tu soubeste Colocar em minha vida II Velaste noites a fio Quase sempre, sem dormir Quer no calor, quer no frio. - De dia, alegre a sorrir III Em teu regaço ó mãe Aprendi sempre o melhor Ensinaste-me, também Quem foi do mundo o Feitor ! IV Bendita seja a mãe Que na palavra interpela Fazendo do filho alguém Na expressão lúcida e bela V Com o tempo fui crescendo - Sempre tu a orientar-me E em teus conselhos, aprendo A do mal, sempre afastar-me VI Em minha alma gravaste Princípios de honestidade E quantas noites passaste Velando minha mocidade VII Eu, fui crescendo na vida Tu, prateando os cabelos Ias ficando envelhecida Mantendo os mesmos desvelos VIII Oh! Se eu pudesse voltar Aos tempos de minha infância Teu rosto iria beijar Com ternura e *jactância IX O tempo nada perdoa Consome até a esperança - Mas deixa uma coisa boa Que é, a eterna lembrança ! São Paulo, 26/04/2008 Armando A. C. Garcia * orgulho - altivez Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com Leia - Mãe I - Mãe II e Mãe III Às mães, que Deus já lá tem ! Àquela que vai ser mãe ! ... e O valor que a mãe tem
A Teu Lado
A Teu Lado... Jesus, eterno, amado, Eu quero estar a teu lado Ter a Tua companhia Quer de noite, quer de dia. Quero sentir Teu perfume Aquecer-me no Teu lume Compartilhar a alegria De viver em harmonia Minha alma está certa De encontrar a porta aberta Do caminho à redenção Está em Ti, a salvação Tu, és a vida e a luz A alameda que conduz Sem trilhas, nem vendavais Aos páramos celestiais Junto a Ti, eu quero estar Para poder alcançar O reino da Tua glória. Ofereço a Deus a vitória. Eu quero ter com certeza Na alegria ou na tristeza No sofrimento ou na dor O Teu amparo, Senhor ! São Paulo, 28/10/2009 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
TEU RETRATO ! (soneto)
TEU RETRATO ! ... (soneto) Imagino emoldurado teu retrato Nas paredes frias de meu quarto É um sonho a transcender o ato Sugestionando teu segredo, pacato Exala teu perfume inebriante A imagem que teu corpo reflete No impérvio* cismar delirante Que em minha mente se inflete Oh desejo! Cheio de amor e loucura ! Que a mente cria, e o coração aninha Vejo-te em sonho cheio de ternura O rosto entalhado naquele retrato E busco nas paredes à noitinha Tornar real o meu **desiderato... São Paulo, 29/02/2008 (data da criação) Armando A. C. Garcia E-mail: [email protected] Visite meu blog: http:brisada poesia.blogspot.com * impenetrável ** desejo: aspiração
O valor que a Mãe tem
O valor que a Mãe tem Senhor, Deus do Universo Deste à vida o verso Deste o verso, a mim, também Para mostrar ao mundo O valor que a Mãe tem Até Jesus, o Salvador Teu filho amado, Senhor Foi gerado pela Mãe Para mostrar o valor E o exemplo de Belém Nem todos devotam amor Do preito que são devedores Disperso o pendor na idade Filhos esquecem da Mãe Cometendo iniqüidade Afastam-se como apogeu Daquela que o protegeu Não lembram quando criança Os desvelos que lhe deu Dimensão de desesperança Outros com serenidade Amam a Mãe de verdade São filhos probos, corretos Trazem Deus no coração Filhos do Grande Arquiteto. São Paulo, 04/05/2011 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http:brisadapoesia.blogspot.com Leia - Mãe I - Mãe II - Mãe III e Mãe IV, leia, também: Às mães, que deus já lá tem ! e Àquela que vai ser mãe ! ... Exaltação à Mãe Maria
Dia das Mães
Dia das Mães Às mães de todo o mundo, Um mundo de alegria. E com respeito profundo Saúdo-vos, no vosso dia. São Paulo, 13/05/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com Leiam, também, de minha lavra: Mãe I - Mãe II - Mãe III - Mãe IV Às mães, que Deus já lá tem ! Àquela que vai ser mãe ! ... O valor que a mãe tem e Exaltação à Mãe Maria
A luz de Deus
A luz de Deus És a luz que dá esplendor E a seiva à natureza És a luz do Criador A luz de Deus, com certeza És do mundo protetor O amor de Ti orbita És lenitivo na dor O amparo na desdita És o consolo e a paz A esperança de quem chora De tudo Tu és capaz Por este mundo afora És o Mestre que afeiçoa Ensinando o bom caminho Na mensagem digna e boa Tangendo amor de mansinho Dás amparo ao decaído Socorres na escuridão O doente, o oprimido Mesmo aquele sem coração Tua Divina presença Se estende, não tem fronteiras Atende a humilde criança E ao viço das roseiras Na aflição e desventura És a estrela, o caminho A recompensa futura De quem procura teu ninho Mas quem és Tu, diz agora Que os versos não descortina Sou Jesus, a Eterna Aurora Restaurador da doutrina São Paulo, 27/09/2009 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
O maltrapilho
O maltrapilho Uma bituca apagada Mantém no canto da boca Uma alparcata rasgada Nas pernas a calça rota Uma blusa meia malha Velhinha e toda surrada Às vezes chapéu de palha Outras cabeça raspada Um cobertor de algodão Pendendo de suas costas Vive arrastado no chão Quando não cheio de moscas Só de chuva toma banho A fetidez que exala É pior que de rebanho. Da boca já nem se fala Nunca teve ocupação Nem gostou de trabalhar Não ouviu pai, nem irmão Nem enxada quis pegar Da vida da ociosidade Fez a sua profissão Vivendo da caridade Passa muita privação É moço, parece velho Rejeitado, angustiado A poça d'água é seu espelho Da família abandonado Na vida dura, lascada Sujo de lama e poeira Pondera já ser um nada Se não mudar a estribeira Lembra os conselhos do pai As sugestões do irmão Começa a pensar, aí vai Mudar sua condição Mas como, se maltrapilho Ninguém o vai aceitar Resolve ir ao caudilho Suas idéias confessar O pastor o convidou Para um bom banho tomar Em seguida o barbeou E novas roupas lhe foi dar Trocado o indumentário Outra pessoa ficou Chegou ao fim do calvário E o Pastor o abençoou. Porangaba, 06/03/2011 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com