Lista de Poemas

O Tempo na Vida

O Tempo na Vida

Quando o tempo em mim chegou
Sem licença se apossou
Dos dias de minha vida

Pouco a pouco, aqui ficou
Passou tempo, se hospedou
Sem nunca pedir guarida

Por prazer, ou ironia
Sua imensa ousadia
Eu, tive de suportar

Não sei qual foi o motivo
De passar pelo seu crivo
Sem consentimento ou razão

Eis que, ele foi ficando
E em mim se aninhando
Desgastou a minha vida

Atrevido e abusado
Sem pedido delicado
Mal chegou, se instalou

Não o pude mandar embora
E, o que eu faço agora
Desgastado, já no fim

Vou pedir que tome conta
Se a bagagem estiver pronta
Que não se esqueça de mim !

São Paulo, 20/04/2012
Armando A. C. Garcia

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716

Na Batalha do Mundo !

Na Batalha do Mundo !

Como um leão na batalha do mundo
Transpus florestas, à noite e sob sol
Visto a túnica da poesia, amor profundo
Desdobro do azul do céu o arrebol

Minha existência inteira tento poetar
Não sob protesto fútil, ou sentimental
Venho expondo diferença entre o bem e o mal
Mesmo que com isso possa desagradar

Eu sinto e vivo o que todo homem sente
De bardo*, sou um bacharel formado
Embora às vezes saíam como dum tornado
Frases do vernáculo, veneno de serpente  

Noites de procela*, e dias de amargura
Numa rua escura, ou num amor candente,
Nos vagalhões do mar ou no sol ardente
A alma do poeta veste rija armadura

Extrai da pedra bruta ou da flor o viço
O néctar e o perfume do amor-perfeito
A alquimia*** do poeta sempre dá um jeito
Até p’ra tirar das abelhas o mel no cortiço

No topo da montanha, ou no sopé do vale
Nas asas de um arcanjo, ou no poder do mal
Em jardim florido, ou extenso seringal
A inspiração do poeta.  É sempre igual !

Porangaba, 17/08/2011
Armando A. C. Garcia    
                         * poeta
                        ** tempestade
                       *** práticas químicas
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718

AMAZÔNIA !

AMAZÔNIA ! 


Motosserras, correntões e queimadas!
Transformam o verde em vermelho, o dia em noite
Expansionismo geométrico de mourões 
Toras de jacarandá e mogno, são serradas
De pau-brasil e cerejeira, sem açoite 
Deixando ricos, ilustres figurões ...

Choram a mata atlântica e as pobres mariposas                        
Chora a fauna e a flora a cada derrubada
Só não chora, o vil do rico fazendeiro
Nem o extrativista de gemas preciosas.
Ajuste de assentamentos, libera a queimada
Amazônia é dominada com o nosso dinheiro !

Com tais recursos, no mundo não há igual  
Região de flora exuberante em variedade
Seringueiras donde se extrai a borracha
Castanhas-do-pará. Ouro, o rei metal 
Peroba, ipê, madeira de alta densidade
P’ra coibir, só o Governo apertando a tarracha

Tem calcário, cassiterita, estanho e cobre
Ouro e diamante em grande profusão 
Ferro e manganês, recursos infindáveis
Exploração que a realidade encobre
Com terrível disputa pela terra em vão...
Nem seus pobres rios ficam intocáveis !  

São Paulo, 16/10/2008
Armando A. C. Garcia
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750

Tópico Final (soneto)

Tópico Final (soneto)

Nas tuas mãos geladas, tópico final
Depositei o último beijo da saudade
Que levaste ao páramo celestial
No cálido amor da imortalidade

E se Deus, o infinito amor consente
Poupando-te da hora em que partiste
Aos céus rogo uma prece contundente
Que leve a teus pés o amor que persiste

Na eterna consolação que resplandece
Abarcarás a imensa dor que domina
Onde o grilhão da angústia avança e cresce.

Como suprir o amargor de cada ofensa
Se no caminho a luz já não descortina
No brando e amoroso louvor, tua presença. 

São Paulo, 08/04/2010 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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738

Àquela que vai ser Mãe !

Àquela que vai ser Mãe !...

I
Vai ser mãe não tem receio
A espera é um anseio
É esperança, é alegria
De fecundar sua cria
II
O amor em si, canta e vibra
Ela é força que equilibra
Aurora cheia de brilho
É mulher. Espera um filho
III
Ao seu filho tão amado
Sempre estará a seu lado
Cuidando e dando carinho
Tal como a ave em seu ninho
IV
Será amável dedicada
Alma em sonhos perfumada
Da rosa pétala flor
Magia dum amor maior
V
Como rocha, firme e forte
Enfrentas até a morte
Pela primorosa flor
Fruto de um grande amor!
VI
Vais ser mãe. Bendita sejas
E em minha prece singela
Peço a Deus p'ra que não sejas
A mãe de outra Isabella !

São Paulo, 26/04/2008
Armando A. C. Garcia

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E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br

Leia - Mãe I - Mãe II - Mãe III e Mãe IV,
leia, também:
Às Mães, que Deus já Lá Tem !
O valor que a mãe tem
Exaltação à Mãe Maria
708

Dia das Mães


Dia das Mães

Às mães de todo o mundo,
Um mundo de alegria.
E com respeito profundo
Saúdo-vos, no vosso dia.

São Paulo, 13/05/2012
Armando A. C. Garcia

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Leiam, também, de minha lavra:
Mãe I - Mãe II - Mãe III - Mãe IV
Às mães, que Deus já lá tem !
Àquela que vai ser mãe ! ...
O valor que a mãe tem e
Exaltação à Mãe Maria

721

O maltrapilho

O maltrapilho


Uma bituca apagada
Mantém no canto da boca
Uma alparcata rasgada
Nas pernas a calça rota

Uma blusa meia malha
Velhinha e toda surrada
Às vezes chapéu de palha
Outras cabeça raspada

Um cobertor de algodão
Pendendo de suas costas
Vive arrastado no chão
Quando não cheio de moscas

Só de chuva toma banho
A fetidez que exala
É pior que de rebanho.
Da boca já nem se fala

Nunca teve ocupação
Nem gostou de trabalhar
Não ouviu pai, nem irmão
Nem enxada quis pegar

Da vida da ociosidade
Fez a sua profissão
Vivendo da caridade
Passa muita privação

É moço, parece velho
Rejeitado, angustiado
A poça d'água é seu espelho
Da família abandonado

Na vida dura, lascada
Sujo de lama e poeira
Pondera já ser um nada
Se não mudar a estribeira

Lembra os conselhos do pai
As sugestões do irmão
Começa a pensar, aí vai
Mudar sua condição

Mas como, se maltrapilho
Ninguém o vai aceitar
Resolve ir ao caudilho
Suas idéias confessar

O pastor o convidou
Para um bom banho tomar
Em seguida o barbeou
E novas roupas lhe foi dar

Trocado o indumentário
Outra pessoa ficou
Chegou ao fim do calvário
E o Pastor o abençoou.

Porangaba, 06/03/2011
Armando A. C. Garcia

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Se a alma inda consente (soneto)

Se a alma inda consente (soneto)


Não se engane, quem ver o desengano
Na vil, cruel e dura fantasia,
Igual sonho, esperado há tantos anos
Ninguém supunha que um dia morreria.

Não me deixes morrer tão descontente
O sonho e a vontade está mudado,
Lembrança na memória é permanente
No mais, o mal presente, é meu passado

Se nesta vontade a alma inda consente
Não posso imaginar de ti ausente,
Os dias de ventura que sonhei !

No inglório ciclo... que por ti passei
Sonho de amor que jamais alcancei
Lembrança sonhadora deste mal presente !

São Paulo, 20-09-2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Vós ...   (soneto duplo)

Vós ... (soneto duplo)

Sinto a dor que trespassa o coração
Desde a ímpia e remota mocidade
Cansado de aguardar outra intenção
Que a vida me frustrou em tenra idade

Dos males que contra mim conjuraste
Na perfídia que o tempo não apaga
Vós que meu peito, a vós inflamaste
De paixão imortal, que não se apaga

Tolhendo à vida, sonhos de ventura,
Ponde fim, a um tormento, tão comprido
Já acabei pobre de amor, desiludido

Vergonhoso castigo de desventura,
D'vós a mim infligido sem sentido,
Retraindo-vos, a um pesar escondido !

II

Vós que da ventura me afastaste,
Tão cedo, ao despontar em mim a vida,
Lágrimas. Certamente as choraste
Por de teu ato, estares arrependida

Porém, a vida não nos dá retorno
Nem muda o curso que o rio segue
Passou o tempo. E este, sem contorno
Deixa-vos arrependida, não negue

Se teu amor foi frenesi, o meu não!
Senhora, o triste fim que deu a meu amor
Chorando do viver uma saudade

Condição cruel ao pobre coração
Que viveu uma vida de saudade e dor.
Cuidar de salvar-se, foi tua razão !...

São Paulo, 09/11/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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𝗘𝘀𝘁𝗿𝗼𝗻𝗱𝗲𝗶𝗮 𝗲𝗺 𝘀𝘂𝗮 𝗮𝗹𝗺𝗮 !

𝗘𝘀𝘁𝗿𝗼𝗻𝗱𝗲𝗶𝗮 𝗲𝗺 𝘀𝘂𝗮 𝗮𝗹𝗺𝗮 !  -  𝟮𝟯-𝟬𝟰-𝟮𝟬𝟮𝟲

𝗔𝗹é𝗺 𝗱𝗮 𝗱𝗼𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗶𝗹𝗮𝗰𝗲𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗮çã𝗼
𝗦𝘂𝗿𝗴𝗲 𝗮 𝗮𝗻𝗴ú𝘀𝘁𝗶𝗮 𝗲 𝗮 𝗮𝗻𝘀𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲,     
𝗣𝗲𝗹𝗮 𝗽𝗲𝗿𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗮𝗳𝗲𝗶çã𝗼 
𝗡𝗮 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲𝘇𝗮 𝗱𝗮 𝘂𝘁ó𝗽𝗶𝗰𝗮 𝗹𝗲𝗮𝗹𝗱𝗮𝗱𝗲.

𝗣𝗲𝗿𝗱𝗲-𝘀𝗲 𝗼 𝗮𝗺𝗼𝗿, 𝗼 𝗮𝗽𝗲𝗴𝗼, 𝗼 𝗮𝗳𝗲𝘁𝗼
𝗔 𝗱𝗲𝗱𝗶𝗰𝗮çã𝗼, 𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗶𝗻𝗵𝗼, 𝗼 𝗮𝗰𝗮𝗹𝗮𝗻𝘁𝗼,
𝗦𝘂𝗯𝗺𝗲𝗿𝗴𝗲 𝗻𝗮𝘀 𝗼𝗻𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗼𝗿 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗹𝗲𝘁𝗼
𝗔 𝗴𝗿𝗮ç𝗮, 𝗲 𝗼 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼; 𝗺𝗼𝗿𝗿𝗲 𝗼 𝗲𝗻𝗰𝗮𝗻𝘁𝗼.

𝗦𝘂𝘀𝗽𝗶𝗿𝗮 𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗼𝗻𝗱𝗲𝗶𝗮 𝗲𝗺 𝘀𝘂𝗮 𝗮𝗹𝗺𝗮
𝗔 𝗰ó𝗹𝗲𝗿𝗮, 𝗲𝗺 𝗺𝗲𝗶𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼,
𝗣𝗲𝗿𝗱𝗲𝘂 𝗽𝗼𝗿 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗹𝗲𝘁𝗼 𝗮 𝗽𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗰𝗮𝗹𝗺𝗮
𝗔 𝗮𝗹𝗲𝗴𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿, 𝗲𝗶𝘀 𝘀𝗲𝘂 𝗹𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼.

𝗦ã𝗼 𝗣𝗮𝘂𝗹𝗼, 𝟮𝟯/𝟬𝟰/𝟮𝟬𝟮𝟲 (𝗱𝗮𝘁𝗮 𝗱𝗮 𝗰𝗿𝗶𝗮çã𝗼)
𝗔𝗿𝗺𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗔. 𝗖. 𝗚𝗮𝗿𝗰𝗶𝗮

𝗡𝗼 𝗙𝗮𝗰𝗲𝗯𝗼𝗼𝗸 𝗼𝘂 𝗩𝗶𝘀𝗶𝘁𝗲 𝗺𝗲𝘂𝘀 𝗯𝗹𝗼𝗴𝘀:
𝗵𝘁𝘁𝗽://𝗯𝗿𝗶𝘀𝗮𝗱𝗮𝗽𝗼𝗲𝘀𝗶𝗮.𝗯𝗹𝗼𝗴𝘀𝗽𝗼𝘁.𝗰𝗼𝗺
𝗵𝘁𝘁𝗽://𝗰𝗿𝗶𝗮𝗻𝗰𝗮𝘀𝗽𝗼𝗲𝘀𝗶𝗮𝘀.𝗯𝗹𝗼𝗴𝘀𝗽𝗼𝘁.𝗰𝗼𝗺
𝗵𝘁𝘁𝗽://𝗽𝗿𝗲𝗹𝘂𝗱𝗶𝗼𝗱𝗲𝘀𝗼𝗻𝗲𝘁𝗼𝘀.𝗯𝗹𝗼𝗴𝘀𝗽𝗼𝘁.𝗰𝗼𝗺
𝗘𝘀𝗰𝗿𝗶𝘁𝗮𝘀.𝗼𝗿𝗴
𝗨𝘀𝗶𝗻𝗮 𝗱𝗲 𝗟𝗲𝘁𝗿𝗮𝘀
𝗘 𝗖𝗮𝗻𝗮𝗹 𝗻𝗼 𝗪𝗵𝗮𝘁𝘀𝗔𝗽𝗽: 𝗕𝗿𝗶𝘀𝗮 𝗱𝗮 𝗣𝗼𝗲𝘀𝗶𝗮

𝗗𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗮𝘂𝘁𝗼𝗿𝗮𝗶𝘀 𝗿𝗲𝗴𝗶𝘀𝘁𝗿𝗮𝗱𝗼𝘀
𝗠𝗮𝗻𝘁𝗲𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗮𝘂𝘁𝗼𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗲𝗺𝗮 – 𝗣𝗼𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗹𝗵𝗮𝗿

 

 

 

 

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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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