Ávidos políticos tentam pilhar a economia Com malabarismo mil de todos conhecidos É tão grande a intensidade da sangria E governo finge não saber, tapa ou ouvidos
Que fazer minha gente com tamanha ousadia Político é quem manda, o povo é a reles plebe O salário mínimo, nem sequer paga a moradia O povo passa fome, ele, finge que não percebe
Fingir é o que retrata, o governo deste povo Renasça o amor, reviva o civismo e o orgulho Não pode ter sangue de barata, isso é estorvo ao civismo. Leve do futebol grito, barulho
Nossa raça não foge à luta, é destemida O sol da liberdade há muito, fez-se ouvir Precisamos conservar a que nos foi concedida O penhor da igualdade está a submergir
Neste momento urge, fazer-se ouvir teu preito Considerando o civismo, oh! pátria gloriosa Ele que é da nação o catecismo perfeito Extirpa de teu seio essa gangue dolorosa
Há um grito de fome em cada brasileiro Qu'muitos reprimem, por medo ou vergonha Há um grito de angústia em cada comunheiro Que nossa boca sufoca em esperança visonha
O Criador da natureza deu tudo que tinha Para nada faltar a este povo ordeiro Que não soube escolher o capataz da vinha Que só nomeia ministro arapuqueiro !
Quis rezar mas não sabia, Nenhuma oração legal. Vou pedir p'ra cada dia O que acho principal.
Senhor, meu Deus, atendei O pedido que vos faço, Eu nem sei porque busquei Abrigo em Vosso regaço.
Minha mãe, está doente, Meu pai, desempregado Que ela, cure de repente, P'ra ele, trabalho achado.
Sabeis que sou pequenina Tenho três anos de idade, Não sei oração Divina P'ra vós, não é novidade!
Atendei o que vos peço Que chegando à mocidade, Pagar-vos-ei justo preço Rezando com qualidade.
Obrigado meu senhor, Em atender meu pedido. Eu não sei rezar melhor, Mas vos fico agradecido.
São Paulo 07/08/2004 Armando A. C. Garcia
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ODE À TUA TRAIÇÃO -
ODE À TUA TRAIÇÃO -
De minha alma verteram lágrimas Que meus olhos por ti, não puderam chorar De meu coração suspiros e ais Que minha garganta ocultou dos demais.
A vida inteira sufoquei a paixão Que tua renuncia em mim provocou Experimentei o amargo da desilusão Que o despontar da vida me tramou...
Hoje, estás arrependida da traição Tenho certeza, o sinto no coração ! Porém, é tarde demais, tudo passou... Exceto a certeza da dor que me causou.
São teus olhos que hoje vertem lágrimas. - As dores que sentes, das minhas, nem são primas Por mais que redimas teus ásperos pecados, Nunca chegarão às ameias do meu fado !
SP 24/09/2005 Armando A. C. Garcia
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Quando a noite chega
Quando a noite chega
Quando firme a noite chega Pensando, fico sozinho Que será de ti amor Tão longe do meu carinho
A noite, sombria e triste Minha tristeza acompanha Ao amor, ninguém resiste Tão grande sua façanha
Alta noite, solitário Alma serena, pensativo Levanto a carpir meu rosário Versando amor positivo
São noites intermináveis Iguais e desconhecidas Procelas imagináveis De uma noite mal dormida
Fito o céu, nenhuma estrela Nem o luar aparece A tristeza se encapela O temporal me entristece
Ó noite, escondes a vida Escondes o meu amor O crepúsculo dá guarida Onde expira o Sol maior
Silêncio... a hora é mística Tento rezar, mal consigo A poesia é artística Preenche as horas comigo
Só ao despertar do Sol Volto de novo à vida Renascendo ao arrebol Oh! Alvorada esculpida
Quando úmidos do sereno Os pastos se apresentam Volvem os chilreios, sem treno E minha alma acalentam
Surge o céu, cheio de Deus Nas cores do Sol, ouro puro Seu lume perfuma os céus No pomar, fruto maduro
A noite dá a despedida Surge a claridade em troca Bago a bago, é comida A alimentar nossa boca
O aroma, entra nas veias Sustenta minha ferida Só tu amor incendeias As noites de minha vida !
Pernoitas em mim amor Desde o apagar das candeias Até que o Sol redentor Vem despertar minhas veias
Ó noite, eu te amaria Se pudesses alijar O amargor de cada dia Que à noite passo a fitar
Tu incutes o pavor Quando sem estrelas e luar O nada exprime melhor O que eu possa pensar
Pareces irmã da morte Nas tuas horas sombrias Vagarosas, sem suporte E cheias de fantasias
No oráculo de teu fado Quantas lágrimas vertidas Desculpa ter-te lembrado Das inúmeras despedidas
É imenso o funeral Imensos sonhos perdidos Seria sina crucial Se fossem mal entendidos
Volvendo às horas de sono Recompões nosso sentidos Porém, se o abandono Descansos, ficam perdidos
Em ti, o mundo descansa Na inalterável desvaria Novo dia, nova esperança Novo Sol nos alumia.
Os teus inúmeros mistérios Nos abismos silenciosos São sublimes, são etéreos Impassíveis, dolorosos
Surge casta a madrugada Vibrante, força e calor Impera a luz imaculada No universo, esplendor
Vida sempre renovada Cheia de fé e esperança Aguardo-te, minha amada Com toda perseverança !
Porangaba, 17/05/2011 Armando A. C. Garcia
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A Teu Lado
A Teu Lado...
Jesus, eterno, amado, Eu quero estar a teu lado Ter a Tua companhia Quer de noite, quer de dia.
Quero sentir Teu perfume Aquecer-me no Teu lume Compartilhar a alegria De viver em harmonia
Minha alma está certa De encontrar a porta aberta Do caminho à redenção Está em Ti, a salvação
Tu, és a vida e a luz A alameda que conduz Sem trilhas, nem vendavais Aos páramos celestiais
Junto a Ti, eu quero estar Para poder alcançar O reino da Tua glória. Ofereço a Deus a vitória.
Eu quero ter com certeza Na alegria ou na tristeza No sofrimento ou na dor O Teu amparo, Senhor !
São Paulo, 28/10/2009 Armando A. C. Garcia
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A Saudade !
A Saudade ! A saudade não chega a ser uma dor É um sentimento perdido no tempo É lembrança do passado não perdida Que nos anais, é realidade vivida Qual nau que no mar aguarda vento... - Mansa corrente não tem movimento Tudo para si, não passou de passatempo - Maldosa solidão, a ausência do amor
No murmurejar incessante da fonte Corre água pura, branca, cristalina A brancura dessa água nos ensina Que turva, se for cair fora da fonte.
Como ela é a candura feminina Precisa de muito viço e cuidado Não misturar a candura ao pecado Para não turvar a pureza angelina
Teu ego, na limpidez alabastrina Envolvido por ternuras blandiciosas Não deixará perceber quão mentirosas As carícias recebidas em surdina
Para não seres tua própria vítima Nunca deixes cair tua moral Que a carícia jamais te arraste ao mal Par obteres a vitória legítima.
São Paulo, 07/05/64
Armando A. C. Garcia
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A Desigualdade Social
A DESIGUALDADE SOCIAL
A educação é a base das prioridades Caminho certo ao equilíbrio social Ponto de eliminação das desigualdades Que exorbita o aprimoramento cultural
Numa terra idílica onde a chance é igual Vegetar na ignorância e na extrema pobreza Pel'ausência de conhecimento curial. É caminhar sem destino da rude torpeza
A disparidade só pode ser atenuada Com expressão da verdade e do saber Na transmissão do conhecimento pautada No intelecto que desponta em cada ser
Expulsar da inteligência o saber É rudimentar processo que se cria É o homem ser primata sem o ser É ver uma nação inculta dia a dia
Não são acidentais as desigualdades Provêm de um conjunto de relações Da economia, do trabalho, das vontades Da política, e de tuas próprias decisões
São Paulo, 16/02/2009 Armando A. C. Garcia
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Definição do amor ! (soneto)
Definição do amor !... (soneto)
O amor é a sublimidade da vida É o sentimento maior do coração É a felicidade de dar guarida Ao preito de amor do teu irmão
O amor é querer bem a quem se quer É doar incondicionalmente afeição É altruísmo, que se dá sem perceber É grandeza da alma, é abnegação
O amor transcende a própria razão É afeto, é carinho, dedicação É o limite da vontade de querer
Forma incondicional da relação Tratar outra pessoa como irmão É o desejo de querer a quem se quer
Porangaba, 31/03/2011 (data da criação) Armando A. C. Garcia