Lista de Poemas

OS VÁRIOS TIPOS DE SORRISOS

OS VÁRIOS TIPOS DE SORRISOS


Tem sorrisos espontâneos
Tem outros dissimulados
Tem sorrisos simultâneos
Tem outros apaixonados

Tem sorrisos de ironia
Tem aqueles que são forçados
Tem os tais de parcimônia
Também tem, os engraçados

Sorrisos televisados
Com o homem do baú
Sorrisos exagerados
Que chegam a dar *mururu

Tem os sorrisos sorrelfa
E tem os contagiantes
Em que precisa uma **adelfa
Com poder cicatrizante

Tem sorrisos à porfia
Como sendo fabricados
Distribuídos dia a dia
Mas à noite inconfessados

Tem sorrisos alardeados
Que vão de orelha a orelha
Tem os sorrisos minguados
Quando a nova, fica velha

Tem sorrisos carinhosos
Sorrisos que fazem rir
Tem sorrisos mentirosos
Que indefinem o porvir

Tem sorrisos de agonia
De indiferença, também
O sorriso da alegria
Na mulher, que o filho tem

O sorriso da esperança
Revela a felicidade
De alegria e abastança
Quando o amor, o peito invade

Tem sorrisos, sorrateiros
Também tem, aqueles forçados
Mas os piores, mais matreiros
São aqueles mascarados

O sorriso da criança
Puro elo de ventura
Exprime e traça a esperança
Do criador à criatura.

São Paulo, 22/05/2005
Armando A. C. Garcia

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- * enxaqueca
- ** espirradeira


908

Saúde !

Saúde ! ...

Não abusar da saúde
É dever de cada um
O excesso é o *ataúde
Não tenha vício algum !

Todo o excesso faz mal
Mesmo na alimentação
Obeso, prejudicial
Ao seu rico coração

Ingerir bebida alcoólica
Seu fígado está sem sorte
Toda droga é prejudicial
Horror, que afigura Morte

O tabaco é outra droga
Que aniquila seu pulmão
Não entre nessa garoto
Não queime dinheiro em vão

Na matéria a natureza
Lamenta a desventura
Quem foge da singeleza
Vai de encontro à sepultura !

Nem do sol, nem da lua
Nós podemos abusar
Quem a moderação cultua
Tem mais estrada a caminhar

A saúde não consente
Abusos como costumas
O coração e a mente
São as vítimas que *póstumas !

Porangaba, 03/08/2011 * Caixão; fig. morte
Armando A. C. Garcia ** Após a morte: fig. Morte

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Meu Senhor !

Meu Senhor !


Senhor! Quando penso em formular um pedido
Sinto-me pesaroso e abstraído
Sem forças morais, olhar retrospectivo
Por nada ter feito em prol do positivo

Senhor! Sabeis bem da falta de coragem
Daquele que só pensou em libertinagem
E quando quer prostrar-se a teus pés
Sem forças para pedir, porque nada fez

Meu Senhor! Qual barco na procela à deriva
Conduz-me à Tua amplitude progressiva
Arrependido dos dias de amargura
Quero contemplar Tua Excelsa figura

*Escindir-me-ei de todo mal do passado
Que os novos dias sejam entronizados
E regidos pela Tua sabedoria milenar
E que possa eu, de instrumento a ajustar

Passar a ser qual violino afinado
Na orquestra sinfônica de Teu reinado
Com capacidade de socorrer os aflitos
Na palavra de fé de teu filho Favorito

São Paulo, 07/02/2012
Armando A. C. Garcia

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- Romper, rescindir,anular, cortar, separar
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A luz de Deus

A luz de Deus

És a luz que dá esplendor
E a seiva à natureza
És a luz do Criador
A luz de Deus, com certeza

És do mundo protetor
O amor de Ti orbita
És lenitivo na dor
O amparo na desdita

És o consolo e a paz
A esperança de quem chora
De tudo Tu és capaz
Por este mundo afora

És o Mestre que afeiçoa
Ensinando o bom caminho
Na mensagem digna e boa
Tangendo amor de mansinho

Dás amparo ao decaído
Socorres na escuridão
O doente, o oprimido
Mesmo aquele sem coração

Tua Divina presença
Se estende, não tem fronteiras
Atende a humilde criança
E ao viço das roseiras

Na aflição e desventura
És a estrela, o caminho
A recompensa futura
De quem procura teu ninho

Mas quem és Tu, diz agora
Que os versos não descortina
Sou Jesus, a Eterna Aurora
Restaurador da doutrina

São Paulo, 27/09/2009
Armando A. C. Garcia

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Anseio !

Anseio !

Anseio por liberdade
Por amar e ser amado
Numa ambição de igualdade,
Anseio estar a teu lado

Anseio paz e ternura
Felicidade sem fim
Anseio pela ventura
Que um dia, gostes de mim

Anseio no dia a dia
Vir a ser o paladino
Que fará tua alegria
Nos meandros do destino

Anseio beijar tua boca
Com sofreguidão e amor
E sem pedir nada em troca
Me dês paixão e calor

Anseio, que tanto anseio
No anseio desta vida
É ter você em meu meio
E chamar-te de querida

Anseio a paz do Senhor
Anseio o sol e a estrela
Mas meu anseio maior
É encontrar a cinderela

Em dia de sol, ou chuva
Seja inverno ou verão
O meu anseio não turva
Nem diminui a paixão

Anseio ver-te à janela
Janela do coração
Tu, és a coisa mais bela
És o anseio e a razão

Não tenho anseio secreto
Meu anseio é te amar
Nem que seja por decreto
Eu irei te conquistar

Eu anseio por justiça
Sem vendas no rosto seu
Não sou de fugir à liça
Só preservo o que é meu

Anseio acabar a miséria
E a indigência, também
Aqui é tão baixa a féria
Que não iguala ninguém

Na inclusão social
Seu anseio é inaceitável
Na justificativa moral,
Qual anseio abominável

No desabrochar da razão
A revitalização emocional
É o anseio da nação
Por vezes, promocional.

São Paulo, 24/04/2012
Armando A. C. Garcia

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Um Banco para Deus

Um Banco para Deus

Se Deus precisa de dinheiro
Como alegam os fariseus
Eu vou-lhe montar um banco
Que guarde os recursos seus

É em seu nome arrecadada
Fortuna extraordinária
Por fariseus desviada,
Nobre gang visionária

Ver, finalmente a fortuna
Depositada em seu nome
Que membros da sétima coluna
Trabalhem, e matem a fome.

Se os recursos são de Deus
Devem-lhe ser creditados
Estão falindo os céus
Esses ratos esfomeados

Deus pensou em recorrer
Ao FMI internacional
Para assim poder manter
A balança comercial

Aqui chama-se estelionato
Ou *indébita apropriação
O caso é que esse fato
Faz doer o coração

Gente, que coisa mais tola
Deus, precisar de dinheiro
Essa gang de cartola
Abarrota os mealheiros

Desculpem esta franqueza
Que é a verdade, nua e crua
Deus. A eterna realeza
Os ponha no olho da rua !

São Paulo, 19/04/2012
Armando A. C. Garcia

*apropriação indébita (por questão de rima invertido)

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Aguenta coração ! (soneto)

Aguenta coração ! (soneto)

De dor em dor, tens meu coração partido
Amor, oh! Quanto amor mal entendido...
Ao longo dos anos, pensei já conhecer-te ...
Mas vejo coração, acabas de perder-te !

Fraqueza no querer, esforço em vão
Nova dor... a cada nova afeição !
Triste fim, extremo fim, meu amor
Tua perda... é o sofrimento maior !

Quando do bem, um pouco amor espero
Não me basta o querer, que tanto quero
Há sempre uma esperança que não vem !...

Fragmentos, desenganos, fantasias ...
Ledo engano, mais dor, desarmonias.
No fim, nada tem a perder, quem nada tem !

São Paulo, 28/11/2004
Armando A. C. Garcia
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690

A Teu Lado

A Teu Lado...

Jesus, eterno, amado,
Eu quero estar a teu lado
Ter a Tua companhia
Quer de noite, quer de dia.

Quero sentir Teu perfume
Aquecer-me no Teu lume
Compartilhar a alegria
De viver em harmonia

Minha alma está certa
De encontrar a porta aberta
Do caminho à redenção
Está em Ti, a salvação

Tu, és a vida e a luz
A alameda que conduz
Sem trilhas, nem vendavais
Aos páramos celestiais

Junto a Ti, eu quero estar
Para poder alcançar
O reino da Tua glória.
Ofereço a Deus a vitória.

Eu quero ter com certeza
Na alegria ou na tristeza
No sofrimento ou na dor
O Teu amparo, Senhor !

São Paulo, 28/10/2009
Armando A. C. Garcia

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CICLO DA ÁGUA

CICLO DA ÁGUA

Todos em ti deixam sua sujeira
Mas tu, qual Fênix que renasce das cinzas
Voltas renovada, purificada
Cristalina a cada novo ciclo de vida

Podes ser sólida, líquida ou gasosa,
Tua sublimação de sólida a vaporosa
É movimento constante, na esfera.
Estás nos oceanos, continentes e atmosfera

Porém está na evapotranspiração
Tua maior afirmação de transmudação
Passas à atmosfera pelo efeito do calor
A cada ciclo hidrológico repetidor

Te condensas em nuvens de vapor
Para a milhares de quilômetros dar vigor
A plantas, florestas, cardos e roseiras
Alimentas rios, mares, oceanos e geleiras

Penetras no solo, alimentas as nascentes
Cursos d'água em todos continentes
Deságuam nos lagos e outros no mar
Ou criam aqüíferos singular

Ninguém obstrui o teu curso, és poderosa
Escoas esbravejando na tarde chuvosa
Em direção aos rios, lagos e oceanos
És inconstante, levas vida de ciganos

Brotas de fissuras nas rochas duras
Irrompes de entre nuvens magnéticas
Que cospem línguas de fogo para a terra
E o fogo apagas, esfrias a guerra

Tua força e dom é sobrenatural
Mitigas a sede de planta, do animal
És o prenúncio da vida renascida
O poder o equilíbrio e a medida

Força suprema da natureza viva
Que de ti nasce e se procria ativa
És potência, vigor, força e energia
És dilúvio, enchente e calmaria

Esperança do agricultor, seiva da vida
Fertilidade e abundância de comida
Nos organismos, matéria predominante
Âncora que a vida leva adiante

Nas madrugadas em forma de orvalho
Ou então caindo em lentos flocos de neve
Qual manta branca na linha do horizonte
Cobrindo vegetação, árvores e montes

Teu ciclo hidrológico se inicia nos mares
Com a evaporação marítima sobes aos ares
E os ventos te transportam aos continentes
Em ciclos contínuos e permanentes

P'ra no caminho subterrâneo te infiltrares
Nos poros das formações sedimentares
Num processo contínuo e lento
Como quando nuvem, ao sabor do vento

Crias vendavais, e inundações
Transbordas nos rios, lagos e lençóis
Só o mar acalma tuas agitações
Por vezes encapelas ondas, dimensões

O processo de mutação pelo calor
Que do globo passas à atmosfera
Para renovar com viço e amor
A natureza que sempre te espera

De teu potencial surgiu a roda dáágua,
A máquina a vapor, a usina hidrelétrica
O caminho fluvial, a caixa d' água
Com participação em toda cibernética

São Paulo, 22 de março de 2006
Armando A. C. Garcia

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E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
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Tatuagem !


Tatuagem ! ...


Tatuagem, o *estigma da **ignomínia
Qual ferrete com que se marca o gado
Infesta o ser humano, qual Paulínia
E seu corpo, vai ficando ramificado

Mas quando o tênue retrato de teu rosto
Carcomido pelas rugas da idade
Sentirás pena, sentirás de ti, desgosto
De ter cometido tamanha insanidade

De imolar teu corpo perfeito e sadio.
O corpo que Deus te deu purificado
Tu, o maculaste com o atavio
Que ora adorna teu corpo requintado.

São Paulo, 08/05/2012
Armando A. C. Garcia

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- * cicatriz; marca; sinal
- ** grande desonra; infâmia


Ao Tatuado:

O tatuador, tatuou tua carne
Eu, tatuei tua alma
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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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