Vagam junto à alma instintos presos Para não agir de modo inconsciente Plasmados em ebúrnea ebulição Triste amostra de enganos coesos Luta desigual. O bem e o mal presente A alma é o psique, o instinto o coração
Posso calar minha boca Calo até meu sentimento Eu só não posso calar ... A voz do meu pensamento !
Sufoco minha emoção, Também calo a saudade, Silencío o coração! - Pensamento... é liberdade!
Calo todos os sentidos, Só o pensamento não. Fecho olhos e ouvidos - O pensamento ... é em vão!
SP 09/12/2004 Armando A. C. Garcia
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Meu Destino !
Meu Destino !...
Vim cumprir o meu destino Transpor pavores sem igual Ser humilde peregrino Passar privação abissal
E, no infinito desacerto Viajou minha hesitação Tu, nunca estavas por perto Só, longe do meu coração !
Vivi, d'ávidas esperanças Sempre suspenso no ar Estava em ti a confiança Tu, estavas em outro lugar
Assim, ao ver-me traído Do deslumbrante projeto Vi meu sonho destruído E, senti-me um abjeto !
Se o destino é nosso fado Ele nos dispõe, onde estamos Nem sempre do nosso agrado Ele nos coloca, e ficamos
O que passa, não volta mais Pelo destino é previsto São razões elementais Como o calvário a Cristo !
São Paulo, 27/04/2012 Armando A. C. Garcia
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A Princesa e o Golfinho (Infantil)
A Princesa e o Golfinho (Infantil)
Havia um país, cujo reinado era uma ilha Situada além mar, n'uma terra distante No palácio morava o rei e sua filha Numa vida feliz, serena, radiante.
A princesa, Ariete era sua única filha O palácio real ficava à beira mar. E envolta numa rica escomilha, Sempre lá, a princesa ia-se banhar .
Brincava com os peixes quando ia nadar Um golfinho ficava sempre ao seu lado, Se cansada, a ajudava a carregar Montado com ela, em seu costado.
E assim, às vezes por horas percorriam Milhas do oceano, qual navio! Quando de regresso à praia sorriam. Só. O golfinho, ficava triste, vazio...
Na manhã do dia seguinte lá estava Cheio de alegria e brincadeira O golfinho que na praia esperava Para receber a carícia lisonjeira.
Até que um dia, um barco que ali passou Com piratas que raptaram a princesa... Era tarde, quando o golfinho lá chegou Não a encontrando, se encheu de tristeza.
Correu p'ro alto mar, curtir a solidão Mas quando passava perto d um navio Escutou alguém chamar oh! brincalhão! O golfinho respondeu com um assobio,
A princesa pulou da amurada O golfinho a carregou até à praia. Onde o rei já montava uma jangada Para ir procurá-la em outra raia.
O rei, surpreso, do que via à sua frente! Julgou ser imaginária sua visão... Só quando ouviu, feliz contente O chamado da princesa, que satisfação.
Quando pode realmente compreender Que o golfinho salvara sua filha. Pois o bando de piratas. ia vender Sua filha logo à frente, em outra ilha.
São Paulo, 17 de agosto de 2004 Armando A. C. Garcia
Corria pelos campos em busca de flores Todo dia brincava de manhã à tardinha Seu lar, não tinha casas nos arredores
Certo dia uma fada, cruzou seu caminho E vendo-a sozinha de soslaio falou Porque brincas sozinha, não tens amiguinho? E tu, que só caminhas. A menina retrucou
Tenho súditos, amiga, eu sou uma fada !... Pede o que quiseres. Eles te atenderão Então a menina, surpresa e calada
Pediu à fada que um irmão lhe mandasse Esta, com sua varinha que tem o condão Prometeu, que por nove meses o aguardasse.
Se em chão infecto, jogares boa semente Sem limpar teus campos primeiramente Não esperes ter uma boa colheita Porque a força da inércia está à espreita
Com mão firme cata as ervas daninhas O amendoim-bravo e demais gramíneas. Também a guanxuma, e a trapoeraba, A tiririca, o picão-preto,e a buva,
É preciso separar o joio do trigo As invasoras, para este, são um castigo A disseminação está somente em tuas mãos Depende de ti a boa colheita de grãos
Para boa produtividade, afasta a infestante A partir da semeadura, limpeza constante E, assim, nada mais afetará tua colheita Por isso agricultor, à boa pratica, te ajeita
Sabes que as plantas daninhas competem Com as culturas, e na produção refletem Portanto, caleja as mãos no manejo do solo Trata ele, como a mãe, trata a criança ao colo