Lista de Poemas

Oração da criança

Oração da criança

Quis rezar mas não sabia,
Nenhuma oração legal.
Vou pedir p'ra cada dia
O que acho principal.

Senhor, meu Deus, atendei
O pedido que vos faço,
Eu nem sei porque busquei
Abrigo em Vosso regaço.

Minha mãe, está doente,
Meu pai, desempregado
Que ela, cure de repente,
P'ra ele, trabalho achado.

Sabeis que sou pequenina
Tenho três anos de idade,
Não sei oração Divina
P'ra vós, não é novidade!

Atendei o que vos peço
Que chegando à mocidade,
Pagar-vos-ei justo preço
Rezando com qualidade.

Obrigado meu senhor,
Em atender meu pedido.
Eu não sei rezar melhor,
Mas vos fico agradecido.

São Paulo 07/08/2004
Armando A. C. Garcia

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Meu Anjo !

Meu Anjo !


Foi Deus que pôs você no meu caminho
Qual fogo que inflama a lenha e me aquece
Sublime tua guarda e teu carinho
Tua mão me susteve e me engrandece

Alargaste horizontes em minha mente
Que alegraram meu coração e minha vida
Meu Anjo, honra-me eternamente
Não deixes que eu me curve à fantasia

Guia-me a verdes pastos e águas mansas
Onde habitarei na casa do Senhor
Cantarei louvores de amor e esperança
À glória de Deus, ao Grande Criador

Escuta minha voz, ouve meu clamor
Livra-me de abismos e de injustiças
Meu Anjo, intercede ao teu Senhor
Que afaste de mim invejas e cobiças

Minha alma se sustenta em ti, ó Deus!
Tu és meu Rei, a Glória, a Majestade
Meu refúgio, a fortaleza nos céus
A mansidão, a justiça e a verdade

Tu, que criaste a terra, o céu e o mar
Deus poderoso de perfeição e amor
Não deixes nunca a esperança acabar
No que crê, com pensamento interior

E confia na tua misericórdia
E em tua glória sobre toda a terra
Afasta-o da víbora da discórdia
Tu, és a esperança que sua alma encerra

Bendito sejas, ó Anjo que iluminas
Meus passos nas sendas desta vida
Bendito sejas, ó Anjo que me ensinas
A abrir o coração e dar guarida.

São Paulo, 15/09/2008
Armando A. C. Garcia

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645

Síria (e a revolução)

Síria (e a revolução)

São seres insanos,
Perpetuando-se no poder
Verdadeiros tiranos,
Fazendo o povo sofrer.

São seres desumanos,
Onde reina a opressão
São vândalos, ufanos
Com o poder em sua mão

Num legado de torturas
Sem os direitos humanos
Na alma deixam ranhuras
E nos corpos, grandes danos

Prisioneiro da vontade
Não é livre, o povo Sírio
Para lutar por liberdade
Sua vida é um martírio.

Deixa que eles decidam
Em escolha independente.
E, o novo futuro dividam
Sem caudilhos pela frente

Decidir, fora da cela
Não animal enjaulado.
Mas como um barco à vela
Singrando o mar libertado

Livre de todas amarras,
Da escravidão do poder.
Desfraldai, as cimitarras
Enfrentai, que mal, vos quer

Povo, que quer liberdade
Encara firme a repressão
E extirpa com dignidade
O câncer de sua Nação !

Sois um povo milenar
Dos mais antigos da terra
Eu vejo-vos a vacilar
Pra a um só homem, fazer guerra

Basta uma só cimitarra
Para o destino mudar
Coragem e muita garra
É o que vos está a faltar !

Não hesiteis ante a opressão
Vossa união faz a força.
O povo de vossa Nação,

Não é um boneco de alcorça.

São Paulo, 11/05/2012
Armando A. C. Garcia

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Bate um vento atravessado

Bate um vento atravessado

Bate um vento atravessado
Do frio que vem gelado
Da cordilheira dos Andes
O gado; do pasto é retirado
O homem, fica todo encapuzado
Tomando o seu chimarrão.
Da cocheira os cavalos
Não querem arredar pé
Os gatos acocorados
Na lareira, o fogo em pé
Na cumeeira do telhado
Só gelo a gente vê
Mas eis que olho no prado
Veja o quadro que se vê
Uma criança descalça
Congelada pelo frio
Ponho polaina na calça
Corro a tirá-la do frio.
Aqueço-a na lareira
Dou-lhe leite, pão café
Indago-lhe onde mora
Diz: além, depois da serra
Morava com sua mãe
Seu pai estava na guerra
Mas porque sozinha estava
Tão distante e desgarrada
Ela então falou chorando
Que sua mãe não acordava
Cortaram-me o coração
Esta palavras ditadas
Cri então que sua mãe
Já mora noutras paradas
Acolhi a criancinha
Dei-lhe estudo educação
Como sendo filha minha
Hoje, é minha proteção !

São Paulo, 09/09/2009
Armando A. C. Garcia

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742

Ofensa Sagrada !

Ofensa Sagrada !

Até as pedras se ofenderam de tamanha vilania
Jamais, vi coisas tão monstruosas, anormais...
Entre feras, abutres, hienas, tigres e chacais
Indigna se tornava sua intolerante ousadia!

As negras pedras do templo chorarão eternamente
As alvas toalhas de linho ficaram sujas de repente
E o Cristo acorrentado àquele madeiro infame,
Não pode fazer nada mais do que suportar o vexame.

Nem no horto das oliveiras ficou tão agonizado
Que só não saiu daquele antro porque o tinham amarrado
Como amarrado que o trazem há quase dois mil anos,
Vivendo às expensas Dele, essa cambada de tiranos.

E entre Cristos, Santos, Anjos, Arcanjos e Querubins
O safardana do cura fazia orgias e bacanais...
Praticava adultérios, estupros e muitas coisas mais...
Fazendo de Deus e de sua corte, uns arlequins.

Profanava o templo divinal, essa casa sagrada
Vivendo na orgia, enterrado no pecado noite e dia
Consagrando a hóstia sacrossanta, a divina eucaristia
Com as mãos tintas do pecado, e a alma enodoada.

Oh! Céus!...

- Como podeis não desabar sobre esta terra maldita?
Como podeis suportar tanto sacrílego ultraje?
Como deixais impune tanto tempo quem assim age?!
Abusando com arrogância de vossa Bondade infinita...

Mas esses abrutes infernais, seus crimes terão, ainda.
Desenterrados dos dogmas fantásticos que os encobrem
Mostrando então as glândulas de serpentes que se abrem
Hiulcas, vorazes, devassadoras, cheias de veneno infindas

Esses corvos negros, serpentes de hediondez profunda
Rugindo a maldade em sua própria consciência
Tentarão negar, pelo bem, pelo mal, ou pela violência
O seu crime atroz, e ocultar a sua nódoa imunda.

Eles mesmos constituem o próprio vírus da heresia
Dilapidados da honra, da comiseração humana
Tentarão trocar a batina e a dalmática romana
Pelo manto dos cabotinos, a sina da hipocrisia.

Do misérrimo báculo ao hissope de água-benta,
Das lúbricas luxúrias ao esquálido cemitério,
Tudo que têm ignoto, envolto em sórdido mistério...
Cairá por terra o gérmen maldito que a alimenta,

Quando a consciência humana, em sua sabedoria
Avaliar quão balofa era a doutrina praticada
Por esses vilões. Histriões de sua própria palhaçada
Que fazem a coleta em meio da Ave-Maria!...

Assim como do templo fazem bordel profano
Destruindo lares, que unir em Deus eles alegaram,
São feras tão capazes de destruir quem vitimaram,
Mais vorazes que as famintas feras d'arena de um tirano.

Esses morcegos negros, essas corujas sangüinárias,
Sugam o sangue, a carteira, e a honra em adultério,
Escarnecem suas pompas e responsos de mistério...
Quando o féretro é de gente pobre de condições precárias.

Mas se for de gente rica, gente bem endinheirada!
Levará todas as pompas, para que não falte nada.
Rezarão responsos, para os outros, nunca terminados!
Porque para rezar muito, têm preços estipulados.

Se conforme o grau hierárquico as rezas têm valor,
Não sois vós oh! pobres! que alcançais a salvação divina
Porque as rezas de bispos, papas, cônegos e cardeais,
Não vos pertencerão nunca, porque, também, não as pagais.

Armando A. C. Garcia
São Paulo, 11/05/64

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752

Ao Arquiteto do Universo (soneto)

Ao Arquiteto do Universo (soneto)

Ao Grande Arquiteto do Universo 
Eu peço, neste meu humilde verso 
Um mundo de amor, paz e progresso 
Entendimento nos lares e sucesso 

Haja entre os homens fraternidade 
Mesmo entre várias Fés, haja igualdade 
Para que o mundo seja um só caminho 
O percussor seja a flor, não o espinho 

Por isso a Ti, imploro Tua proteção 
Para todos os povos, toda nação 
Que reine a paz e o amor, ao invés da guerra! 

Que se empunhe a enxada ao invés da serra 
Que brilhe o sol, a cada nova aurora 
Que o mundo, seja mundo, a qualquer hora. 

São Paulo 12/09/2004 (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

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669

TEU RETRATO ! (soneto)

TEU RETRATO ! ... (soneto)

Imagino emoldurado teu retrato
Nas paredes frias de meu quarto
É um sonho a transcender o ato
Sugestionando teu segredo, pacato

Exala teu perfume inebriante 
A imagem que teu corpo reflete
No impérvio* cismar delirante
Que em minha mente se inflete

Oh desejo! Cheio de amor e loucura !
Que a mente cria, e o coração aninha
Vejo-te em sonho cheio de ternura

O rosto entalhado naquele retrato
E busco nas paredes à noitinha
Tornar real o meu **desiderato...

São Paulo, 29/02/2008 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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* impenetrável   ** desejo: aspiração


714

Definição do amor ! (soneto)

Definição do amor !... (soneto)

O amor é a sublimidade da vida
É o sentimento maior do coração
É a felicidade de dar guarida
Ao preito de amor do teu irmão

O amor é querer bem a quem se quer
É doar incondicionalmente afeição
É altruísmo, que se dá sem perceber
É grandeza da alma, é abnegação

O amor transcende a própria razão
É afeto, é carinho, dedicação
É o limite da vontade de querer

Forma incondicional da relação
Tratar outra pessoa como irmão
É o desejo de querer a quem se quer

Porangaba, 31/03/2011 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
          
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634

Abrindo as velas ao vento

Abrindo as velas ao vento

Abrindo as velas ao vento
Ao incógnito se lançaram
Com fé, vigor e alento
O alto mar eles singraram

Pequeninas Caravelas
Por gigantes conduzidas
Em alto mar de procelas
Esperanças adormecidas

Lá na vasta imensidão
Sobre ondas encapeladas
Singrando o mar elas vão
Por águas nunca navegadas

Em silêncio, a frota navega
Dia após dia, sem cessar
Até que um dia, à terra chega
Já cansados de tanto mar

Onde as ondas tiveram fim
Novas gentes, novas plantas
E tudo estranho, enfim
Não há igrejas, nem há santas

Tem uma flora exuberante
Com recursos infindáveis
Matas virgens, diamante
Ouro e prata admiráveis

O esplendor da terra nova
Na sua vastidão imensa
Cheio de mistério, é trova
- A praia, por recompensa

Ali aportaram por fim
Cansados de tanta luta
Chegaram os índios, assim
Numa vergonha dissoluta

Deram-lhe quinquilharias
Espelhos e outros mais
E com essas ninharias
Cativaram os demais

Foram assim conquistando
Dos selvagens amizade
Deste modo atuando
Acalmaram a tempestade

Mas o índio, sempre arisco
Por vezes se sublevava
E para não correr o risco
O pessoal, não vacilava

Os dias foram passando
E estes formaram anos
O Brasil foi caminhando
Ainda hoje, há desenganos.

Porangaba, 31/03/2012
Armando A. C. Garcia
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807

O valor que a Mãe tem

O valor que a Mãe tem

Senhor, Deus do Universo
Deste à vida o verso
Deste o verso, a mim, também
Para mostrar ao mundo
O valor que a Mãe tem

Até Jesus, o Salvador
Teu filho amado, Senhor
Foi gerado pela Mãe
Para mostrar o valor
E o exemplo de Belém

Nem todos devotam amor
Do preito que são devedores
Disperso o pendor na idade
Filhos esquecem da Mãe
Cometendo iniqüidade

Afastam-se como apogeu
Daquela que o protegeu
Não lembram quando criança
Os desvelos que lhe deu
Dimensão de desesperança

Outros com serenidade
Amam a Mãe de verdade
São filhos probos, corretos
Trazem Deus no coração
Filhos do Grande Arquiteto.

São Paulo, 04/05/2011
Armando A. C. Garcia

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Leia
- Mãe I - Mãe II - Mãe III e Mãe IV, leia, também:
Às mães, que deus já lá tem ! e
Àquela que vai ser mãe ! ...
Exaltação à Mãe Maria
844

Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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