De poeta não tenho a veia que lastreia Nem a sensibilidade que permeia Vil pensador de mil deidades, Se algum talento cabe às entidade
Bebendo das musas num só momento Os suaves eflúvios de meus versos Lavra que de dia em dia intento, Poder com simpatia ver expressos
Beija flor que adeja o lúcido momento De sugar o néctar divino da flor Sonho solto que aninha o pensamento
Doce lembrança, linda recompensa Encanto meu, fruto de real valor Cume da glória, desejo de quem pensa.
Armando A. C. Garcia São Paulo, 23/11/2005 (data da criação) Visite: http://brisadapoesia.blogspot.com
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ABORTO - I
ABORTO - I Medo, angústia, desespero, remorso Com maior ou menor repercussão Em função do nível de esclarecimentos Que possuímos perante a Lei Universal Fruto de uma miopia intelectual O aborto é a somatória do sofrimento Agravado pelo desequilíbrio da imolação Apesar do momento cruel , do temido escorço
Em baldes frios de clínicas, bebês, jogados são E o espírito submetido a essa atroz violência Sofre intensamente em razão da interrupção brutal. Em dolorosa e impiedosa cicatriz Que extirpou o óvulo fecundado na raiz Onde a vida despontava em evolução No ambiente infra-uterino, pura excelência Ao desenvolvimento da vida e da razão
* cárcere; masmorra; calabouço **que destrói; que danifica; prejudicial
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Amor ou Cobiça ! (soneto)
Amor ou Cobiça ! (soneto) Se minha alma o peito atiça Não sei se é amor ou cobiça. - Sei que sinto no momento Profundo contentamento
Em puder acariciar Teus seios e andejar Por teu corpo na devassa Descoberto, nu e graça
Amor, demência feliz Fascínio que só ocorre Quando o carinho condiz
E nesse encanto maior, Contigo o tempo não corre Nem existe solidão.
São Paulo, 24/07/2007 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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As lutas e o manejo (soneto)
As lutas e o manejo (soneto)
Sou eu... e serei eu até morrer Solitário entre gente, desatino É cuidar que se ganha do destino É ferida que corrói ao corroer
E... no eu, que eu sou, sem perceber Mudam-se as vontades e o desejo As esperanças as lutas e o manejo As aspirações, anseios e o querer
O tempo converte em nada a esperança Deixa saudades e mágoas em desalinho O mundo é mesclado de mudança
E o eu, de ontem não deixou herança Perdido neste grande torvelinho Que na vida se procura e não se alcança
São Paulo 06/01/2009 (data da criação) Armando A. C. Garcia
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A Vida tudo consome !
A Vida tudo consome !
A vida tudo consome!... A cada dia que passa O amor e a felicidade ! Só não consome a desgraça.
São Paulo, 05/12/2004 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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A Seresta
A Seresta
A rua estava toda engalanada Pelo clarão que a lua projetava O trovador apaixonado, ali cantava Versos de amor, para a sua amada
Acorda, acorda ó linda amada Abra a janela, vem ouvir do trovador A serenata sob o véu, noite de estrelas Que em cada verso leva carinho e amor
Ó linda amada que nos braços de Morfeu Repousas nesta noite enluarada Desperta do torpor e ouve o canto meu Linda sonata de amor, para ti cantada
Acorda, acorda ó linda amada Abra a janela, vem ouvir do trovador A serenata sob o véu, noite de estrelas Que leva em cada verso a expressão maior
Deusa do meu coração, abre a janela Ao pobre trovador que tanto espera A madrugada está chegando sem cautela O brilho desta lua... só em outra primavera !
São Paulo, 05/09/2008 Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
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Convalidamente
Convalida/mente
Nesse rígido estado convalida/mente Formado no seio de fluídos imperfeitos És tu, quem sofre o delírio impaciente A vítima no esboço dos amores desfeitos
Mulher ! Se teu desejo é forte e singular Não sejas tu, a vítima que o motiva Neste mundo imenso, haverá lugar Onde limpar essa dor adversativa
Não sejas abstrata e contemplativa Vê que o sol se esconde a cada dia Para no outro, raiar sem evasiva
Nas ondas, não te deixes capitanear Após agitada marulha, surge a estia Motivo que te levará a reconsiderar