Melhor Não ler
Melhor... Não ler
Ávidos políticos tentam pilhar a economia
Com malabarismo mil de todos conhecidos
É tão grande a intensidade da sangria
E governo finge não saber, tapa ou ouvidos
Que fazer minha gente com tamanha ousadia
Político é quem manda, o povo é a reles plebe
O salário mínimo, nem sequer paga a moradia
O povo passa fome, ele, finge que não percebe
Fingir é o que retrata, o governo deste povo
Renasça o amor, reviva o civismo e o orgulho
Não pode ter sangue de barata, isso é estorvo
ao civismo. Leve do futebol grito, barulho
Nossa raça não foge à luta, é destemida
O sol da liberdade há muito, fez-se ouvir
Precisamos conservar a que nos foi concedida
O penhor da igualdade está a submergir
Neste momento urge, fazer-se ouvir teu preito
Considerando o civismo, oh! pátria gloriosa
Ele que é da nação o catecismo perfeito
Extirpa de teu seio essa gangue dolorosa
Há um grito de fome em cada brasileiro
Qu'muitos reprimem, por medo ou vergonha
Há um grito de angústia em cada comunheiro
Que nossa boca sufoca em esperança visonha
O Criador da natureza deu tudo que tinha
Para nada faltar a este povo ordeiro
Que não soube escolher o capataz da vinha
Que só nomeia ministro arapuqueiro !
Porangaba, 18/02/2012
Armando A. C. Garcia
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Amanhã
Amanhã
Os desafios tenazes
Que cada capítulo encerra
Não são desafios, são fases
De trajetória na terra !
Mais tarde em retrospecto
Vemos então quão fugazes
Quando na vida senecto*
Do tempo fomos vorazes
Na mísera existência humana
O tempo tudo consome
A mente que hoje se ufana
Amanhã vê que ela some
Que outro entendimento
Desta vida se consente
Ninguém está do fado isento
Nem da morte, está ausente
* velhice
São Paulo, 07/08/2008
Armando A. C. Garcia
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QUERO LOUVAR-TE
QUERO LOUVAR-TE
Quero Louvar ao Senhor
De todo meu coração
Demonstrar o grande amor
Que tenho no coração
Na minha prece singela
Cheia de amor e carinho
Oferto a coisa mais bela
Às chagas de teu espinho
Quero louvar-te Senhor
Ser cepa da tua vinha
E amar-te com vigor
Cedo, à tarde e à noitinha
Às chagas de teus espinhos
Levar o bálsamo da prece
E na amplidão do caminho
Tua luz que resplandece
Senhor eu quero louvar
Tua Glória imortal
Minha alma consagrar
Ao Teu reino espiritual
Quero louvar-te Senhor
Pelas bênçãos recebidas
E agradecer com fervor
Por cuidar de nossas vidas !
Neste tópico final
Desta prece consentida
A gratidão fraternal
Àquele que me deu a vida !
Porangaba, 13/04/2011 -
Armando A. C. Garcia
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O Fadista !
O Fadista !
Fadista que canta o fado
Abrindo o seu coração
Põe a tristeza de lado
Seja qual for a razão
Reflete a luz do sol
Mesmo nas horas amargas
Como autêntico rouxinol
Não desmerece as ilhargas
Fadista que canta o fado
Tem sentimento profundo
É da sina namorado
De Portugal e do mundo !
Seu destino está traçado
No livro da natureza
Para o fado foi talhado
Qual guitarra portuguesa
Não pode mudar o destino
Nem a sua condição
É vontade do divino
E, só ele tem o condão.
Mesmo co'a alma a chorar
Ao preço da nostalgia
Seu pé, não pode arredar
Tem de cantar nesse dia !
São Paulo, 13/05/2012
Armando A. C. Garcia
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O Rouxinol
O Rouxinol
Numa selva florida banhada de luar,
Cantava o rouxinol numa noite estelar
Parecendo inspirado no zimbório celeste
Ou, enamorado da paisagem agreste
Despontava nos céus o raiar da aurora
E, jovial o trovador cantava agora
Como se despertado ao raiar do sol
E houvera adormecido ao arrebol!
Seu gorjeio, como o arpejo dulcíssimo
Pungido d'saudade sentimentalíssimo
Como o choro de um amor, puro, cristalino
Executado por um poeta ao violino
E não parava de cantar o trovador
De exteriorizar o âmago de sua dor
Para em cada trinado cheio de saudade
Desprender um elo de sua felicidade!
Alando aos céus uma prece sempiterna
Como pedindo a Deus pela alma materna
Que naquela noite deixara de existir,
Indo ao recôndito lugar do porvir,
Em busca da utopia, que só Deus
Nos pode dar, bem no alto, lá nos céus!
Em busca da paz, do reino da alegria
Ao encontro do Rei do Universo e de Maria.
E naquele canto extraterreno exulcíssimo
O poeta, rouxinol sentimentalissimo
Cantou até quebrar de dor e pranto
As fibras vocais de seu mavioso canto
E, todo exangue o rouxinol inda se ouvia
Como num canto surdo, como de quem morria,
Aquebrantado por aquela dor tão forte
Até que tombou ao chão, vencido pela morte!
São Paulo, 09 de março de 1964
Armando A. C. Garcia
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Quando a noite chega
Quando a noite chega
Quando firme a noite chega
Pensando, fico sozinho
Que será de ti amor
Tão longe do meu carinho
A noite, sombria e triste
Minha tristeza acompanha
Ao amor, ninguém resiste
Tão grande sua façanha
Alta noite, solitário
Alma serena, pensativo
Levanto a carpir meu rosário
Versando amor positivo
São noites intermináveis
Iguais e desconhecidas
Procelas imagináveis
De uma noite mal dormida
Fito o céu, nenhuma estrela
Nem o luar aparece
A tristeza se encapela
O temporal me entristece
Ó noite, escondes a vida
Escondes o meu amor
O crepúsculo dá guarida
Onde expira o Sol maior
Silêncio... a hora é mística
Tento rezar, mal consigo
A poesia é artística
Preenche as horas comigo
Só ao despertar do Sol
Volto de novo à vida
Renascendo ao arrebol
Oh! Alvorada esculpida
Quando úmidos do sereno
Os pastos se apresentam
Volvem os chilreios, sem treno
E minha alma acalentam
Surge o céu, cheio de Deus
Nas cores do Sol, ouro puro
Seu lume perfuma os céus
No pomar, fruto maduro
A noite dá a despedida
Surge a claridade em troca
Bago a bago, é comida
A alimentar nossa boca
O aroma, entra nas veias
Sustenta minha ferida
Só tu amor incendeias
As noites de minha vida !
Pernoitas em mim amor
Desde o apagar das candeias
Até que o Sol redentor
Vem despertar minhas veias
Ó noite, eu te amaria
Se pudesses alijar
O amargor de cada dia
Que à noite passo a fitar
Tu incutes o pavor
Quando sem estrelas e luar
O nada exprime melhor
O que eu possa pensar
Prostrado, apavorado
Recuo meu pensamento
Fico quieto, desolado
Perdido neste tormento
Pareces irmã da morte
Nas tuas horas sombrias
Vagarosas, sem suporte
E cheias de fantasias
No oráculo de teu fado
Quantas lágrimas vertidas
Desculpa ter-te lembrado
Das inúmeras despedidas
É imenso o funeral
Imensos sonhos perdidos
Seria sina crucial
Se fossem mal entendidos
Volvendo às horas de sono
Recompões nosso sentidos
Porém, se o abandono
Descansos, ficam perdidos
Em ti, o mundo descansa
Na inalterável desvaria
Novo dia, nova esperança
Novo Sol nos alumia.
Os teus inúmeros mistérios
Nos abismos silenciosos
São sublimes, são etéreos
Impassíveis, dolorosos
Surge casta a madrugada
Vibrante, força e calor
Impera a luz imaculada
No universo, esplendor
Vida sempre renovada
Cheia de fé e esperança
Aguardo-te, minha amada
Com toda perseverança !
Porangaba, 17/05/2011
Armando A. C. Garcia
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A luz do Sol (soneto)
A luz do Sol (soneto)
Oh! Musas que meus versos regeis ao fado
Trazei-me o vício da beleza e perfeição
Condição inata de que tendes o condão
Envolto no sutil pensamento delicado
Oh! Musas que inspirais meu rude verso
Trazei do sábio o entendimento e do erudito
O poema mais lindo, que nunca foi escrito
Conjunto de palavras que no ar anda disperso
Para que neste palco, que é o universo
Possa elevar o esplendor e a grandeza
Que o omnipotente empresta à natureza
Projetando a cada dia a luz do sol *terso
Porque sem ela, nenhuma vida existiria.
Tudo o que vemos, é sublime sabedoria.
São Paulo, 24/01/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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• Puro, limpo
Se foi Deus que nos criou
Se foi Deus que nos criou
Se foi Deus que nos criou
Porque nos criou desiguais
E porque alguns nada têm
E outros têm demais
A resposta a esta pergunta
Está na reencarnação
Penhor de vidas passadas
Resgate, compensação
Feliz daquele que nesta vida
Paga centil, por centil
Ter a existência perdida
É retrocesso infantil
Situação digna de nota
Pluralidade d’existências
A unicidade é remota
Não encontra consistência
Se Deus é justo e bom
Como impor tribulações
Misérias e infortúnios
E dar a outros mansões?
Nossa sorte é decidida
Pró ou contra ao nascer
A uns um tipo de vida
A outros o perecer !
Que Deus teríamos afinal
Dando a uns felicidade
Sem repartir por igual
A sua fraternidade !
Porangaba, 10/05/2011
Armando A. C. Garcia
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Afeição e Carinho
Afeição e Carinho
Mora afeição e carinho
Mora amor em nosso ninho
Peço a Deus que dure eras
O afeto com que o veneras
Se o amor tem encantos
E a natureza outros tantos
A primavera em flor
Matiza os prados de cor
O tempo esse malvado
Vai pondo o amor de lado
É contrário à natureza
Que renova sua beleza
A cada nova primavera
Odorando a atmosfera
Com o perfume das flores
Dá viço e vida às cores
Abrindo com esplendor
Novo ciclo de amor
Renovado a cada ano
Seu afeto soberano
Sê igual à natureza
Com sua imensa pureza
Não abandones o ninho
Onde há amor e carinho
Relembra teu velho amor
Curte nele a tua dor
Não pules de galho em galho
Sê pura igual ao orvalho
Se o vento bater mais forte
Não busques outro consorte
No galho da laranjeira
Morre a flor, vem a fruteira
Procura revigorá-lo
De alegrias explorá-lo
Com esperança e glória
Perpetuarás a vitória !
São Paulo, 07/10/2009
Armando A. C. Garcia
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MÃE - IV
MÃE - IV
I
Carinhos quantos me deste
Ó minha mãe tão querida
Mil afagos, tu soubeste
Colocar em minha vida
II
Velaste noites a fio
Quase sempre, sem dormir
Quer no calor, quer no frio.
- De dia, alegre a sorrir
III
Em teu regaço ó mãe
Aprendi sempre o melhor
Ensinaste-me, também
Quem foi do mundo o Feitor !
IV
Bendita seja a mãe
Que na palavra interpela
Fazendo do filho alguém
Na expressão lúcida e bela
V
Com o tempo fui crescendo
- Sempre tu a orientar-me
E em teus conselhos, aprendo
A do mal, sempre afastar-me
VI
Em minha alma gravaste
Princípios de honestidade
E quantas noites passaste
Velando minha mocidade
VII
Eu, fui crescendo na vida
Tu, prateando os cabelos
Ias ficando envelhecida
Mantendo os mesmos desvelos
VIII
Oh! Se eu pudesse voltar
Aos tempos de minha infância
Teu rosto iria beijar
Com ternura e *jactância
IX
O tempo nada perdoa
Consome até a esperança
- Mas deixa uma coisa boa
Que é, a eterna lembrança !
São Paulo, 26/04/2008
Armando A. C. Garcia
* orgulho - altivez
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Leia - Mãe I - Mãe II e Mãe III
Às mães, que Deus já lá tem !
Àquela que vai ser mãe ! ... e
O valor que a mãe tem