Era ela a mais fabulosa das mulheres Aquela que ele elegeu p’ra toda a vida Trocou-o. Não soube cumprir com seus deveres Hoje. Chora no silencio arrependida !
Tanto quanto a alma humana pode amar Amava-a, com suas forças e afeição Sobre ele, a vileza a desonrar Não teve valia o amor no coração
Nela o mal se afina em sonhos vis Em escaldada fantasia sem sentido E dos afagos que julgava tão gentis
Conhece agora, tormento consentido E se algum merecimento de quem a quis Hoje vê, quão louco intento descabido !
São Paulo, 05/03/2009 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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À deriva do vento (soneto)
À deriva do vento (soneto)
Os campos exalam o olor do rosmaninho Do alecrim, do tomilho e da bolota Se misturam ao pó da estrada no caminho Absoluto expoente, da mãe patriota
Ouso dizer, na errática jornada Dentre o ontem, o hoje e o amanhã Sem renúncia imprevidente ao nada Confundir o dissoluto, com a virtude sã
Como epitáfios sarcásticos de mesuras Vejo meus versos cair em desalinho Sem o aroma e olor do rosmaninho
Sem público, sem palmas sem canduras Como ovos esquecidos em seus ninhos Não alçam vôo, nem serão passarinhos
São Paulo 05/01/2009 (data da criação) Armando A. C. Garcia
DA EVOLUÇÃO DO HOMEM Os avanços da evolução do homem Retrocedem na moral e na honestidade A inteligência nas trevas da promiscuidade E os esforços de vontade se consomem
O grau do intelecto na mente perturbada Não o afasta da degradação moral Aniquilando a alma ao lodaçal Recuando da glória destinada
A perversidade suplanta o Bem A calmaria deu azo à tempestade À falta de caráter, à crueldade Confiante na impunidade, vai além.
Contudo, se engana a justiça da Terra Tal flagelo, não ocorre nos céus Porque justa, é a providência de Deus E o ingrato, a ela não pode fugir
Está longe do ideal nossa evolução Os sentimentos cheios de instintos Emergem da falta de educação E levam suas almas aos labirintos
Com nosso avanço moral corrompido Pelas sensações nefastas e *aziagas Nosso espírito permanece combalido Ao invés de depurar suas chagas
Temos a evolução Global e a Espiritual Daquela, fazemos parte no todo Universal Desta o todo, somos nós em espiral. Vamos praticar o Bem, abolindo o mal.
Porangaba, 19/05/2011 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Bem Haja o Deus Criador !
BEM HAJA O DEUS CRIADOR !
Bem haja o Deus Criador Das estrelas cintilantes Que ao homem deu a mulher P'ra serem eternos amantes
Bem haja o Deus Criador Que o mundo inteiro conduz E seu filho Redentor Deixou imolar na cruz
Bem haja o Deus de amor Cheio de Paz e ventura Que nos deu sol e calor O pão e a semeadura
Bem haja o Deus consagrado Que nos deu tanta beleza Neste mundo abençoado De alegria e tristeza
Bem haja o Deus do infinito Pelo mistério que encerra Do seu sacrário bendito Deu-nos o planeta terra !
São Paulo, 22/06/2006 Armando A. C. Garcia
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Brasília
Brasília
Obra ufana, obra apoteótica De Brasileiros, obra patriótica
Onde tudo é cor, movimento e beleza Esplendendo ao mundo inteiro sua grandeza
Serás a força centrípeta do Brasil Um grito de independência, o buril
Que a caminho de um grande destino Te erigiu no planalto goianino
Oh! Brasília, como és bela, encantadora Penetraste pela fauna e pela flora
Na esperança de ao mundo e ao povo Brasileiro Fazeres da tua Pátria, um só canteiro!
De poeta não tenho a veia que lastreia Nem a sensibilidade que permeia Vil pensador de mil deidades, Se algum talento cabe às entidade
Bebendo das musas num só momento Os suaves eflúvios de meus versos Lavra que de dia em dia intento, Poder com simpatia ver expressos
Beija flor que adeja o lúcido momento De sugar o néctar divino da flor Sonho solto que aninha o pensamento
Doce lembrança, linda recompensa Encanto meu, fruto de real valor Cume da glória, desejo de quem pensa.
Armando A. C. Garcia São Paulo, 23/11/2005 (data da criação) Visite: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Coração Alquebrado
Coração Alquebrado Carrego alquebrado pela amargura O coração cheio de enganos e decepções Qual efeito do feitiço, na vida dura Minha cruz leve ou pesada de aflições
E neste martírio pungente excruciante Afigura-se que esta vida só tem prantos Face aos martírios serem tão constantes E os momentos de alegria, não serem tantos !...
Murmura o coração à medida que perece Sofrendo e rangendo, na cólera dorida Ferido nas artérias pela lasciva da vida
No místico jardim, em que a flor fenece Busca o conforto o bálsamo da ferida E o encontra em Deus, que lhe dá guarida
São Paulo, 0/10/2010 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Desabafos !
Desabafos !...
Denúncias, quantas fiz, estou cansado Ninguém demonstra interesse ou civismo Leituras exíguas, ninguém preocupado Com a fome que campeia, sem altruísmo
Se forem poemas profanos, indecorosos De Mil leituras será pouca a estimativa O verso é pobre, se não for contencioso -É lúgubre e rouco, qual barco à deriva
Se desfaz o alento, duvidoso e incerto Sofremos mudos a inimiga violência O medo esfria o ânimo, qual desconcerto Como Seres oprimidos sem inteligência
Sociedade. É ora de despertar de vez O salário miserável do trabalhador Ignomínia de moral e honradez. - Injustiça social, quem é o causador ?
Desigualdade, que faz vergonha sentir Ao cidadão honesto e cumpridor Que paga seu tributo no pão e no vestir E no abdutor da miséria a carpir
Até quando, um país rico e soberano Cheio de ouro e pedras preciosas Submete seu povo em vil engano Esperanças que não vêm, e viram prosas
Liberdade, onde está a tua aurora Que na esfera humilde, não raia mais... Liberdade! o que será de nós agora... Ó pátria, amor.; o barco parte do cais.
Se de radiosas virtudes és fadada Do teu chão jorra riqueza e fartura Ferro, prata, ouro puro em tonelada - Porque não dar a teu povo mais ventura?
Teu presidente, falou em tom jocoso "-... Preciso tomar conta do rebanho, senão as reses se perdem nestes 8.500 Km." - Pascenta em solo nobre, vil rebanho
Pasmem, ante o espetáculo inédito Teve um, para quem o odor dos cavalos Suplantava o dos humanos, em seu edito ... Surge outro, agora, que a seus vassalos
Chama de reses, ou até, pior às vezes Quem sabe, se esparsas do rebanho - Não lograrão melhora, os camponeses E a classe média em todo o seu tamanho
Brilha a tela no pincel da fantasia No teu manto ó Pátria acolhe meu clamor Cobre com raios de sol e de alegria Que surja em Ti o grande Libertador
Os grilhões da miséria e desventura São o ergástulo mais ingente e impiedoso A que pode ser jungida à criatura. - Não basta o governo ser caridoso
Para o povo ter dignidade, o salário Deve ser decente, ético e racional Para não desvanecer o operário E dar tranqüilidade à paz nacional !
Oh! vós lá de Brasília Despertai sem medir o fausto luxo desmedido É ora, em nome do povo acordai Vosso salário é dele, povo abstraído.
O povo não mais confia na justiça - Face à pena ter aplicação empírica O que faz crescer em nós a grande liça Gerada pela impunidade satírica
Benesses cedidas com dano à sociedade Em prol do assassino e do ladrão Caiu conceito da justiça - honestidade Probidade, integridade e retidão
Há uma inversão de valores a inverter Para que a auto estima do povo brasileiro Não se deixe mais oprimir. E, subverter o submundo ao trabalho rotineiro.
Para transformar esta sociedade Em algo útil, saudável e aceitável Para servir de orgulho e prosperidade A futuras gerações, legado inabalável.
São Paulo, 07/02/2007 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
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Amor x Ciúme ! (soneto)
Amor x Ciúme ! (soneto) O amor é o sol, o céu e o luar O ciúme é emulação o inferno Tirano da alma que no abismo contrita Lassa as forças e o sorriso faz penar
Se bem maior se conta a força do amor Corrente deleitosa, suave e branda Alva ninfa que assiste á triste cena Do horror do ciúme, sem dó e pena
Perseguidor mortal que o amor flagela Torcendo a verdade vem falar contigo Não parecendo ser falso inimigo...
Ministra aos corações um duro golpe Levando o amor ao ponto derradeiro De não ver, ser o ciúme traiçoeiro!
Armando A. C. Garcia São Paulo, 23/11/2005 (data da criação) Visite: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Com o tempo
Com o tempo ...
Com o tempo, desgasta-se a matéria O tempo tudo consome lentamente O *ergástulo humano é impotente Para conter a causa **deletéria
No abissal efeito da degeneração Tudo se transforma no passar do tempo Na sucessão dos anos, nesse passatempo Vai sofrendo implacável mutação
Crede, mortais, por que ter fé inspira Ao ponto alto que em vós sublimais Não busqueis desesperados o que suspira
Porque a maldizente voz que escutais Do furor louco de satã, jamais vos tira Se a caridade e o amor não praticais