O que a vida fez do meu sonho lindo Sonho puro, que minh’alma quebrantou Ele passou, qual veloz tufão infindo Arrasando ao abismo, o sonho que criou
A partida, foi o início do tormento Dilacerou o meu pobre coração O teu, ficou sorrindo sem lamento O meu peito sofrendo de emoção
Não pude fugir ao ledo engano Por mais que eu mesmo relutasse Sofri, às duras penas, esse dano
Parti em busca de uma pátria nova, Como de dor minha’alma se esgotasse - De vivo morto, foi a minha prova !
São Paulo, 16/07/2007 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Cocorococó Cocorococó !
Cocorococó... Cocorococó !...
Cocorococó... Cocorococó !... Acordai autoridades, Deputados, Senadores, Ministros e Presidente Estais semi adormecidos no palácio
Não vedes que a Liberdade se esvai Usai do bom senso, escutai o clamor Se o menor de dezesseis pode votar Tirar título de eleitor e até ser pai
Porque não responder criminalmente Quando usa de violência p'ra matar? Mas se fosse um vosso filho, certamente A lei logo iríeis de querer mudar
Mas filho do povo, é gente simples E a nação é rica nesse prosperar E não é um a menos que quebra o viés Para o estado de coisas modificar.
O povo, este povo pacato que ignorais Com mísero salário de trezentos e cinqüenta reais Que para aumentar, quase vos digladiais Enquanto o vosso, centenas de vezes a mais
Mas este povo pacato de quem abusais Começa a dar mostras, como o vulcão Primeiro fumaça, da convulsão sinais De que a lava entrará em erupção
Todo mundo cansado e insatisfeito De viver prisioneiro de medo do ladrão E nossos governos o que têm feito? Multar à vontade o humilde cidadão
Há câmeras vigiando dia e noite Nas estradas, nas ruas das cidades Para que o motorista não se afoite A ultrapassar vejam só 30 Km.
Entretanto, tais câmeras não há Para vigiar o crime que avassala Onde o cidadão não tem segurança, Nem mesmo dentro da sua sala.
Acordai autoridades, pois se o menor Tem capacidade, para votos, vos dar E a mesma para dirigir, seja onde for, Se pode ser pai e outra vida tirar
Também, tem capacidade de sobra Para responder pelos seus desatinos E não me venham com essa agora De que com quinze anos é um menino.
Com a televisão e a informática A dinâmica do conhecimento em ação Mudou os rumos da semântica Ampliou-se a gama de informação
Hoje a criança de oito anos de idade Tem discernimento entre o bem e o mal O certo e o errado. Falta com a verdade Aquele que não quer sair do trivial.
Quero dizer, ainda, que a criança Com oito anos tem mais conhecimento Que tinha a de quinze, três décadas atrás. A sociedade evoluiu, tem mais talento.
Ninguém se entende neste equívoco Oxalá pudesse eu improvisar a Lei Certamente num projeto inequívoco Com quinze anos o menor eu punirei
O cidadão está cansado de penar Ante a impunidade trágica do crime Parece que o Estado lhe está a negar A liberdade despojada, tão sublime
Clamores incontidos da onda bravia Deixa todo cidadão estarrecido Sujeito a uma síncope ou apoplexia. Vencer o mal com a violência, faz sentido
Será como lançar um bote à sociedade O farol da liberdade que hoje agoniza A gente proletária em grã satisfação À nova lei que deu a decisão concisa
Na intrincada teia a pobre criatura Vítima d'algozes, tremenda covardia Um pária sem destino a manda à sepultura E ainda tem quem defenda tamanha vilania
Pagamos um bom preço, alto pesadelo Tragédias da barbárie, fazem repensar Entre ser justiceiro ou vítima do duelo Do crime sem igual, do quanto a meditar
São Paulo, 14 de fevereiro de 2007 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com E-mail: [email protected]
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As Musas
As Musas ...
Quando as musas não são par Daquilo que pretendemos Não conseguimos falar... Os sentimentos que temos!
CORAÇÃO ! Meu amigo, companheiro, coração Estás cansado de tanta luta, ilusão Não há espaço p'ra lazer, ou diversão Ininterruptamente estás em ação.
Sofres minhas dores, sofres minha pressão Ó companheiro de tantas caminhadas Não te dou descanso, nem nas madrugadas E, vou pedir-te, ainda, aguenta coração
Um pouco mais de dor, um pouco de emoção Porque a vida é linda, mesmo de ilusão Dá-me essa dádiva, concede-me perdão
Dos atos tresloucados, sofridos sem razão Tens batido convalido, sem satisfação Mas de ora em diante, dar-te-ei valoração !
À luz da verdade, desperta, desperta! Não sejas eterno escravo de ti mesmo Percorre teu próprio caminho, alerta! Quer na felicidade, na dor, ou a esmo A razão está ¹adstrita ao tempo e ao espaço E, nenhum abismo errôneo se levanta Senão sob uma falsa base, ou falso passo Os prazeres, são passageiros, a vida é santa Penetra fundo no legado do Criador P’ra encontrar o caminho reto, verdadeiro Qual espada de fogo ²cingindo o amor Dar o primeiro passo, não é difícil Os demais suceder-se-ão ao primeiro Num despertar, gracioso e senhoril ¹limitada; ligada ²rodeando; cercando São Paulo, 25/08/2011(data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com
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Chamativo (infantil)
Chamativo (infantil)
Batem palmas de mansinho Na soleira do portão Fui olhar quem por mim chama Com tamanha lentidão
Uma criança pequena Pede um pedaço de pão Faz dias que ela não come Está sem cor e expressão
Acolhi a criatura Mandei servir refeição Fiz tudo para mitigar Sua fome e aflição
Sua estória contou assim No mundo não tem ninguém Sua mãe chegou ao fim E seu pai, ao fim, também
Armando A. C. Garcia São Paulo, 03/04/2004 Visite: http://brisadapoesia.blogspot.com
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A Voz do Pensamento
A Voz do Pensamento
Posso calar minha boca Calo até meu sentimento Eu só não posso calar ... A voz do meu pensamento !
Sufoco minha emoção, Também calo a saudade, Silencío o coração! - Pensamento... é liberdade!
Calo todos os sentidos, Só o pensamento não. Fecho olhos e ouvidos - O pensamento ... é em vão!