Brasília
Brasília
Obra ufana, obra apoteótica
De Brasileiros, obra patriótica
Onde tudo é cor, movimento e beleza
Esplendendo ao mundo inteiro sua grandeza
Serás a força centrípeta do Brasil
Um grito de independência, o buril
Que a caminho de um grande destino
Te erigiu no planalto goianino
Oh! Brasília, como és bela, encantadora
Penetraste pela fauna e pela flora
Na esperança de ao mundo e ao povo Brasileiro
Fazeres da tua Pátria, um só canteiro!
São Paulo, 28/03/1964
Armando A. C. Garcia
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Do tempo sofrido
Do tempo sofrido
Que ventos são estes, dos tempos sofridos
Que passam agora zunindo ao ouvido
Tirando a paz, que estava comigo
Trazendo o agouro do tempo sofrido
Minha esperança nua, enfraquecida de vez
Ao sibilar da forte e brava ventania
Que vento gelado, que noite mais fria
O tempo fechado, vem chuva, talvez
A grande tempestade está dentro de mim
Desgoverno provocado do tempo sofrido
Não o do planeta por estar agitado
O descontrole climático a fuga sem fim
É o inverno, averno do dia esvaecido
No esteio da vida, psicanalisado
Porangaba, 20/01/2012
Armando A. C. Garcia
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Da Bigorna do Poeta
Da Bigorna do Poeta
Somos a forja, onde ao fogo, com martelo
Batemos qual ferreiro na bigorna
As palavras que na amplidão do prelo
Jóia esplêndida, que um dia nos retorna
Pela verdade, justiça e o direito
Na luz que espargimos às mãos cheias
Qual labareda que irrompe no peito
E, cingindo as almas, percorre as veias
Como a alma na bigorna é moldada
Nas estrofes levamos nossa inspiração
Ao mundo de geração desregrada
Iluminando de luz seu coração
Da bigorna do poeta, nascem rios
Crescem flores, nascem amores sem-fim
Idéias brotam histórias, forjam brios
A *trescalar olores, qual serafim
Luz da aurora a brilhar no horizonte
Enchendo o céu de cânticos afins
Planícies, mares, rios e montes
As flores do campo e dos jardins
Cumpre-nos lapidar a pedra bruta
Burilando faceta, por faceta
A bigorna é a mãe substituta
Onde forja a palavra do poeta !
Porangaba, 13/09/2011
Armando A. C. Garcia
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*exalar cheiro forte
Devaneios !
Devaneios !...
De vãs ilusões já vivi, na vida
E de falsas recordações, sofri
Meu fado, não enfada, nem convida
Mimos do pensamento em que te vi
Meus fados, pranto à margem fria
Inoportuna razão que me mitigas
Palpando o vento, nesta fantasia
Num mundo falso, cheio de intrigas
No qual viajo, cheio d' indiferença
Em ilusão, subo ao cume da glória
Aguardo em ti, extrema recompensa
Mil vezes te lembrei, nelas te beijei
Manejo a lei da sorte, viro a estória.
Meu bem, sem cura, o mal qu'em mim criei
São Paulo, 14/03/2012
Armando A. C. Garcia
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Desnudo
Desnudo
Desnudo de pudores e de intenções
Como te dizer das que em mim habitam
Como te falar, se emoções palpitam
Cheio de lembranças, de recordações,
No alvoroço, o desejo consumido
Pelo fruto gerado do saber
Qual fonte que mitiga sede e prazer
Restituindo ao nada, um sentido
Olvidando o reflexo da saudade
Numa ausência mal assimilada
O desejo se repete e me invade
Na vasta solidão do meu destino
Minha alma fica triste acabrunhada
No espelho onde não me descortino
São Paulo, 15-09-2006
Armando A. C. Garcia
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Bem Haja o Deus Criador !
BEM HAJA O DEUS CRIADOR !
Bem haja o Deus Criador
Das estrelas cintilantes
Que ao homem deu a mulher
P'ra serem eternos amantes
Bem haja o Deus Criador
Que o mundo inteiro conduz
E seu filho Redentor
Deixou imolar na cruz
Bem haja o Deus de amor
Cheio de Paz e ventura
Que nos deu sol e calor
O pão e a semeadura
Bem haja o Deus consagrado
Que nos deu tanta beleza
Neste mundo abençoado
De alegria e tristeza
Bem haja o Deus do infinito
Pelo mistério que encerra
Do seu sacrário bendito
Deu-nos o planeta terra !
São Paulo, 22/06/2006
Armando A. C. Garcia
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Da palavra nasce o verso
Da palavra nasce o verso
A poesia é uma inflexão
Que dá alma ao coração
Da palavra nasce o verso
Que molda e dá a figura
No sonho de cada um
Expressão do incomum
Nos escombros do poeta
Onde o verso é sua meta
Nem nos gestos nem na voz
Exprime a forma veloz
E um pensamento inútil
Dá a forma ao verso fútil
É um cego entre as veredas
Das palavras e sinônimos
Tudo é nada, nada é tudo
O tempo é seu escudo
São Paulo, 05/12/2011
Armando A. C. Garcia
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Digo-te Adeus !
Digo-te Adeus !...
Digo-te adeus, sem lenço branco na mão
Porém, com ela, de lágrimas umedecida
E em cada uma delas minha canção
De saudade e esperança prometida
Digo-te adeus... barco que se arroja ao mar
Digo-te adeus... na lágrima sentida
Que importa se parto sem destino do lar
Mesmo que não possa esquecer-te na vida
Parto, sem um adeus, ou mesmo, até já
Lançando ao rio as páginas vividas
Minha mágoa desolada, sobrestará
Como dádivas de amores antes sentidas
Na nebulosa travessia que singrei
Ver-me-ás percorrendo os oceanos
Só! No barco o mar inteiro, cruzarei
Sem ter onde aportar meus desenganos
Se a rota escolhida for o fim do destino
Debruçado em pensamentos o meu cais
Que importa a nós, se outra não atino
Mostra teu sorriso que não volto mais
Derradeiro adeus, aquele que olvidei
O rastro de meu batel o oceano apaga
Quis ser gentil e amável... me enganei
Cravei em meu peito esta vil adaga !
São Paulo, 21/04/2009
Armando A. C. Garcia
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Desejo !
Desejo !
Desejo que ao cruzar os maus momentos
Quando nada, mais nada te restar
Possamos nosso amor recomeçar
Por minúsculo que seja o crescimento
E, seja eu suficiente para te amar
Mas, se me esquecer, não guarde mágoa
Não chore porque teu choro é como água
E quem a bebe, nunca irá se saciar
E se tudo acontecer, e eu te desejar
Pobre de mim, dos cruéis desenganos
Não terem, o fim almejado, salutar
Foram delírios febris momentâneos
Sem estrutura alguma para amar
Num pedestal que não tinha supedâneos
São Paulo, 22/10/2009
Armando A. C. Garcia
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As Bordoadas da Vida
As Bordoadas da Vida
Nas bordoadas da vida
Nunca deixes-te abater
Mantém a cabeça erguida
Sê firme até morrer !
Vê que após a tempestade
Sempre o Sol volta a brilhar
Transposta a dificuldade
Voltarás a caminhar
Deus nos deu entendimento
E uma força superior
P'r vencer, cento por cento
As desventuras e a dor !
Defende-te a cada dia
Das ciladas, das rasteiras
- No calvário, viu Maria
As esperanças derradeiras
Nesta vida, a bordoadas
Todos nós estamos sujeitos
De tanto levar pancadas
Tornamo-nos mais perfeitos
Concorrem o bem e mal
Nas perspectivas da vida
Desarmonia universal
Desavença indefinida
Nada é inútil na existência
Tudo tem razão de ser
Sem o dom da *omnisciência
Temos muito que aprender
São Paulo, 06/09/2011
Armando A. C. Garcia
*que sabe de tudo; onissapiente
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