Que ventos são estes, dos tempos sofridos Que passam agora zunindo ao ouvido Tirando a paz, que estava comigo Trazendo o agouro do tempo sofrido
Minha esperança nua, enfraquecida de vez Ao sibilar da forte e brava ventania Que vento gelado, que noite mais fria O tempo fechado, vem chuva, talvez
A grande tempestade está dentro de mim Desgoverno provocado do tempo sofrido Não o do planeta por estar agitado
O descontrole climático a fuga sem fim É o inverno, averno do dia esvaecido No esteio da vida, psicanalisado
Porangaba, 20/01/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
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Extrema Razão
Extrema Razão
A alegria da vida, a pouco e pouco se esvai A cerviz vai-se curvando para o chão Em lânguido* delíquio,** extrema razão Enverga-se a fronte e a cortina cai
O corpo, já exangue caminha arrastado O que foi viço, força, pura energia Hoje, perdeu o galardão e a guia Vive, sem ânimo, à natureza prostrado
E, sem lamentos a esta desventura Sofre lívido nas garras do seu fado O que o destino reserva à criatura
Só peço ao Arquiteto do Universo Na amplidão deste soneto mal traçado, Dê sentido e razão a este meu verso !
A poesia é uma inflexão Que dá alma ao coração Da palavra nasce o verso Que molda e dá a figura
No sonho de cada um Expressão do incomum Nos escombros do poeta Onde o verso é sua meta
Nem nos gestos nem na voz Exprime a forma veloz E um pensamento inútil Dá a forma ao verso fútil
É um cego entre as veredas Das palavras e sinônimos Tudo é nada, nada é tudo O tempo é seu escudo
São Paulo, 05/12/2011 Armando A. C. Garcia
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Doutrinam na fé
Doutrinam na fé
Doutrinam na pseuda fé, nova esperança Como quem amassa o pão de cada dia Prometendo-lhes dias de bonança Que após troca de dízimos, geraria
Prometem no mundo alcançar vitória Como progresso e sucesso material Ao invés de no outro mundo, a glória O preço sublimado é paradoxal...
Manipulam a fé, negociam Jesus Cujo valor de franquia é ajustada Estimulam os pastores aos cofres seus. A palavra de Deus, é mera presepada
Poucos podem fugir ao cego ardil Pura magia, da fé, cruel engano Espalhadas no mundo, pelo Brasil Em turva façanha de atroz cigano
Meu Deus!... Por favor acorda Camarada Conduzem Teu rebanho à fazenda errada E Tu, lá do alto etéreo, não fazes nada... Não pões fim, ou na linha, essa cambada?
No Teu tabernáculo, Senhor, Deus Não permitas corruptas abominações Àqueles que vendem a alma e os céus Conjura-lhes as suas manipulações !
Porangaba, 31/03/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Declaração de Amor
Declaração de Amor
Moça ! Antes de dizer sim ou não Ouça primeiro o que diz meu coração Não deixe de escutar seu acalanto Não perca do amor tamanho encanto
Não dê asas demais à sua fantasia O amanhã pode ser tarde é outro dia O mundo é tão pequeno, conte as estrelas Não olhe o mundo, apenas das janelas
Quero abarrotar teus dias de carinho E de cada momento, um mundo de prazer Quero que sejas a dona do meu ninho
Quero em ti depositar todos meus louros Entregar-te em bandeja meu viver Até a eternidade todos os dias vindouros
São Paulo, 25/07/2007 Armando A. C. Garcia
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De ignomínia em
De ignomínia em...
De ignomínia em ignomínia ... Já o povo ficou acostumado Governo, sem qualidade apolínea Deixa p'ra lá, o desvio praticado
Quero sentir do teu corpo o veludo Carpir desejos de todos sonhos meus Quero sentir o roçar dos seios teus Persuasão que alivia o conteúdo
Fino cristal a tilintar em meus dedos Espuma que o mar lança à areia da praia Quero-te desnudar, sem blusa, sem saia Mesmo que tenha de subir serras ou penedos
E, se a razão do amor em tal consente Quero-te, alegre e jovial, não descontente Junto a mim, na vida e na eternidade
Pois és tu, a alma gêmea que invade Meus pensamentos desde a tenra idade E por isso, amar-te-ei, eternamente.