Amofina nossa própria opinião Solapa aos poucos nossa liberdade Levando seu ideal, como missão Num enigma de intriga e falsidade
Castra a democracia, impondo ditadura Cassa direitos, ferindo a constituição E sem eles, a segurança é imatura De expor a verdade, não haverá permissão
Sem medir conseqüências do vil destino Prepara a jornada cheio de confiança Iludido na revolução em desatino Que o proletariado no clamor alcança
Ele, que na Rússia onde nasceu foi extirpado Por razões que o mundo inteiro bem conhece Sem pensar numa traição o malfadado Está para estas paragens em decisão
A liberdade de imprensa sofrerá censura A propriedade privada alvo de invasores Tem um cheiro de ranço e de impostura O decreto que extingue tais valores
A constituição nunca é defendida Por aqueles que juraram ao promulgá-la Sem orgulho patriótico em sua vida Nos momentos agonizantes de salvá-la !
Não se habituou o mundo Às ironias sem par Uns, tal farrapo imundo Outros, dinheiro a sobrar
Eu só queria entender Essa tal desigualdade Se é do jeito de viver, Ou se é mesmo crueldade
O valor foi superado No saber e na idade O problema é delicado, Só por falta de vontade.
A sociedade é culpada De tamanha hegemonia Já diz a bíblia sagrada Come o pão de cada dia
O homem, esse vilão Seu coração não alcança Repartir todo seu pão Com amor e esperança
Piedade e clemência Importantes nesta vida Sabedoria e consciência Dão ao mundo outra guarida
São a fonte importante Que emana do coração Capaz de levar avante Este mundo de ilusão
Fortuna mal empregada É qual pedaço de terra Sem a semente jogada Nenhum proveito encerra
Eu só queria entender Porque o mundo não se irmana P'ra todo Ser poder ter Trabalho e uma cabana
São Paulo, 02/11/2005 Armando A. C. Garcia
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Ditosa Magia
Ditosa Magia ...
Tinha uma certa magia, Quando na rua passava Um sorriso de alegria Que todo mundo encantava
Essa cabocla atraía Todos os olhares para si Quis fingir que não a via Ao final, não resisti
Eu confesso que não sei Porque fingia não vê-la Só meu desejo freei Ao impulso de ser dela
Simulei p'ra disfarçar Ao meu desejo sagaz, Com vontade de agarrar E dela, correr atrás
Finalmente compreendi Que eu, sentia o amor Que meu destino, era ali Ao lado daquela flor
Seus impulsos de magia Esperança que me alcançou Foi sonho, sem fantasia Que o meu mundo mudou
Cada minuto que passa Tem o clarão da alvorada É o esplendor, é a graça Do destino, a nomeada
São Paulo, 20/03/2012 Armando A. C. Garcia
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ENTREI NO SITE DA VIDA
ENTREI NO SITE DA VIDA
Entrei no site da vida Sem medir conseqüência Vi minha odisséia perdida Por tamanha displicência
Deparei-me com horrores Banalidades sem fim Alguns falando de amores Outros só de coisa ruim...
Vi juventude perdida No álcool e na droga E, outra mais destemida Na igreja e sinagoga
Senti cansaço e alegria Na fantástica disputa Da luta do dia a dia Germinada e resoluta
No site da evolução O homem vai-se moldando E adapta o coração E sai do mundo nefando
Prepara a sua jornada Sai do nefasto e do mal Em decisiva caminhada Ao plano espiritual.
São Paulo, 25/03/2009 Armando A. C. Garcia
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É na paixão
É na paixão
É na paixão, que o amor se transfigura E nessa conjunção de tons perfeitos Quando em silêncio se recolhe a ternura Que se abrem os lençóis de amplos leitos
Passe de magia, ou verso no papel As ondas se confundem, o mar se agita E o passe e repasse é entre ela e ele E o coração no peito em ambos palpita
Entregam-se ao gozo de suas virilhas Como quem não liga se é dele ou de quem é Bebem-se no cálice de suas trilhas
Suas línguas devoram os lânguidos lábios Naquele lugar perdido, ninguém os vê Pois lá não chegam nem pensamentos sábios
Perplexo de extravasar os sentimentos O poeta num dia de ira e rancor Mandou o mundo, sem outros argumentos Buscar no horizonte, uma nova cor.
Cansado de cantar em verso e prosa O matiz de cores que a vida mesclou, Preferiu o olor perfumado de uma rosa A outra Rosa, mulher.; por si deixou.
E abraçando os espinhos perfumados Com que a natureza a esta dotou, Sentiu seus peitos menos perfurados, Que nos da Rosa, que antes abraçou !
São Paulo, 02/07/1977 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Êxtase
Êxtase
À tarde quando o aroma fresco das montanhas Descia em catadupas até ao vale Seu perfume penetrava nas entranhas De minha alma em êxtase original
As sombras dos picos, caíam até às fraldas Trazendo o perfume inebriante do alecrim E do alfazema, em coroa de grinaldas Como homenagem da natureza até mim.
A bruma da tarde trazia o gorjeio Dos últimos trinados dos passarinhos Como falando boa noite, em seu gorjeio Antes de se recolherem em seus ninhos.
A lua em novilúnio, merencória Banhava com seus raios tênues do luar Prados e montes que em sua trajetória À noite do alto, pode iluminar.
E a minha mente, poética, enlevada Levou aos céus uma prece fervorosa Para que a alma dos poetas amargurada, Seja ela, eternamente, mais ditosa
São Paulo, 06/04/1964 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com