De ignomínia em
De ignomínia em...
De ignomínia em ignomínia ...
Já o povo ficou acostumado
Governo, sem qualidade apolínea
Deixa p'ra lá, o desvio praticado
São Paulo 29/03/2008
Armando A. C. Garcia
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À luz da verdade (soneto)
À Luz da Verdade (soneto)
À luz da verdade, desperta, desperta!
Não sejas eterno escravo de ti mesmo
Percorre teu próprio caminho, alerta!
Quer na felicidade, na dor, ou a esmo
A razão está ¹adstrita ao tempo e ao espaço
E, nenhum abismo errôneo se levanta
Senão sob uma falsa base, ou falso passo
Os prazeres, são passageiros, a vida é santa
Penetra fundo no legado do Criador
P’ra encontrar o caminho reto, verdadeiro
Qual espada de fogo ²cingindo o amor
Dar o primeiro passo, não é difícil
Os demais suceder-se-ão ao primeiro
Num despertar, gracioso e senhoril
¹limitada; ligada ²rodeando; cercando
São Paulo, 25/08/2011(data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Cuidado !
Cuidado ! ...
Meu povo tome cuidado
Promessas mirabolantes...
Tem muito estelionatário,
Dando golpes constantes.
Com propaganda em Tvs
Até em horário nobre !
Com grande desfaçatez,
Loucos em te deixar pobre .
Já diz o velho ditado
- Cuidado e caldo de galinha
Nunca fez mal a ninguém-.
O dinheiro é bem guardado
Na posse de quem o tem.
Certo o governo Mineiro
Certas práticas, proibindo
Protege ao povo, o dinheiro
Senão... no conto vai caindo
Por isso eu digo cuidado!
Cuidado, p'ra mim também...
Está cheio de safado
Querendo o que a gente tem.
São Paulo, 26/09/2004
Armando A. C. Garcia
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DA EVOLUÇÃO DO HOMEM
DA EVOLUÇÃO DO HOMEM
Os avanços da evolução do homem
Retrocedem na moral e na honestidade
A inteligência nas trevas da promiscuidade
E os esforços de vontade se consomem
O grau do intelecto na mente perturbada
Não o afasta da degradação moral
Aniquilando a alma ao lodaçal
Recuando da glória destinada
A perversidade suplanta o Bem
A calmaria deu azo à tempestade
À falta de caráter, à crueldade
Confiante na impunidade, vai além.
Contudo, se engana a justiça da Terra
Tal flagelo, não ocorre nos céus
Porque justa, é a providência de Deus
E o ingrato, a ela não pode fugir
Está longe do ideal nossa evolução
Os sentimentos cheios de instintos
Emergem da falta de educação
E levam suas almas aos labirintos
Com nosso avanço moral corrompido
Pelas sensações nefastas e *aziagas
Nosso espírito permanece combalido
Ao invés de depurar suas chagas
Temos a evolução Global e a Espiritual
Daquela, fazemos parte no todo Universal
Desta o todo, somos nós em espiral.
Vamos praticar o Bem, abolindo o mal.
Porangaba, 19/05/2011
Armando A. C. Garcia
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Depois
Depois ...
Depois do amor imenso que te dei
Onde os gemidos noite afora, vela acesa
Surge agora um pranto de tristeza
Envolto no desencanto que não divisei
Guardo no escrínio das recordações
Os dias de consolo os dias de alegria
Que nós vivemos cheios de emoções
Que mitigam hoje a falta de harmonia
Às algemas que no áspero caminho
Quase exânime nos ombros carreguei
Brando e discreto a dor carreguei sozinho
E no silencio das sombras suportei
As lembranças do amor em desalinho
São sonhos do amor que em ti deixei
São Paulo, 22/06/2009
Armando A. C. Garcia
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Desabafos !
Desabafos !...
Denúncias, quantas fiz, estou cansado
Ninguém demonstra interesse ou civismo
Leituras exíguas, ninguém preocupado
Com a fome que campeia, sem altruísmo
Se forem poemas profanos, indecorosos
De Mil leituras será pouca a estimativa
O verso é pobre, se não for contencioso
-É lúgubre e rouco, qual barco à deriva
Se desfaz o alento, duvidoso e incerto
Sofremos mudos a inimiga violência
O medo esfria o ânimo, qual desconcerto
Como Seres oprimidos sem inteligência
Sociedade. É ora de despertar de vez
O salário miserável do trabalhador
Ignomínia de moral e honradez.
- Injustiça social, quem é o causador ?
Desigualdade, que faz vergonha sentir
Ao cidadão honesto e cumpridor
Que paga seu tributo no pão e no vestir
E no abdutor da miséria a carpir
Até quando, um país rico e soberano
Cheio de ouro e pedras preciosas
Submete seu povo em vil engano
Esperanças que não vêm, e viram prosas
Liberdade, onde está a tua aurora
Que na esfera humilde, não raia mais...
Liberdade! o que será de nós agora...
Ó pátria, amor.; o barco parte do cais.
Se de radiosas virtudes és fadada
Do teu chão jorra riqueza e fartura
Ferro, prata, ouro puro em tonelada
- Porque não dar a teu povo mais ventura?
Teu presidente, falou em tom jocoso
"-... Preciso tomar conta do rebanho,
senão as reses se perdem nestes 8.500 Km."
- Pascenta em solo nobre, vil rebanho
Pasmem, ante o espetáculo inédito
Teve um, para quem o odor dos cavalos
Suplantava o dos humanos, em seu edito ...
Surge outro, agora, que a seus vassalos
Chama de reses, ou até, pior às vezes
Quem sabe, se esparsas do rebanho
- Não lograrão melhora, os camponeses
E a classe média em todo o seu tamanho
Brilha a tela no pincel da fantasia
No teu manto ó Pátria acolhe meu clamor
Cobre com raios de sol e de alegria
Que surja em Ti o grande Libertador
Os grilhões da miséria e desventura
São o ergástulo mais ingente e impiedoso
A que pode ser jungida à criatura.
- Não basta o governo ser caridoso
Para o povo ter dignidade, o salário
Deve ser decente, ético e racional
Para não desvanecer o operário
E dar tranqüilidade à paz nacional !
Oh! vós lá de Brasília Despertai
sem medir o fausto luxo desmedido
É ora, em nome do povo acordai
Vosso salário é dele, povo abstraído.
O povo não mais confia na justiça
- Face à pena ter aplicação empírica
O que faz crescer em nós a grande liça
Gerada pela impunidade satírica
Benesses cedidas com dano à sociedade
Em prol do assassino e do ladrão
Caiu conceito da justiça - honestidade
Probidade, integridade e retidão
Há uma inversão de valores a inverter
Para que a auto estima do povo brasileiro
Não se deixe mais oprimir. E, subverter
o submundo ao trabalho rotineiro.
Para transformar esta sociedade
Em algo útil, saudável e aceitável
Para servir de orgulho e prosperidade
A futuras gerações, legado inabalável.
São Paulo, 07/02/2007
Armando A. C. Garcia
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Eis o que faz de nós este Governo !
Eis o que faz de nós este Governo !
Amofina nossa própria opinião
Solapa aos poucos nossa liberdade
Levando seu ideal, como missão
Num enigma de intriga e falsidade
Castra a democracia, impondo ditadura
Cassa direitos, ferindo a constituição
E sem eles, a segurança é imatura
De expor a verdade, não haverá permissão
Sem medir conseqüências do vil destino
Prepara a jornada cheio de confiança
Iludido na revolução em desatino
Que o proletariado no clamor alcança
Ele, que na Rússia onde nasceu foi extirpado
Por razões que o mundo inteiro bem conhece
Sem pensar numa traição o malfadado
Está para estas paragens em decisão
A liberdade de imprensa sofrerá censura
A propriedade privada alvo de invasores
Tem um cheiro de ranço e de impostura
O decreto que extingue tais valores
A constituição nunca é defendida
Por aqueles que juraram ao promulgá-la
Sem orgulho patriótico em sua vida
Nos momentos agonizantes de salvá-la !
São Paulo, 12/01/2010
Armando A. C. Garcia
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Cartões Corporativos
Cartões Corporativos
Todo mundo tem cartão
Para gastar à vontade
E o pobre do ancião
Já do pão, sente saudade !
Nos cartões corporativos
Ministra gasta sem freio
Da igualdade, sem motivos
Usou-o p'ra todos os meios
Vejam só a confusão
Que o cartão lhe causou
No free shopping sem razão
O particular... pagou
Estressada com o peso
Sua bolsa balançou
- Nas compras sair ileso
O salário que ganhou
Mas nessa tal de confusa
Muito dinheiro gastou
Pouco brasileiro usa
Ganhar o tanto que esbanjou
Foi cerca de quinze mil
O desperdício mensal
- Não tira cinco, em dez mil
Que ganhe salário igual.
Inda em Brasília um Reitor
Meio milhão dilapidou
No apartamento. E o pior...
Descoberto... o entregou !
A farra é generalizada
Para gastar quanto quer
Se não houver uma parada
- O que nós vamos fazer?
Aos Senadores honrados
Meu preito de gratidão
Acabem com os safados
Antes que acabe a Nação.
Descalabros às centenas
Primeiro e segundo escalão
Roubo não. Desvio apenas
- Esse pessoal, não rouba, não.
Até no terceiro escalão
Num só dia, gasta mais
Que ganham Pedro e João
Trabalhando o mês inteiro
Diferenças... tão desiguais!
Gastos, desproporcionais
P'ra quem já tem bom cachê
Nosso povo, é bom demais
Resolve na rádio e TV
Falta moral e civismo
Vergonha e educação
Falta até cavalheirismo
Que honre a nossa Nação
Por favor, chega de nós...
Conchavos ou acordões
- O povo legou a vós
Pôr um freio nos ladrões !
São Paulo, 14/02/2008
Armando A. C. Garcia
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C’est Fini !
C'est Fini !
Já vacila duvidoso, o amor falece
Outros braços, outros beijos tu aspiras
Outro peito radioso te aparece
Por meus atributos não mais suspiras
Embora esta dor atinja o meu peito
E a tristeza compartilhe este pranto
Meus dias correrão de distinto jeito
Quanto aos teus, melhor sorte, não garanto
Quando o amor perde o encanto, expira
O momento que se segue é o desencanto
Mágoa pungente, tormento que dói tanto
Nas ruínas dos despojos deste amor
O vento e o mar viram a luta e o fragor
Vêm a dor final que o coração suspira !
São Paulo, 15/10/2011
Armando A. C. Garcia
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Á r v o r e s
Á r v o r e s
Árvores velhas, seculares, árvores fortes,
Que dais sombra e descanso aos viandantes,
Que dais frutos e dais flores vicejantes,
Árvores pequenas e grandes, de todos portes
Árvores que abrigais as avezinhas
Que sois o berço dos poetas voadores
Onde canta o rouxinol, entre as flores
E gorjeiam o sabiá e as coleirinhas
Árvores frondosas, riqueza natural
Sois a beleza dos campos e do jardim
Atavio profícuo das selvas sem fim
A maior de toda a beleza universal
Árvores grandes, troncos nus, verdes ramos
Onde os melros e as rolas fazem ninho
O sábia, o pintassilgo e o canarinho
E outros mais que aqui nós não citamos
Árvores pequenas, lindas e floridas
Perfumadas, e com frutos naturais
Coqueiros, cajueiros e laranjais
Árvores verdes, amarelas e garridas.
Árvores, árvores fortes que sois vida
Troncos que dais madeira, que dais borracha,
Troncos que dais cortiça, que dais a acha
Árvores que dais as vidas, de vossa vida.
São Paulo, 1964
Armando A. C. Garcia
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