Ver-nos-emos, certamente Em caminhos paralelos Eu, sorrindo, descontente. Tu, com dor de cotovelos !
São Paulo, 24/03/2008 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Estrada Pedregosa
Estrada Pedregosa
Estrada pedregosa no curso da vida Difícil de transpor, intricado percurso Aluvião de pó a revolutear tangida Pelo vento, que põe o veleiro em curso
O mesmo que toca moinhos de vento Estrada pedregosa que pesa e contrista A longa caminhada, o douto pensamento Diadema de esperanças que o ser conquista
Espiral dos sonhos, de idéia e ambição Alento de brandura, após virtual castigo Havemos de arrancar-lhe o fel da ingratidão
E dar à humanidade estrada sem perigo Em vez de problemas, haja solução E aquele que te odeia, seja teu amigo
A alegria da vida, a pouco e pouco se esvai A cerviz vai-se curvando para o chão Em lânguido* delíquio,** extrema razão Enverga-se a fronte e a cortina cai
O corpo, já exangue caminha arrastado O que foi viço, força, pura energia Hoje, perdeu o galardão e a guia Vive, sem ânimo, à natureza prostrado
E, sem lamentos a esta desventura Sofre lívido nas garras do seu fado O que o destino reserva à criatura
Só peço ao Arquiteto do Universo Na amplidão deste soneto mal traçado, Dê sentido e razão a este meu verso !
Eu quero que tu me pegues Para puder-te abraçar Estou esperando que me pegues Para puder-te beijar
Eu quero que tu me pegues Também, quero te pegar Já cansei de esperar Mas tu, não vens me pegar
Vou trocar de pegador Já que não vens me pegar Estou esperando teu amor Mas tu, não vens me pegar
O que ocorre no pedaço Que tu, não vens me pegar Estou esperando teu abraço Tu, o deixas esfriar
Não sei se tu és chegado Numa canja de galinha Diz a bíblia ser pecado Do outro lado da linha
Se assim não for, te espero Eu, quero que tu me pegues És a coisa que mais quero Pra beijar-te, muitas vezes
Eu quero que tu me pegues Tua pegada é esperança Espero que tu não negues O glamour que o fogo alcança !
São Paulo, 28/04/2012 Armando A. C. Garcia
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ESTRELA
ESTRELA
Reluzente estrela, luz do meu caminho Não és a luz que se consome ou se esvai Mas o farol que clareia o nosso ninho Quando a tristeza bate e a noite cai
És a flor da primavera, o sol do amor A imensidão do mar, o canto da sereia O áureo caminho, a esperança e o calor O sol que rútila e se espraia na areia
O repouso, o afeto e o sutil carinho És o brando arminho o amor predileto Rogativa ardente me chama a seu ninho E eu louco de amor, não sei ser discreto
És a brisa suave por dentre os pinhais O roseiral que chora a rosa colhida O aroma da rosa, o pipilar dos pardais O perfume da flor na estrada da vida.
Tu és enfim a estrela que ilumina Meu coração apaixonado e feliz Tens no sangue a natureza messalina Tens em ti o colírio, a cor e a matiz
São Paulo, 15/07/92 Armando A. C. Garcia
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Devaneios !
Devaneios !...
De vãs ilusões já vivi, na vida E de falsas recordações, sofri Meu fado, não enfada, nem convida Mimos do pensamento em que te vi
Meus fados, pranto à margem fria Inoportuna razão que me mitigas Palpando o vento, nesta fantasia Num mundo falso, cheio de intrigas
No qual viajo, cheio d' indiferença Em ilusão, subo ao cume da glória Aguardo em ti, extrema recompensa
Mil vezes te lembrei, nelas te beijei Manejo a lei da sorte, viro a estória. Meu bem, sem cura, o mal qu'em mim criei
Dilui meus pensamentos Nas profundezas do mar Cansado dos fingimentos P ra não mais, capitular
Pus um fim nos sofrimentos Que vinha a dissimular Para não ter mais tormentos E da vida te apagar
São Paulo, 15/05/2005 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http:brisada poesia.blogspot.com
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Doutrinam na fé
Doutrinam na fé
Doutrinam na pseuda fé, nova esperança Como quem amassa o pão de cada dia Prometendo-lhes dias de bonança Que após troca de dízimos, geraria
Prometem no mundo alcançar vitória Como progresso e sucesso material Ao invés de no outro mundo, a glória O preço sublimado é paradoxal...
Manipulam a fé, negociam Jesus Cujo valor de franquia é ajustada Estimulam os pastores aos cofres seus. A palavra de Deus, é mera presepada
Poucos podem fugir ao cego ardil Pura magia, da fé, cruel engano Espalhadas no mundo, pelo Brasil Em turva façanha de atroz cigano
Meu Deus!... Por favor acorda Camarada Conduzem Teu rebanho à fazenda errada E Tu, lá do alto etéreo, não fazes nada... Não pões fim, ou na linha, essa cambada?
No Teu tabernáculo, Senhor, Deus Não permitas corruptas abominações Àqueles que vendem a alma e os céus Conjura-lhes as suas manipulações !
Porangaba, 31/03/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Esperança !
Esperança !
Minha alma ainda sustenta a esperança De voltar a ver aquele bem tão desejado Nem que seja uma tormenta ou um pecado Nela repousa minha última lembrança
Suspiros, lamentos, o preço do desejo Paixão, emoção, fogo que dilacera Desatino de amor, sonho, quimera Sentimentos que crescem de sobejo
A dor que sufoca o meu peito triste Só nela encontra alívio e consolo E se no sentimento o amor esmolo É porque o amor no peito ainda persiste
Se morto na aparência, o mal condena Penitência minha, desculpa extinta Pois não resta do amor que eu não sinta Na memória a razão de dor e pena
Resistência, pena cruel, tormento Venenos de amor que o coração sorve No silêncio repousado que absorve Saudade do perpétuo sentimento
O socorro, a aflição, ninguém procura Porque falta à minha alma contentamento E se a causa é eterno esquecimento Quanto resta desta minha desventura
Não há tormentas que o amor não vença Nem lágrimas de fel que amedronte Quando é forte nada dobra a sua fronte E perdoa esquecendo agruras e ofensa
Esquece dos espinhos e amargores Dos prantos derramados soluçando Mesmo com a alma tristonha e chorando O coração suplanta todas as dores!
São Paulo, 14/04/2003 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com