Esperanças
Esperanças
Ó quantas tive ao longo desta vida
Hoje sinto o peso das lembranças
Pena cruel que lhe dá guarida
No refúgios das ternas esperanças
E no caminho da mágoa de quem sente
No coração o peso de tal ferida
Representa ou uma paixão latente
Ou uma desesperança imerecida
Ressuscita qual sonho das lembranças
Pensamentos de fantasia pura
Se o sonho se firma na esperança
Vivo feliz enquanto o sonho dura
20/12 2003
Armando A. C. Garcia
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Eu só queria entender
EU SÓ QUERIA ENTENDER...
Não se habituou o mundo
Às ironias sem par
Uns, tal farrapo imundo
Outros, dinheiro a sobrar
Eu só queria entender
Essa tal desigualdade
Se é do jeito de viver,
Ou se é mesmo crueldade
O valor foi superado
No saber e na idade
O problema é delicado,
Só por falta de vontade.
A sociedade é culpada
De tamanha hegemonia
Já diz a bíblia sagrada
Come o pão de cada dia
O homem, esse vilão
Seu coração não alcança
Repartir todo seu pão
Com amor e esperança
Piedade e clemência
Importantes nesta vida
Sabedoria e consciência
Dão ao mundo outra guarida
São a fonte importante
Que emana do coração
Capaz de levar avante
Este mundo de ilusão
Fortuna mal empregada
É qual pedaço de terra
Sem a semente jogada
Nenhum proveito encerra
Eu só queria entender
Porque o mundo não se irmana
P'ra todo Ser poder ter
Trabalho e uma cabana
São Paulo, 02/11/2005
Armando A. C. Garcia
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Extrema Razão
Extrema Razão
A alegria da vida, a pouco e pouco se esvai
A cerviz vai-se curvando para o chão
Em lânguido* delíquio,** extrema razão
Enverga-se a fronte e a cortina cai
O corpo, já exangue caminha arrastado
O que foi viço, força, pura energia
Hoje, perdeu o galardão e a guia
Vive, sem ânimo, à natureza prostrado
E, sem lamentos a esta desventura
Sofre lívido nas garras do seu fado
O que o destino reserva à criatura
Só peço ao Arquiteto do Universo
Na amplidão deste soneto mal traçado,
Dê sentido e razão a este meu verso !
Porangaba, 17/08/2011
Armando A. C. Garcia
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Embriagada de dor !
Embriagada de dor !
Embriagada de dor !
Minha alma tão sofrida
Qual esboço de pintor
Marcou a minha partida
Algo profundo e tão belo
Emoção que desconheces
No imaginário castelo
Que deu azo a tuas preces
Incapaz de amar o sonho ...
A teu pesar... fugaz luxuria
Talvez um temor medonho
Próprio de tua *melúria
Manejaste a lei da sorte
Lá nos campos de Cúpido
Jogaste a minha na morte
Sem ao amor dar ouvido
Deste horror eu tenho pena
À que, **louçã me parecia
Triste ilusão, triste cena
Foi um sonho, fantasia
Esperança abandonada
Cruel arma do destino
Onde o peito e alma brada
E a fronte, ao fado inclino !
São Paulo, 04/03/2009
Armando A. C. Garcia
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* Pessoa dissimulada
** Graciosa, gentil
EU QUERO !
EU QUERO ! ...
Eu quero mostrar ao mundo
Nem que seja num segundo
Toda a minha solidão
Eu quero que o mundo veja
P'ra que ninguém tenha inveja
Deste pobre coração
Que sofre dia após dia
Calado... ninguém podia
Imaginar tal razão
Eu quero que cada qual
Não queira eu, como igual
No sabor duma paixão
Há quanto tempo sofria
Sempre na mesma agonia
O meu pobre coração
Eu não sei o que diria
Nem sequer o que faria
No silêncio da paixão.
Eu quero mostrar ao mundo
Como mostrei num segundo
O frio da solidão
P'ra que cada qual acorde
A maçã quando se morde
Pode dar sofreguidão!
São Paulo, 24/09/2004
Armando A C. Garcia
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Olá pessoal !
Olá pessoal !
Olá pessoal ! Desculpem minha ausência
Sérios problemas tiraram-me a paciência
E sem ela, sem paz de espírito, impossível
Aspirar a poesia, que no ar paira invisível
Mas aqui estou, novamente, para dar o recado
Que Deus me outorgou liberto do pecado
Para levar até vocês nesta rude poesia
Algo sobre o amor, a verdade e a alegria
E na grandeza sublime de caminhar
Com coração limpo e pulmão cheio de ar
Ter na alma a esperança da Luz maior
Aquela, que eleva o homem ao Criador !
Porangaba, 16/06/2012
Armando A. C. Garcia
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Enquanto houver amizade
Enquanto houver amizade...
Enquanto houver amizade
Há um fundo de verdade
Edificando no mundo
Um sentimento profundo
De paz, tolerância e amor
Fazendo a vida melhor
Sem violências sociais
No amor, somos iguais
Entendimento e harmonia
A amizade o irradia
O tempo passa, envelhece
A amizade permanece
É único cada amigo
Seja novo, seja antigo
Que devemos preservar
Defender e resguardar
Um amigo de verdade
É um irmão na mocidade
Já na idade madura
É um bálsamo, uma uva
Sempre pronto a ajudar
Nas aflições nos salvar
Enquanto houver amizade
Ninguém morre de saudade
A amizade é uma benção
É de Deus uma *elação
Quem tem amigos, tem tudo
Quem os não tem, é tal mudo
Um amigo de verdade,
Usa de sinceridade
De lealdade e **lhaneza
É um irmão, com certeza
Ponderai na imensidade
Quando triunfa a verdade
Amizade é uma ventura
E vive, após sepultura
Fato público e notório
Não morre no crematório
Nem de motivo terceiro
Se o afeto é verdadeiro
Um amigo de verdade
Eu tinha... Deus o levou
Hoje, ficou a saudade,
Tudo... que dele me restou
São Paulo, 07/10/2011
Armando A. C. Garcia
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*sublimidade
**franqueza; lisura
É na paixão
É na paixão
É na paixão, que o amor se transfigura
E nessa conjunção de tons perfeitos
Quando em silêncio se recolhe a ternura
Que se abrem os lençóis de amplos leitos
Passe de magia, ou verso no papel
As ondas se confundem, o mar se agita
E o passe e repasse é entre ela e ele
E o coração no peito em ambos palpita
Entregam-se ao gozo de suas virilhas
Como quem não liga se é dele ou de quem é
Bebem-se no cálice de suas trilhas
Suas línguas devoram os lânguidos lábios
Naquele lugar perdido, ninguém os vê
Pois lá não chegam nem pensamentos sábios
São Paulo, 03/03/2010
Armando A. C. Garcia
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Conversando com a natureza
Conversando com a natureza
Devemos conversar com a natureza
É dela que nossa vida provém
Irradia esplendor e singeleza
A natureza é a segunda mãe
Modera, abranda e serena a alma
Dá paz, concórdia e harmonia
Conversar com a natureza acalma
Pelo frescor que dela irradia
É a fonte de riqueza, que nos dá
O alimento, que chega à nossa mesa
A água límpida e pura, lá está
Borbotando, harmônica, coesa
Sua exuberante flora, é um jardim
Onde a sinfonia das aves a trinar
Regidas pela imensidão sem fim
Há milhões de anos ecoam pelo ar
Sem pedir nada em troca, tudo nos dá
Sê gentil, conversa com a natureza
Ela, que tudo gera, e um dia quiçá...
Recolhe-nos ao ventre, cheia de nobreza !
São Paulo, 03/10/2011
Armando A. C. Garcia
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CORAÇÃO !
CORAÇÃO !
Meu amigo, companheiro, coração
Estás cansado de tanta luta, ilusão
Não há espaço p'ra lazer, ou diversão
Ininterruptamente estás em ação.
Sofres minhas dores, sofres minha pressão
Ó companheiro de tantas caminhadas
Não te dou descanso, nem nas madrugadas
E, vou pedir-te, ainda, aguenta coração
Um pouco mais de dor, um pouco de emoção
Porque a vida é linda, mesmo de ilusão
Dá-me essa dádiva, concede-me perdão
Dos atos tresloucados, sofridos sem razão
Tens batido convalido, sem satisfação
Mas de ora em diante, dar-te-ei valoração !
São Paulo, 04/11/2010
Armando A. C. Garcia
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