Estou à porta deste mar que se agiganta À minha frente, mais que o sol no horizonte Onde o vagalhão da onda forte se levanta Onde o forte é fraco, quando ele se enfurece
Lá, no clarão da noite, o brilho das estrelas Nas noites tenebrosas, desesperos mudos, Sibilam os ventos no furor das águas Que não dão trégua à fúria que as domina
Precisa pedir à sorte, um consolo na desdita Os fenômenos da natureza ninguém dita Nem na grandeza dos astros no vasto céu Nem na fantástica desventura, creio eu.
A sensação do bem em que consiste Senão num estímulo físico *aferente À qual a felicidade dá auguro latente E enxuga a lágrima daquele que está triste
É tal primavera esplendorosa Que, com certeza coexiste em cada ser É a palavra sublime e carinhosa A sensação do bem, é o bem viver
Tem na essência o perfume delicado E cabe no peito de qualquer ser humano Benefício que deve ser multiplicado
Levando a alma ao patamar angelicano Ante o caminho do bem purificado Que nos conduz ao logradouro olimpiano
São Paulo, 28-08-2012 (data da criação) Armando A. C. Garcia
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Último Sonho
Último sonho !
A única "coisa" que podia ter de ti, Era o sonho, vejo agora, que a perdi Por longos anos o sonho extravasou Latente as fronteiras de minha fantasia Almejei prender o tempo para te esperar Mais uma vez, o coração quis me enganar
Reconheço, são as circunstâncias da vida Que não se curvam, nem ao frio, nem ao vento Tortura implacável, tremendo sofrimento Infinita dor, profunda, insatisfeita É como se sobre um leito alcatifado Alguém esperasse alguém, sem ser amado
Devagarzinho, e aos poucos foi morrendo O sonho que sonhei, e que tu mataste Ele era a mansidão, a estrela, o caminho Mas, naufragou meu sonho de esperança E com ele, na mesma água o meu carinho Meu sonho, conseguiu esta vingança.
Alguns, põem tanta avidez no que desejam Que pisoteiam em gente, como num lagar Se pisoteiam as uvas, para fazer o vinho. Sua ostentação demonstra que ensejam Ser a peça principal em qualquer lugar, Não importa se o ser humano é capachinho
É a total ausência objetiva do direito É o obter, por finalidade um resultado Que satisfaça suas aspirações, seus fins Mesmo que redundem, pra outros em mal feito Seus interesses inconfessáveis, de outro lado, São indiferentes, em sua ânsia sem confins.
São Paulo, 24/08/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Fragmentos - II
Fragmentos - II
Treva monstruosa, que o mundo infesta Empáfia gente que não olha onde pisa É uma humanidade que só pensa em festas Roupas de grife e uma boa camisa
Falam da pátria sem presença e civismo Falam de amor, só em sexo pensando A sua atitude é de puro egoísmo Crise de expressão qu’estão fragmentando
Há um vácuo espiritual em cada ser Se estou errado, alguém me contradiga Na vida, seu nome é alguém, um qualquer Cruzam o tempo, sem oração, sem fadiga
O curso de suas vidas, flui no presente Os livros de Deus não têm mais as letras É a dissolução do amor, o inferno ausente É este o homem de hoje, com seus et cetras
Quando penso em ti, parece que existe A esperança tão pensada que consiste Em ser de ti, e viver sempre a teu lado Desatando os nós do destino em nosso fado
Mas nenhuma força humana pode conter O fadário que no mundo, o outro tiver Quais correntezas em vagas furiosas No marulhar de ondas perigosas
Quero de volta os pensamentos que sonhei Viver no outro mundo, não no que acordei Sê tu, o licor, a iguaria do amante Das noites de outrora, hoje, tão distante
Solta as vertentes que tens adormecidas Nos sentidos das sombras contraídas Vem ser feliz, mesmo que tardia a hora Vem amor meu, não me olvides, agora !