Porque rejeitais tanto os meus quereres O que quereis de mim, minha senhora Vós que sois a fonte excelsa dos prazeres Volvei para mim, vosso amor de outrora
Deixai-me desfrutar de novo esse convívio Vós que em tempos passados, amar-me dizíeis Vossa presença, será para mim um alívio Deleitar-nos-emos o quanto poderíeis
Assim senhora, provareis que me amais Como amantes que fomos, noutras eras Com vosso desejo, amar-me-ás, inda mais
Deixa que teu coração ao meu se renda E vós, que me recusais em todas as esferas Vereis em mim um baluarte, uma prenda!
Vede como é bela a primavera florida Árvores frutíferas, campos verdejantes Vede como é belo, o primeiro amor da vida Estampa-se a alegria, nos rostos radiantes
A primavera, vestiu sua túnica florescida Para cobrir de graça a alegria esplendorosa O nascer e o pôr do sol, a manhã garrida Tornando a vida neste mundo cor de rosa
Houve-se o murmúrio das águas no riacho Num arroubo prazeroso tudo em festa Encanto, ostentação, luz e claridade
Na quietude mansa do prado e da floresta As aves buscam acasalar com seus machos Florescem as rosas, tudo é fertilidade !
Alguns, põem tanta avidez no que desejam Que pisoteiam em gente, como num lagar Se pisoteiam as uvas, para fazer o vinho. Sua ostentação demonstra que ensejam Ser a peça principal em qualquer lugar, Não importa se o ser humano é capachinho
É a total ausência objetiva do direito É o obter, por finalidade um resultado Que satisfaça suas aspirações, seus fins Mesmo que redundem, pra outros em mal feito Seus interesses inconfessáveis, de outro lado, São indiferentes, em sua ânsia sem confins.
São Paulo, 24/08/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Desafio
Desafio
Ao tomar conhecimento, senti o frio Nas entranhas, como aço a cortar Consciente, vi no processo um desafio Que me deu alento para o agravar
Meu espírito à noite agigantou-se E deu-me forças para poder lutar Contra o desafeto que apoderou-se Da minha casa de praia sem pagar
Então compreendi porque alguém mata Qual a causa, e o motivo desse ato Perde-se a razão, a um desiderato
Só a piedade de que Jesus falou Pode conter a revolta que assolou Na decisão que o juiz tão mal retrata
São Paulo, 12/08/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Às loas
Às loas...
Já não é mais como era Este mundo encantador Parece estarmos em guerra Num tremendo desamor
Fingem todas as pessoas Não se verem quando passam Mandam seus irmãos às loas Poucos são os que se abraçam
A moral e os bons costumes Deixaram de ser respeitados É uma faca de dois gumes Cortando pra ambos os lados
A droga campeia solta Logo, logo é liberada E o povo não se revolta Com tamanha palhaçada
Um mundo de fantasia O que estão a criar É tamanha a hipocrisia Que os céus vão-se revoltar !