Lista de Poemas

Eu quero cantar um fado

EU QUERO CANTAR UM FADO

Eu quero cantar um fado
Um fado eu quero cantar
Para ter-te ao meu lado
E puder te abraçar
"Refrão "

Ó gente da minha terra
Ó gente do meu país
Por tudo que ela encerra
Eu já me sinto feliz

Por tudo que ela encerra
Eu já me sinto feliz

Eu tenho o fado no sangue
Tenho o fado por raiz
Mesmo que eu esteja exangue
Morrer abraçado ao fado
É tudo que sempre quis

Eu quero cantar um fado
Para fazer-te feliz
Recebe o pequeno agrado
De um fadista aprendiz

São Paulo, 23/10/2009
Armando A. C. Garcia

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Esperança !

Esperança !

Minha alma ainda sustenta a esperança
De voltar a ver aquele bem tão desejado
Nem que seja uma tormenta ou um pecado
Nela repousa minha última lembrança

Suspiros, lamentos, o preço do desejo
Paixão, emoção, fogo que dilacera
Desatino de amor, sonho, quimera
Sentimentos que crescem de sobejo

A dor que sufoca o meu peito triste
Só nela encontra alívio e consolo
E se no sentimento o amor esmolo
É porque o amor no peito ainda persiste

Se morto na aparência, o mal condena
Penitência minha, desculpa extinta
Pois não resta do amor que eu não sinta
Na memória a razão de dor e pena

Resistência, pena cruel, tormento
Venenos de amor que o coração sorve
No silêncio repousado que absorve
Saudade do perpétuo sentimento

O socorro, a aflição, ninguém procura
Porque falta à minha alma contentamento
E se a causa é eterno esquecimento
Quanto resta desta minha desventura

Não há tormentas que o amor não vença
Nem lágrimas de fel que amedronte
Quando é forte nada dobra a sua fronte
E perdoa esquecendo agruras e ofensa

Esquece dos espinhos e amargores
Dos prantos derramados soluçando
Mesmo com a alma tristonha e chorando
O coração suplanta todas as dores!

São Paulo, 14/04/2003
Armando A. C. Garcia

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om


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Estática Paixão

Estática Paixão

No amor foste minha última esperança
Que igual ao primeiro se desintegrou
Tu, que parecias elo de bonança
Foste a espada que meu coração sangrou

Ainda gemo surdos ais pela desdita
O medo esfria, porém a dor aumenta
Lágrimas de angustia, coração palpita
Transborda o pranto na gruta da tormenta

Nas juras desse doce amor, inda cotejo
Esperança, pelo tempo fenecida
Do que foi na vida meu maior desejo.

No meu peito não cicatriza a ferida.
E a quem coubeste, para sempre invejo.
Por este mísero sonho, que tive na vida !

São Paulo, 04/09/2009
Armando A. C. Garcia

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E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
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As cortinas da alma

As cortinas da alma

Abre as cortinas da alma
Deixa o sol penetrar
Tua vida terá calma
Poderás dormir, sonhar

Verás que tudo está mudado
Com fé, vigor e alento
Serás querido e amado
Não mais no esquecimento

A paz, grandiosa e mansa
Envolverá todo teu ser
Nem espada e nem a lança
Poderão fazer-te sofrer

Das coisas vãs, sem sentido
Tua alma, afastar-se-á.
O coração protegido
Do mal, defender-te-á

É prazer que não fatiga
Fórmula que não engana
Alimento que mitiga
E tua alma engalana

Na análise do real
A alma se engrandece
Quando afastada do mal
Rende a Deus uma prece

Porangaba, 16/06/2012
Armando A. C. Garcia

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Tua beleza

Tua beleza

Tua beleza e encanto
Balança minha emoção
É um arroubo e tanto
Prazerosa profusão

A arte da natureza
Pôs em ti, todo requinte
Deu-te a maior riqueza
Que não tem pintor que pinte

Esplendorosa e bela
Majestosa qual rainha
E ao mesmo tempo singela,
Onde o desejo se aninha

Teu encanto me domina
Não respeita meu querer
Minha razão se inclina
Sujeita a nunca te ter

Trina longe a melodia
Não vem de ti o cantar
Mas sinto nessa harmonia
Meu coração a te amar

Estás longe, qual estrela
Que à noite fito no céu
É só abrir a janela
Que estarei ao lado teu

Sinto olor do teu perfume
Na ramagem das flores
Em torrentes como lume
Consumido de amores !

Porangaba, 16/06/2012
Armando A. C. Garcia

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Exaltação à Mãe Maria

EXALTAÇÃO À MÃE MARIA

Como poeta, peço a Deus inspiração
Para puder falar sobre a mãe de Jesus
Maria, a única virgem que deu à luz
E seu filho trouxe ao mundo a redenção

Mostrou na grandeza de sua humildade
O sofrimento atroz, cruel e desumano
Quão perversa foi, e é a humanidade
Pregando na cruz, seu filho *messiano

Não professo os princípios da Santa Sé
Mas tenho que admitir que a Mãe Maria
É Mãe de todos, e até de quem não crê.

Descrente de religiões e fantasias
Os louvores que hoje vos rendo, Mãe Maria
São a prece pelos meus últimos dias.

* messiânico
São Paulo, 01/05/2008
Armando A. C. Garcia

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m
688

Êxtase

Êxtase

À tarde quando o aroma fresco das montanhas
Descia em catadupas até ao vale
Seu perfume penetrava nas entranhas
De minha alma em êxtase original

As sombras dos picos, caíam até às fraldas
Trazendo o perfume inebriante do alecrim
E do alfazema, em coroa de grinaldas
Como homenagem da natureza até mim.

A bruma da tarde trazia o gorjeio
Dos últimos trinados dos passarinhos
Como falando boa noite, em seu gorjeio
Antes de se recolherem em seus ninhos.

A lua em novilúnio, merencória
Banhava com seus raios tênues do luar
Prados e montes que em sua trajetória
À noite do alto, pode iluminar.

E a minha mente, poética, enlevada
Levou aos céus uma prece fervorosa
Para que a alma dos poetas amargurada,
Seja ela, eternamente, mais ditosa

São Paulo, 06/04/1964
Armando A. C. Garcia
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736

Eu quero que tu me pegues

Eu quero que tu me pegues

Eu quero que tu me pegues
Para puder-te abraçar
Estou esperando que me pegues
Para puder-te beijar

Eu quero que tu me pegues
Também, quero te pegar
Já cansei de esperar
Mas tu, não vens me pegar

Vou trocar de pegador
Já que não vens me pegar
Estou esperando teu amor
Mas tu, não vens me pegar

O que ocorre no pedaço
Que tu, não vens me pegar
Estou esperando teu abraço
Tu, o deixas esfriar

Não sei se tu és chegado
Numa canja de galinha
Diz a bíblia ser pecado
Do outro lado da linha

Se assim não for, te espero
Eu, quero que tu me pegues
És a coisa que mais quero
Pra beijar-te, muitas vezes

Eu quero que tu me pegues
Tua pegada é esperança
Espero que tu não negues
O glamour que o fogo alcança !

São Paulo, 28/04/2012
Armando A. C. Garcia

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746

Estratagema

Estratagema

De estratagema, em estratagema
Usando iscas e ardis camuflados
Certas igrejas, o usam como tema
Explorando na fé, pobres coitados

Nas tentadoras ofertas materiais
Tais mirabolantes lojas de varejo
Oferecem privilégios excepcionais
Aqueles que pagam pelo pastorejo

O engodo se multiplica sem cessar
E ardilosamente atraem os fracos
Não se cansam de Deus apregoar
E em seu nome, de grana, enchem o saco

A verdade precisa ser divulgada
Fizeram um negócio das igrejas
E, para cada uma, a ser instalada
É servida a franquia nas bandejas

Meu Deus ! Olha o que se faz em teu nome
Sem temeridade da tua punição
A tua palavra na mentira se consome
Está desvirtuada tua sagrada unção

Senhor! Como é falso tal estratagema
De em Teu nome propalarem maravilhas
Enganando Teu rebanho, com os temas
Que, todos lêem pela mesmas cartilhas

Que fique claro que a fé de cada um
Merece respeito e consideração
A cobrança desenfreada é incomum
Selvagem, gananciosa e sem razão

Esta é a razão de minha censura
Fazer da igreja um comércio paralelo
Nos desígnios de Deus, não pode haver usura
Apenas boas ações, para enaltecê-lo

São aqueles estratagemas que condeno
Como o Cristo condenou os vendedores
Que faziam da casa de Deus seu terreno
São falsos profetas, falsos seguidores

Não vos deixeis enganar com tal cobrança
Deus, vos dá tudo de graça nesta vida
O Sol, a chuva, o dia, a noite e a bonança
E nada vos pede em contrapartida.

São Paulo, 07/05/2012
Armando A. C. Garcia

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Estrada Pedregosa

Estrada Pedregosa

Estrada pedregosa no curso da vida
Difícil de transpor, intricado percurso
Aluvião de pó a revolutear tangida
Pelo vento, que põe o veleiro em curso

O mesmo que toca moinhos de vento
Estrada pedregosa que pesa e contrista
A longa caminhada, o douto pensamento
Diadema de esperanças que o ser conquista

Espiral dos sonhos, de idéia e ambição
Alento de brandura, após virtual castigo
Havemos de arrancar-lhe o fel da ingratidão

E dar à humanidade estrada sem perigo
Em vez de problemas, haja solução
E aquele que te odeia, seja teu amigo

São Paulo, 01/09/2010
Armando A. C. Garcia

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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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