Majestoso mar de inúmeros mistérios Na grandiosidade de tua imensidão Quando agitado és um elemento deletério Se pacífico, tua beleza é fascinação
Teu espetáculo há miríades é contemplativo Na história dos povos, foste a grande estrada O caminho a percorrer significativo Que descobriu novos mundos na caminhada
Tens tom azul, por vezes esverdeado Tens a cor do céu, o enigma e o segredo O deslumbramento e encanto sagrado, Quando teu dorso não está agitado.
É nesse azul profundo, cheio de segredos Na imensa extensão do mundo, lá estás Semeando riquezas, alimentando os medos Aos que te procuram, roubando-te a paz
Amor ! neste poema te envio os destroços Daquilo que eu fui, e do que ora eu sou Guarda-os com carinho e, não em fossos Não deixes que eles voem, como o sonho voou
O fruto do amor que conhecer não pude E que minha alma, fez em vão sofrer Foi tão puro em toda sua plenitude Que não acaba, nem mesmo se eu morrer
Loucura motriz deste ardente desejo Que me invade e impele nesta paixão E em troca, o que recebi foi o despejo.
Tu, a musa que meus sonhos despertaste E partiste sem me dar um humilde beijo. Foste tu, que minha vida destroçastes !
Nos fracos por natureza, o mundo pisa Com a soberba dos loucos desvarios Como oceano que engole os grandes rios Visão da fantasia sórdida, concisa
Nesta luta desigual que aqui se trava Onde os fortes a pisar acostumados Por vencidos, jamais serão tratados Já que a fraqueza dos fracos se agrava
Suas prioridades, são sempre as derradeiras Mal nutrido do alimento necessário O fraco é fraco até na indumentária
Morre na vida prestando vassalagem Omitindo coragem, porque não a tem Desfalecido em desânimo, omissão verdadeira.
Porangaba, 15/09/2012 Armando A. C. Garcia
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TROVAS – 27-08-2012
TROVAS - 27-08-2012
Eu, amei-te absurdamente Tu, absurdamente ignoraste Hoje, queres-me incondicionalmente Eu, passo por ti indiferente ------------------------------- Eu, que passei minha vida Sempre esperando por ti Vejo-te agora arrependida Tenho pena, do que senti ------------------------------- Dizem por aí que o poeta É um demente em confusão Diz, o que lhe vem na veneta Não escuta o coração. ------------------------------- Eu amei a vida inteira Quem amar nunca me quis Nasce a uva da videira, A água do chafariz -------------------------------- Pulverizei de amor A alma e coração Assim, saí vencedor Auferi tua afeição -------------------------------- Teve um gênio colossal Que este mundo elaborou Criou o mundo animal No espaço, o sol fixou.
Sua obra e conjuntura É de arquiteto, sem igual Sua flora é uma pintura Tudo é lindo, natural. ------------------------------ Nos restos, insignificantes Às vezes está o melhor Sai do cascalho o brilhante Que lapidado tem valor
São Paulo, 27-08-2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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De bica em bica
De bica em bica
Em quase todas as bicas as cidade A sede que a devorava saciava E assim, procedia, desde tenra idade De bica em bica, outra bica procurava
Assim na vida, passava seus dias Buscando saciar sua gula hiulca Seus favores tinham curtas alegrias Duração que no bem entender inculca
De bica em bica, sempre outra procurava Sua idade, apoucou o excesso de secura Foi-se tornando sem querer menos escrava Nesta vida, tudo é bom, enquanto dura.