Lista de Poemas

Na medonha sociedade !

Na medonha sociedade !


Da sagrada virtude à prepotência
Da doce liberdade à violência
O homem com sua dualidade insana
Em virtudes e fraquezas se engana


Engana a si e um bando de comparsas
Em amostras desiguais cheias de farsas
Envolvendo a verdade em denso abismo
Não tem moral, não tem honra, nem civismo


São os horrores, desta medonha sociedade
Onde nunca acha um bem que o agrade
As coisas vãs, são as que mais ele adora
As de Deus, cheio de indiferença, ignora


O horror que hoje vejo nesta terra
É d'uma sociedade insana em guerra
Ante inexorável magia da ilusão
O homem perdeu o senso e a razão,


Representando o desejo à imaginação
Envolve-se no vício, na depravação
Destrói a real essência da humanidade
Numa existência frívola, sem dignidade.


São Paulo,21/08/2012
Armando A. C. Garcia

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651

Escuta !

Escuta !


Se emoção aflorou ao te ver passar
Quero lembrar teu amor de outrora
E numa tela, um quadro poder pintar
Para poder lembrar o que sinto agora

Aquele instante mostra o lúcido intento.
Quem tornar pudera aos dias do passado
Sentir tua paixão, é tudo que sustento
Se falo em conjeturas, perdoa o recado

Hoje vivo cada instante, tal vivia
Tomado da esperança que invade
A cada dia mais o sonho que queria:

Ver transformado em pura realidade
Num canto suave de terna harmonia
Ao final vencido... pela falsidade !

São Paulo, 14/08/2012
Armando A. C. Garcia

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679

Já mudei de estação

Já mudei de estação


Todo amor que foi apreço
Hoje em dia desconheço
Nem penses que me aborreço,
...Já mudei de estação

O amor, confunde a mente
E confunde o coração
E quando toca na gente
Faz-nos perder a razão

A vida tem os percalços
E tem os transtornos, também
Quem anda c´os pés descalços
Não tem crédito no armazém

Tenho imensa piedade
De quem sofre uma injustiça
E sacrifica, tudo ao nada
E nem sabe o que é cobiça

É trise viver sem rumo
Mãos vazias e sem força
Consumir-se como o fumo
Ser mais fraco que uma corça

Ser um homem consumido
Pelo vício ou ilusão
É viver arrependido
Nas asas da solidão

Palavras soletro a esmo
Nesta minha redação
Nem pareço ser o mesmo
Pela fraca composição

São Paulo, 17/08/2012
Armando A. C. Garcia

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m

702

Amor traiçoeiro

Amor traiçoeiro !

Entreguei meu coração
Ela nunca em mim pensou
Seu amor foi ilusão
Que no tempo se acabou

Nem tudo enfim se perdeu
Das vis palavras fingidas
Algo em mim aconteceu
Nas promessas descumpridas

Rude golpe traiçoeiro
Que ainda me faz sofrer
Teu amor aventureiro
Só me fez foi padecer

Foram falsos teus carinhos
Como falso teu querer
Tu, escolheste os caminhos
Não podes retroceder

Tanta maldade escondida
No peito que me abraçou
Eras minha pretendida
O Teu amor fracassou

Toma cuidado onde pisas
Poderás escorregar
A vida nunca avisa
Quando o chão te vai faltar

Sinto profunda amargura
Tenho na alma lamentos
Sendo falsa tua ternura
Ela era meu aprazimento

São Paulo, 27-08-2012
Armando A. C. Garcia

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668

Destroços

Destroços !


Amor ! neste poema te envio os destroços
Daquilo que eu fui, e do que ora eu sou
Guarda-os com carinho e, não em fossos
Não deixes que eles voem, como o sonho voou

O fruto do amor que conhecer não pude
E que minha alma, fez em vão sofrer
Foi tão puro em toda sua plenitude
Que não acaba, nem mesmo se eu morrer

Loucura motriz deste ardente desejo
Que me invade e impele nesta paixão
E em troca, o que recebi foi o despejo.

Tu, a musa que meus sonhos despertaste
E partiste sem me dar um humilde beijo.
Foste tu, que minha vida destroçastes !

São Paulo, 24/08/2012
Armando A. C. Garcia

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740

Último Sonho

Último sonho !


A única "coisa" que podia ter de ti,
Era o sonho, vejo agora, que a perdi
Por longos anos o sonho extravasou
Latente as fronteiras de minha fantasia
Almejei prender o tempo para te esperar
Mais uma vez, o coração quis me enganar


Reconheço, são as circunstâncias da vida
Que não se curvam, nem ao frio, nem ao vento
Tortura implacável, tremendo sofrimento
Infinita dor, profunda, insatisfeita
É como se sobre um leito alcatifado
Alguém esperasse alguém, sem ser amado


Devagarzinho, e aos poucos foi morrendo
O sonho que sonhei, e que tu mataste
Ele era a mansidão, a estrela, o caminho
Mas, naufragou meu sonho de esperança
E com ele, na mesma água o meu carinho
Meu sonho, conseguiu esta vingança.

São Paulo,23/08/2012
Armando A. C. Garcia

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671

Desatando os nós

Desatando os nós


Quando penso em ti, parece que existe
A esperança tão pensada que consiste
Em ser de ti, e viver sempre a teu lado
Desatando os nós do destino em nosso fado


Mas nenhuma força humana pode conter
O fadário que no mundo, o outro tiver
Quais correntezas em vagas furiosas
No marulhar de ondas perigosas


Quero de volta os pensamentos que sonhei
Viver no outro mundo, não no que acordei
Sê tu, o licor, a iguaria do amante
Das noites de outrora, hoje, tão distante


Solta as vertentes que tens adormecidas
Nos sentidos das sombras contraídas
Vem ser feliz, mesmo que tardia a hora
Vem amor meu, não me olvides, agora !


São Paulo,21/08/2012
Armando A. C. Garcia

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652

Desafio

Desafio


Ao tomar conhecimento, senti o frio
Nas entranhas, como aço a cortar
Consciente, vi no processo um desafio
Que me deu alento para o agravar


Meu espírito à noite agigantou-se
E deu-me forças para poder lutar
Contra o desafeto que apoderou-se
Da minha casa de praia sem pagar


Então compreendi porque alguém mata
Qual a causa, e o motivo desse ato
Perde-se a razão, a um desiderato


Só a piedade de que Jesus falou
Pode conter a revolta que assolou
Na decisão que o juiz tão mal retrata


São Paulo, 12/08/2012
Armando A. C. Garcia
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662

Sublimidade !

Sublimidade !


Porque rejeitais tanto os meus quereres
O que quereis de mim, minha senhora
Vós que sois a fonte excelsa dos prazeres
Volvei para mim, vosso amor de outrora

Deixai-me desfrutar de novo esse convívio
Vós que em tempos passados, amar-me dizíeis
Vossa presença, será para mim um alívio
Deleitar-nos-emos o quanto poderíeis

Assim senhora, provareis que me amais
Como amantes que fomos, noutras eras
Com vosso desejo, amar-me-ás, inda mais

Deixa que teu coração ao meu se renda
E vós, que me recusais em todas as esferas
Vereis em mim um baluarte, uma prenda!

São Paulo, 05-09-2012
Armando A. C. Garcia

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647

TROVAS – 27-08-2012

TROVAS - 27-08-2012

Eu, amei-te absurdamente
Tu, absurdamente ignoraste
Hoje, queres-me incondicionalmente
Eu, passo por ti indiferente
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Eu, que passei minha vida
Sempre esperando por ti
Vejo-te agora arrependida
Tenho pena, do que senti
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Dizem por aí que o poeta
É um demente em confusão
Diz, o que lhe vem na veneta
Não escuta o coração.
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Eu amei a vida inteira
Quem amar nunca me quis
Nasce a uva da videira,
A água do chafariz
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Pulverizei de amor
A alma e coração
Assim, saí vencedor
Auferi tua afeição
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Teve um gênio colossal
Que este mundo elaborou
Criou o mundo animal
No espaço, o sol fixou.


Sua obra e conjuntura
É de arquiteto, sem igual
Sua flora é uma pintura
Tudo é lindo, natural.
------------------------------
Nos restos, insignificantes
Às vezes está o melhor
Sai do cascalho o brilhante
Que lapidado tem valor


São Paulo, 27-08-2012
Armando A. C. Garcia
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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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