Onde andará
Onde andará... Onde andará meu amor, O das promessas descumpridas Meu amor, onde andará ! Fui por outro preterido Passei dias de amargura Foi amor, nunca esquecido Meu amor, onde andará. Devaneios da juventude Por certo, assim o dirá Cada um com seu papel Até Judas o cumpriu, Uns trocam mel, pelo fel Os caminhos percorridos Certamente mostrarão A transição dos sentidos Conservo cheio de amor O coração rejeitado Para inundar de olor As pedras que ela pisa E ofuscar de beleza O nome que a batiza Com todo deslumbramento Cobrirei ruas de flores Nem que seja em pensamento Neste singular desejo Exótico por natureza Ao meu, seu fado cotejo Encantadora magia Invadiu meu pensamento Seu amor foi fantasia O meu, eterno, infindável Parece até mitologia Este amor interminável As sementes plantadas Dentro do meu coração O foram sempre regadas Com o elixir do amor Aquele que nunca fenece E resiste ao clamor É tão velha sua crença Quão velho é este amor Mesmo sem sua presença É grandioso, de valor Vai do zero ao infinito A dosagem deste amor Meu amor, onde andará. Não vi mais sua presença Porque será, porque será ! Onde andará, meu amor, Meu amor, onde andará Meu amor, onde andará... São Paulo, 12/01/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Platônico amor
Platônico amor Se tão grande era o desejo Quão grande é a saudade Cruel o dia que a não vejo Calvário de ansiedade À noite em vez das estrelas O astro, de trevas se cobre E, sem o endereço dela A sombra da noite a encobre Como é triste a minha sina Quão triste o meu penar A paixão me amofina Sem puder-me declarar E este platônico amor Que acalanta meu desejo Revela encanto e primor Pelo tanto que a almejo Estou carpindo a saudade Na sinfonia do amor Posso carpi-la à vontade Porqu'dela, não sinto dor De fragrância embriagado Com o perfume do amor Vivo feliz, deslumbrado Meu desejo, tem fervor Meu grande anseio por ela Não tem preço, nem valor Sem saber o nome dela Confesso, o grande amor ! São Paulo, 12/01/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Pobre dignidade (soneto)
Pobre dignidade (soneto ) Se em cada ser houvesse compreensão Houvesse amor, respeito, educação Afastar-se-ia do mundo a maldade Cada um podia ter privacidade O ignóbil e pútrido comportamento De quem roubar e matar, tem no intento Fica à margem da solidariedade Que deveria unir a todos na amizade Mergulhados na injustiça e devassidão Executores na senda da humanidade Na morte, vão trilhando a crueldade Levianamente e sem explicação Indiferentes à verdade e à razão. - Expostos ao terror de sua rebelião ! Porangaba, 04/12/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
A dança das águas
A dança das águas No rumo de nossas vidas Saltitam emoções, sem par Algumas, envergonhadas Mal chegam a despertar Às pessoas, em nossas vidas As pudemos igualar Umas, já nascem vencidas Outras, para governar As emoções são sentidas Como o bolero das águas Umas rolam na descida Outras, remanso das tabuas São Paulo, 18/01/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Denso abismo
Denso abismo Fanatismo é ilusão, é denso abismo Que a luz da verdade de trevas cobre E a razão sepulta despotismo Da bendita equidade do rico ao pobre Em copos desiguais que o satisfaça O rico consome a mais que a sua parte Ao pobre cabe o resíduo de uma taça Tão pouco valem os louros da sua arte Ao pobre desfeito o alento que anseia Mergulha em religiões de mil promessas E do falso fanatismo não receia Da penúria cruel e da desventura Quer afastar-se delas, bem de pressa Caindo por vezes no conto da amargura! São Paulo, 01/01/2013 Armando A. C. Garcia - Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Quando eu cri !
Quando eu cri ! Caminhando a meu lado Eu, não te via Jesus Um herege do pecado Por fim, encontrou a luz ! No emaranhado da vida Estava perdido sem ti, A felicidade foi sentida Quando em ti, eu cri ! Novo caminho trilhou Meu coração tão sofrido Depois que Te encontrou Amor e paz ele ganhou Transbordando de ternura Nesta nova trajetória Terei dias de ventura De esperança e de glória Uma nova realidade O amor de Jesus criou Com honra e dignidade Minha vida rotulou Tua luz, no firmamento Ilumina a humanidade E no sombrio momento A mesma luz, nos invade. São Paulo, 11/01/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Indômitos sentimentos
Indômitos sentimentos Como poderei dizer que eu não gosto Se é audível a paixão que o amor sustenta A intensidade da chama se alimenta Do pavio incandescente de seu rosto Indômitos sentimentos não vencidos Avolumam-se nas sonhadas esperanças Como os sonhos ingênuos das crianças Nos caminhos do destino percorridos Desse amor que não finda nem termina A esperança que não morre tal a sina, Que me prende ao degredo da paixão Que sina, que eu carrego e me domina Se a chama desse amor foi toda em vão Mesmo assim, ele predomina sem razão ! São Paulo, 27/12/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
A paragens ignotas
A paragens ignotas O pensamento conduz-me a paragens ignotas De lugares e bandeiras que jamais vi Nessas viagens as nuvens são minhas rotas O esplendor, a magnificência que senti Na vasta amplidão da quimera sideral O piloto era eu, a nau, o pensamento Passei sobre a França, Espanha e Portugal Sempre desfraldando as velas ao vento, Na sonambúlica viagem, fui o herói Imortal dessa façanha tão inédita Onde senti uma paz grandiosa e divina Mundos novos, misteriosos e outros sóis Abundância de amor e harmonia credita Vemos aí, que a alma sendo grande é pequenina São Paulo, 31/12/2012 Armando A. C. Garcia - Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Ânsia invisível
Ânsia invisível Remotas quimeras d'esperanças estioladas Que albergam em si o incerto destino Hoje, sei que tudo foi um desatino Como o orvalho que cai nas madrugadas Imprecisos e ambíguos pensamentos Levaram-me a sonhar o impossível Na ilusão desta vida imprevisível Como trigais, serpenteados pelo vento Ou como as ondas que margeiam as praias Em dias de calmaria e sois dourados Vivia eu, agarrado às tuas saias ! Mas as aragens dos zéfiros mudaram E os meus sonhos incertos e, tão sonhados Como as andorinhas, também migraram ! São Paulo, 07-12-2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
A voz da alma
A voz da alma No prado o verde luzente Onde a flor exala o perfume No riacho transparente, De peixes, vejo o cardume Correntezas de harmonia Na natureza em flor São ornamento e magia Da casa do Criador ! Vamo-nos distanciando Do jardim que Deus nos deu Os campos, vamos trocando Pra morar em arranha-céu Deixamos a paz, e a graça A tranqüilidade, o encanto Por cidades, onde escassa A vegetação, é desencanto Na floresta de concreto Onde viver, custa tanto ! São Paulo, 12/01/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com