Lista de Poemas

Tu, estrela luzente

Tu, estrela luzente...

Tu, que sempre afagas meu coração
Com teus devaneios, sem limite e fim
Nas minhas lutas, aplacas a emoção
Só tu, acalentas meus sonhos assim

Tu, és a estrela luzente e preciosa
Qual brilhante a cintilar em minha vida
Dádiva, a meus olhos bela, majestosa
Pérola venturosa que deu guarida

A meus sonhos, já outrora sem sentido,
Que esse teu fervor por mim, não se extinga
E, se algum dia por ti, for preterido

Peço a Deus e à natureza que sem *rezinga
E sem perquirir as razões deste pedido
Decretem o veredicto de quem se vinga !

Porangaba, 20/10/2012
Armando A. C. Garcia

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- altercação

808

Vítimas do ócio (soneto)

... Vítimas do ócio (soneto)


Tu, que dormes à sombra da inércia
Do ócio, da preguiça e da ilusão
Teu pobre coração está na solércia
Desperta, desse despojo em vão


O ócio, gera teu escuro pensamento
Com enigmas profundos e tenebrosos
Procura por claro entendimento
Os anos correm, lentos vagarosos


A ignorância no homem é transitória
A evolução é a luz no desatino
E, combater o ócio é uma glória


Liberto do escravizado destino
Aquele que foi vítima na história
Finalmente, volta-se ao Divino !


Porangaba, 15/11/2012
Armando A. C. Garcia
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626

Quem

Quem...



Quem no mundo já sofreu *empáfias duras
Empáfias que seu lindo sonho escureceu
Quem no mundo de amor nunca sofreu
é porque apagou suas conjecturas

Quebrando a efígie de seu próprio sonho
De priscos tempos, que o tempo emoldura
Na **aziaga dinâmica, quando risonho
Pensava trazer em si outra figura

O tempo passa, as empáfias, também
E sem termo a negativa universal
Essa natureza que de todos é mãe

é como um oceano cheio de sal
Neste imenso universo que alguém
Rege com sabedoria milenar, sideral !



Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia

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*orgulho vão; soberba
**azarento; infeliz


589

O temor ! (soneto)

O temor ! (soneto)

Nas cidades o sol se escureceu
Envoltas em sangue as multidões
Revolta que cresceu aos turbilhões
E a excelsa justiça não venceu

O medo apoderou-se do cidadão
Escravizado de enigmas profundos
Não naturais, incômodos oriundos
De mentecaptos e sem coração

São seres desprovidos de consciência
Onde sinistra e triunfal é confusão
Onde afogam sua impertinência

Gerando temor em toda a nação
É falta de amor, na maior potência
Que rege o universo e cada coração !

Porangaba, 17/11/2012
Armando A. C. Garcia

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719

A Pérola (Infantil)

A Pérola !... (Infantil)

Caminhava pela praia
Um plebeu, pescador
Quando surgiu a princesa
Tão linda como uma flor !

O destino quis que ao vê-lo
Gostasse dele a princesa
E levou-o ao castelo
Pra apresentar à realeza

Nada tinha o pescador
Para princesa presentear
Pescou a pérola mais linda
Que havia no fundo do mar

Seu presente de noivado
Estava ali garantido
Deixou o rei encantado
E aceitou o pedido

Na véspera do casamento
Novamente foi pescar
E pra seu maior contento
Pescou a pérola, que era par

Presenteou a rainha
Que muito agradeceu,
Perguntou donde provinha
Ele disse, que era do céu!

As pérolas eram tão belas
Parecia que tinham luz
Geradas duns cravos velhos
Que pregaram as mãos de Jesus !

São Paulo, 04/11/2012
Armando A. C. Garcia

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638

Tigela de sopa

Tigela de sopa !...

Uns olhos que sonham
Como qualquer criança
Que entristecem e anojam
À falta de confiança

Uma sopa na tigela
Almoço que dá fastio
Refeição tão singela
Deixa o estômago vazio

Imaginar melhores dias
É o sonho dessa menina
Que aspira melhorias
No rumo de sua sina

Se a vida é feita de sombras
De luzes é feita, também
Dificuldade não a assombra
Tem o carinho da mãe

Tem esperança no futuro
Um dia será alguém
Se o dia hoje é escuro
Amanhã o sol... já vem

A ressonância que projeta
A singularidade do olhar
Deixa minha alma inquieta
Ao ver a criança penar !

Quanta dor, quanta aflição
Na aspiração dum desejo
Que faz doer o coração
A quem almeja um ensejo

São Paulo, 21/11/2012
Armando A. C. Garcia

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638

Da Criação ! (soneto duplo)

Da criação !

Quando nada existia, além dum vácuo profundo
Da imensidão do nada, Deus, criou o mundo.
Nos céus, pôs milhares de astros fulgurantes
Criou oceanos e mares para os navegantes


Surgiu o Sol, para a Terra iluminar
Desabrochou a flor, para nos alegrar
Por lei imutável fez que as águas brotassem
do solo. E, para saciar a sede, caminhassem

dos píncaros da montanha, ao mais fundo vale
Por rios caudalosos, outros menos densos
Pôs relva nos prados, fez bosques e selvas


Deu vida ao homem e milhares de animais
De sua criação, surgiram maravilhas
E em gradativa evolução, mostram os anais


II


E o infinito de onde veio? Como surgiu?
Um sopro do criador criou a luz
Fez a terra girar sobre eixo invisível
Colocou nuvens nos céus e ventanias


Para transportar a água pela atmosfera
Pensou em tudo, com amor e perfeição
Afinal Ele é o Criador eterno, divino
Não podia deixar à força do destino


A conclusão de sua obra preciosa
Os fenômenos da sábia natureza
E na imensidão dos astros, a grandeza


O mar, a terra, o céu, o movimento
A luz, são forças de Deus, o paraíso
O projeto sábio, o conhecimento !


Porangaba, 07/11/2012
Armando A. C. Garcia
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643

Os teus conselhos pai

Os teus conselhos pai.

Pai! Como posso não ouvir os teus conselhos
Para desviar-me do curso trôpego das paixões
E passar a acreditar em um só homem
Naquele que na morte só levou espinhos
Porque os cardos, nenhuma flor continham.

Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia

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655

Cálida Mulher ! (soneto)

Cálida mulher !


Libidinosa e sensual mulher
Tuas lúbricas luxúrias de prazer
Dizem mais que minhas lascivas frases
Nos depravados encantos que fazes


O teu olhar fogoso dá comoções
E esboçam veleidades aos corações
Mulher! Quantas ambições , tu dissecas
Nos quadros pervertidos... os carecas


Os últimos fios de cabelo perdem,
Tal a vicissitude que no prazer te pedem
E aos vícios abjetos ambos cedem


Nessa perversa atitude romanesca
Submissa à lasciva pitoresca
Pelo dinheiro. É uma condição grotesca.


Porangaba, 07/11/2012
Armando A. C. Garcia

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654

Buscarei ! (soneto)

Buscarei !

Buscarei nos mais amplos horizontes
Esquecer infaustas atribulações
Descerei aos vales, subirei os montes
Mesmo que sejam de enormes dimensões

Explorarei por todos os continentes
A razão deste infortúnio, desta desdita,
Palmilharei pelas areias mais quentes
Na busca incansável, pela paz bendita.

Buscarei, como encontrá-la um dia
Sem receio de distância ou caminhos
Será então para mim a suprema alegria

Muito mais, se nesse momento, nesse dia
Encontrar um amor que não tenha espinhos
E traga consigo, a felicidade que queria.

Prangaba, 24/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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