Sua alma está triste, O coração, cheio de dor Se a felicidade existe Não foi em seu amor
Seu coração verte lágrimas Não só p'la desunião Mas pelas horas *agrimas Após a separação
Ferido o íntimo sentimento Com a alma esfacelada A vida é um tormento Felicidade, uma piada
Sua alma, cismou dela Cismou o seu coração Quebrou-se o encanto por ela Desabou sua ilusão
Já debilitado sentiu Os passos ferais da morte Na aflição que surgiu No ludíbrio da sorte
A custo exprime o que sente Inóspita praia adentrou Cruéis vagas ele pressente Sem ela nos braços ... chorou ! * ódio; raiva
II
Sua alma verteu prantos, Lágrimas de muita dor, Derramados eram tantos Quão grande foi o amor
Toda chama foi apagada Na taça da desventura Tem outro amor na parada Hoje. É, de outra criatura
Nos braços de outro, talvez Sossegue o seu coração Que não teve a altivez De cumprir sua missão
Erguendo os olhos aos céus Procura apagar sua imagem Domar os instintos seus Difícil como um selvagem
Procura embalde esquecer O mar em que se perdeu Deste modo, melhor morrer Já que a derrota venceu
Abismo profundo e insano Que abala os céus e a mente Só um esforço inumano A tal ofensa consente !
São Paulo, 08/02/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Homenagem a São Paulo (replay)
Homenagem a São Paulo (replay)
A ti não chegaram às caravelas, Mas de ti, partiram bandeirantes. Como centro financeiro abres velas Singrando o Brasil e America do Sul
És uma das mais globalizadas Cidades no cenário mundial Tua pujança, e luta das arcadas São destemor e audácia sem igual
Teu povo, miscigenação de raças Esculpindo ao mundo novas gentes Longas ruas, jardins e praças Repletas de arranha céus imponentes
No emaranhado, contrastas briosa Com favelas que ninguém ousa falar Por São Paulo ser grande e majestosa És a locomotiva que roda sem parar
Berço do trabalho e da cultura Acolhes o migrante e o estrangeiro Dás esperança aquele que te procura E teu povo, é um povo hospitaleiro
Tua marcha triunfal o Anchieta Do além, certamente consagrou Não foste traçada em prancheta A força do destino te edificou
És o gigante, deste imenso país Teu progresso está no imenso sucesso E neste dia vinte e cinco de janeiro Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro
Porangaba, 24/01/2012 Armando A. C. Garcia
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O regato cristalino
O regato cristalino
Com os olhos no infinito, em vão procuro Tão longa a saudade, como o esquecimento Minha alma, sem ela, está no escuro E perdê-la, foi plangente sentimento
Incoerente e adverso foi o destino Transmuda-se a razão, não a emoção Como o regato que corre cristalino A perda de um amor dói ao coração
Procuro-a nas estrelas, no sol e no ar Nas noites de luar e nas de procelas Procuro-a nas lembranças e ao pensar
Respondem as relíquias que sem cancelas Lá, no auge da paixão puderam gravar No meu cérebro, guardião das coisas belas !
Estamos em guerra, estamos em guerra Numa guerra sangrenta e desigual Acabou a paz em nossa linda terra. As grandes metrópoles estão sangrando Morrendo centenas de nossos irmãos
Os cardeais, se não compactuam, silenciam Deixando proliferar o crime, a fraude, o dolo Todas as penas descumpridas se desviam Do direito e da justiça. E, são consolo À parte que praticou a injustiça
E, ainda, têm as leves penas reduzidas Pelo sistema de progressão de penas, As vítimas, ficam atônitas desprotegidas Da justiça, que deveria dar-lhes apenas O cumprimento da justiça pras suavizar
A dor sofrida, pela angústia d'amargura Que muitas vezes leva nossos entes queridos À consternação da fria sepultura ! E ver o criminoso sair impune, nos brios É ato que fere a alma e a civilidade
À vítima ou à sua família, o governo Nada paga, pela dor do sofrimento Mas o criminoso tem um soldo moderno De acerca de um salário e meio o provento Mais que a paga daquele que sua a camisa
Estamos em guerra, numa guerra suja O criminoso tem direito a visita íntima Tem direito à saída de Natal, dia das mães Nunca cumpre a pena integral, só um terço O Brasil para o criminoso é um berço
A pobre da vítima, não tem a mesma sorte Ou fica atrofiada, ou paralítica Na maioria das vezes o destino é a morte Ninguém a socorre, esta é a política Praticada pelos cardeais da nossa corte
Já dizia a francesinha Jaqueline No programa do velho Manuel da Nóbrega Brasileiro é bonzinho... Brasileiro é bonzinho... O comportamento espelhado nessa vitrine Vai puxando e aconchegando esse trenzinho
Houvesse mais civismo e patriotismo Nos cardeais que regem esta nação Criminoso, não teria tais benesses Cumpriria a pena com todo rigorismo Sem *sinecuras ou atos de perdão
Matam abruptamente, mesmo sem reação Parece que têm prazer em tal ato cometer Desprovidos de sentimentos no coração Só improbidade carregam em seu ser Afastados de Deus, o crime é seu prazer.
Se as benesses da Lei de Execuções penais Responsabilizasse pelo ato, quem as profere Certamente, não as concederia jamais, Ou então, para concedê-las se infere Nas periculosidades racionais
Se o advogado erra, pode ser punido Punição igual, a merecer o julgador Responsabilizá-lo por tal, é de bom sentido Ninguém no mundo pode ser superior Para poder errar, sem ser suprimido.
As consciências em prol do corporativismo Calam-se e silenciam, emudecendo Sabem que a voz do povo, logo olvida Enquanto isso vão subindo, vão crescendo Tirando proveito de quem sofre na vida ! - benesses
De que *absconsa estrela ela provém Essa luz de incógnitos pensamentos Que percorre nosso cérebro num vaivém E misteriosa lança-nos a **barlaventos
Será que ela vem do incógnito psique Da cripta escura da torre de marfim Ou será que a idéia é o alambique Que destila ação e emoção por fim
Ela, poderá ser nobre ou ignóbil Espontânea, vil, livre ou natural Maravilhosa ou de capcioso ardil
Porém, quando ela do além provém Traz em si a graça e a leveza sem igual Que só Deus nos pode dar e mais ninguém !
São Paulo, 26/11/2012 Armando A. C. Garcia
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* estrela que se oculta ao por do sol: pequena lâmpada velada
** direção de onde sopra o vento
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Será que !
Será que !
Será que, o abstrato transcende as aparências Ou estas sobrepõem-se ao contemplativo Dos elementos que compõem as preferências Que a mente, produz à nossa insistência
Será, que a obstinação de nossos pensamentos A caminhos insólitos nos conduzem Será! Que a concepção não tem entendimentos Para analisar as fantasias que seduzem ?
Será, que as essências hibridas aninhadas No âmago de nossos corações. Lá vão, Deixando as vis solidões disfarçadas
No abstrata interseção dos desejos Sonhos que nas ondas do mar se vão De modo frenético, aos primeiros lampejos.