Atrás da Felicidade percorri o mundo Em cada lugar a vislumbrava adiante Perdido nesse sonho, imenso, profundo Via-a, sempre noutro lugar mais distante
E assim, de lugar em lugar eu a buscava Como se ela fosse a flor de um jardim Que pode ser colhida. Assim eu a julgava Ou, com a mágica lanterna de Aladim
Gastei a juventude, à sua procura A maturidade, até à terceira idade Entrando nesta, sinto a mesma agrura Não conseguindo achar a tal Felicidade
O destino a guarda e de mim a escondeu Deixa saudades a esperança de encontrá-la Sei que é frágil sua permanência, e eu, Que a busquei a vida inteira, sem vê-la...
- Cheguei à conclusão que é feita de momentos Os quais deixamos passar sem perceber E em tais ocasiões de contentamentos A tal Felicidade, está-nos a acolher !
Além de ser relativa e passageira Por vezes nem notamos sua presença Mesmo estando ao nosso lado a vida inteira Só na dor, lastimamos a sua ausência !
São Paulo, 27/11/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Buscarei ! (soneto)
Buscarei !
Buscarei nos mais amplos horizontes Esquecer infaustas atribulações Descerei aos vales, subirei os montes Mesmo que sejam de enormes dimensões
Explorarei por todos os continentes A razão deste infortúnio, desta desdita, Palmilharei pelas areias mais quentes Na busca incansável, pela paz bendita.
Buscarei, como encontrá-la um dia Sem receio de distância ou caminhos Será então para mim a suprema alegria
Muito mais, se nesse momento, nesse dia Encontrar um amor que não tenha espinhos E traga consigo, a felicidade que queria.
Prangaba, 24/11/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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O temor ! (soneto)
O temor ! (soneto)
Nas cidades o sol se escureceu Envoltas em sangue as multidões Revolta que cresceu aos turbilhões E a excelsa justiça não venceu
O medo apoderou-se do cidadão Escravizado de enigmas profundos Não naturais, incômodos oriundos De mentecaptos e sem coração
São seres desprovidos de consciência Onde sinistra e triunfal é confusão Onde afogam sua impertinência
Gerando temor em toda a nação É falta de amor, na maior potência Que rege o universo e cada coração !
Essa mulher me abandonou, Nunca deixei de amá-la, Mesmo quando me trocou Por não saber conquistá-la
Que cara sou eu, afinal... Que não consigo esquecê-la Confesso, era especial Tanto, que não pude tê-la.
Porque padecer assim Tormentos e tanta dor Quando a levaram de mim, Não levaram meu amor !
Deixou sulcos definidos Imensa melancolia, Juramentos não cumpridos Nas promessas se escondia
Jamais serão esquecidos Quer de noite, quer de dia Estão na mente retidos Esta chama, não esfria.
Estranho comportamento Esmagou os lampejos meus Não a esqueço um momento Como se fora, anjo dos céus !
Vêm lágrimas aos olhos, Ao pensar no seu carinho. Enrodilhado em abrolhos Sem ela, vivo sozinho !
Porangaba, 24/11/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Esvoaçando pensamentos
Esvoaçando pensamentos !
Esvoaçando pensamentos Pra alma, abri as janelas Recordei felizes momentos E as facetas mais singelas
O tempo passa ligeiro Nossa vida o acompanha Molda o ferro o ferreiro O tempo ninguém barganha
Colhemos as consequências Dos dias que nós cruzamos Mudamos as aparências, Quanto mais velhos ficamos
Nossas paixões são vontades Que logo o tempo esfumaça Os dias são tão vorazes, Mal se dá conta, ele passa.
É de curta duração O tempo da mocidade, Vem, a semi escravidão Pra labutar à vontade.
Labuta-se a vida inteira Para se aposentar O soldo, dá tremedeira A velhice é de lascar
Esta é a derradeira Paga, que nos dá tédio Esta paga é tão fuleira Que mal dá para o remédio !
Porangaba, 25/11/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Natal - 2012
Senhor,
Eu O espero novamente neste Natal
NATAL - 2012
O Natal está chegando Vem com ele a fantasia Papai Noel caminhando Trazendo paz e alegria,
Para toda criançada Deste imenso Brasil É uma grande empreitada Por este mundo infantil
Em todo planeta terra Ele atende a garotada Haja presente na serra Pra atender a criançada
É uma época marcada Pelo cunho do amor Quando toda a meninada Anseia brinquedo melhor
É quando na humanidade A fraternidade é maior Onde o alvo é a caridade Pelo nome do Senhor
Quando se eleva a afeição No peito, pura ternura O impulso do coração Modifica a criatura
No seio da humanidade Cai uma benção dos céus Para toda a cristandade, É Dele, do filho de Deus.
É época na humanidade Marcada pelo crio do amor Onde o alvo é a caridade Âncora eterna ao Salvador
Fazei vós dessa doçura Diária manifestação É a definição mais pura Que toca vosso coração
Nessa mensagem de fé De paz, carinho e alegria Teces amor, que só Deus vê Vais seguindo a estrela guia
Aliviando a miséria Da dor e da amargura Darás à alma outra artéria Serás outra criatura !
Caminharás com Jesus Consolando teu irmão No caminho que conduz A alma à perfeição.
Porangaba, 31/10/2012
Alvissareiros sucessos de Próspero Ano Novo -
- 2013 -
Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia,blogspot.com
Teu jardim tinha uma rosa Daquelas da cor do linho Imponente majestosa Que me apontava o caminho !
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O culto da floresta
O culto da floresta
O silêncio é o culto da floresta Ouvem-se os galhos ranger quando atiça Sua ramagem um zéfiro mais forte Ou, se o mavioso rouxinol na liça Tenta a fêmea conquistar, faz a corte. Todo o pulmão da terra, está em festa
Na copa das árvores, aves de mil cores Cada uma erguendo um hino de gorjeios A mata envolta em úmidos vapores Enchendo de oxigênio nossos meios Vales, outeiros, cidades e nações Alimenta até, a chama dos vulcões !