No sonho, de quem só sonha Esta vida é um mistério Em sua mente bisonha O fim é o cemitério ! --------------------------------- Tu, és a fonte da vida Tu, és a fonte do amor Coração que dá guarida O teu nome é Jesus ! --------------------------------- São pobres, os que são pobres São pobres, os que não são Aqueles são pobres na vida Estes, pobres do coração. ---------------------------------- Trago você na lembrança Aninhada no coração Alimentando a esperança De voltares à minha mão. --------------------------------- Cai a noite de mansinho Vem o silêncio com ela As aves voltam ao ninho Eu, volto pra casa dela. --------------------------------- É neste recanto bisonho Que mora meu coração Poderá parecer um sonho Nem sonho, nem ilusão.
Pouca gente tem na vida Um cantinho igual ao meu Por isso minha guarida, É um pedaço do céu
Voltei do meu aconchego À metrópole agitada Estou pedindo arrego Pra botar o pé na estrada. ------------------------------ Na vida nada acontece, Sem uma estrita razão Nesta vida tudo passa, Só meu amor por ti não !
Porangaba, 06/11/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Eu quero cantar um fado
Eu quero cantar um fado
Eu quero cantar um fado Um fado arrasador Para que leve a saudade Que tenho do meu amor
Nesse fado meu anseio Que seja o primor da arte Seja ele um devaneio Cantado em toda a parte
Eu quero cantar um fado Confesso o mais perfeito Não pode ficar calado O que sinto no meu peito
é bela a vida e o amor Quando a alma nele respira Raios de luz e fulgor Foco que o cerne aspira
Faz o homem sonhador E a mulher ser rainha Nos momentos de amor Um ao outro se aninha
A beleza transparece No azul do teu olhar Como encanto aparece Neste bardo travador
é um foco interior A luz que de ti provém é o foco do amor Do amor que se quer bem !
Porangaba, 11/11/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Na tarde bucólica
Na tarde bucólica
Ouço o zumbir das abelhas Nas flores do meu quintal O balido das ovelhas Na pradaria frontal
A tarde amena, bucólica Na paz, junto à natureza Transcorre a vida sem cólica Na essência da pureza
Corre o riacho apressado Ao fundo da pradaria Meu cantinho abençoado Era tudo que eu queria !
Cortam o ar, beija-flores Nem vejo as horas passar Da mata virgem olores Fazem a mente acalmar
O crepúsculo avermelhado Que surge ao anoitecer Deixa a relva alaranjada É coisa linda de ver
As seriemas vez enquanto Piando sucessivamente Passam lá no meu recanto No bucólico ambiente
Já tem frutas penduradas No pomar que plantei Tem mangas perfumadas Laranjas e uvas de lei
Tem peras e tem maçãs Tem pêssegos e tem mamões Bananas, figos, romãs Amoras, limões campeões.
Borboletas de cores variadas Suaves asas coloridas Umas azuis, outras douradas E outras de cores garridas
Cortam os ares vaporosas Pousando aqui e acolá Nas azaléias e nas rosas E no pé do araçá
Muito embora de ti, me encontre ausente De qualquer forma, tu és o pilar da ponte Deste tédio, difuso e permanente Em que arquivo a saudade no horizonte
Nos esconsos meandros da lembrança Tua imagem está sempre e ao mesmo tempo Alimentando nesta vida minha esperança De superar meu anterior contratempo
Vejo-te, ainda, apesar dos longos anos Com aquele cabelo, em rabo de cavalo Sorriso franco, altivo de lusitanos
Como era bela a moça que eu amei Podou-me, como se poda uma flor no talo Mesmo assim, a amo e a perdoei !
São Paulo, 27/11/2012 Armando A. C. Garcia
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A mente humana ! (soneto)
A mente humana ! (soneto)
Jorram elocuções na mente humana Como jorra a água do rio na nascente. Escorrem sentimentos de amor ardente Como nas retraições de uma pestana
Rainha do meu eu, a todos momentos É dela que provém os pensamentos Todas idéias, na visão imaginária Desde a mais delirante a mais arredia
Das belas estrofes, aos conceitos mais puros Jorram da mente, definindo amores futuros Conduzindo os homens à luz da criação
Tão tenazmente e concomitantemente, Que atingirá a perfeição certamente, Ao julgar o semelhante, seu irmão !
São Paulo, 27/11/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Vítimas do ócio (soneto)
... Vítimas do ócio (soneto)
Tu, que dormes à sombra da inércia Do ócio, da preguiça e da ilusão Teu pobre coração está na solércia Desperta, desse despojo em vão
O ócio, gera teu escuro pensamento Com enigmas profundos e tenebrosos Procura por claro entendimento Os anos correm, lentos vagarosos
A ignorância no homem é transitória A evolução é a luz no desatino E, combater o ócio é uma glória
Liberto do escravizado destino Aquele que foi vítima na história Finalmente, volta-se ao Divino !
Porangaba, 15/11/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Esvoaçando pensamentos
Esvoaçando pensamentos !
Esvoaçando pensamentos Pra alma, abri as janelas Recordei felizes momentos E as facetas mais singelas
O tempo passa ligeiro Nossa vida o acompanha Molda o ferro o ferreiro O tempo ninguém barganha
Colhemos as consequências Dos dias que nós cruzamos Mudamos as aparências, Quanto mais velhos ficamos
Nossas paixões são vontades Que logo o tempo esfumaça Os dias são tão vorazes, Mal se dá conta, ele passa.
É de curta duração O tempo da mocidade, Vem, a semi escravidão Pra labutar à vontade.
Labuta-se a vida inteira Para se aposentar O soldo, dá tremedeira A velhice é de lascar
Esta é a derradeira Paga, que nos dá tédio Esta paga é tão fuleira Que mal dá para o remédio !
Porangaba, 25/11/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Noites Cegas
Noites cegas !...
Quando as noites eram cegas Só brilhavam as estrelas Ou, em noites de procelas Raios rasgavam as trevas
Com a água que represa, Tudo o homem modificou Nas coisas da natureza Gerou força, iluminou.
Nosso mundo transformou Noites; tal clarão do dia O progresso alcançou A força que o orbe queria.
E, foi rasgando as trevas Que o planeta evoluiu Não foram Adões, nem Evas Nova matéria surgiu,
A cibernética, a robótica A biologia, a ciência Hoje, tudo tem outra ótica Outro cunho, outra aparência
O mundo agora evoluiu Na arquitetura, na arte Arranha céus construiu Eles estão em toda a parte
A evolução da matéria Conhecimento, informação Mas, ainda vejo a miséria Em boa parte do povão
A vulnerabilidade De mentes introspectivas Tem gerado instabilidade Às grandes expectativas
A marcha não se detém No avanço do progresso Foi Ela, a Pátria Mãe Que nos deu este sucesso
Porém, há conjecturas Quanto aos ensinamentos E, confusas criaturas Duvidam dos mandamentos.
Que veio um príncipe ao mundo Pra nos legar a doutrina Num sentimento profundo Para a conversão Divina.
Tão grandes transformações No plano material Projetaram as nações No campo industrial
Expandir os sentimentos E com eles as emoções Profundos conhecimentos Em todos os corações.
É na esperança do progresso Que a Pátria Mãe acredita Não pode haver retrocesso, Na caminhada Bendita.
Porangaba, 04/12/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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A Pérola (Infantil)
A Pérola !... (Infantil)
Caminhava pela praia Um plebeu, pescador Quando surgiu a princesa Tão linda como uma flor !
O destino quis que ao vê-lo Gostasse dele a princesa E levou-o ao castelo Pra apresentar à realeza
Nada tinha o pescador Para princesa presentear Pescou a pérola mais linda Que havia no fundo do mar
Seu presente de noivado Estava ali garantido Deixou o rei encantado E aceitou o pedido
Na véspera do casamento Novamente foi pescar E pra seu maior contento Pescou a pérola, que era par
Presenteou a rainha Que muito agradeceu, Perguntou donde provinha Ele disse, que era do céu!
As pérolas eram tão belas Parecia que tinham luz Geradas duns cravos velhos Que pregaram as mãos de Jesus !