Incoerência
Incoerência
Nos fracos por natureza, o mundo pisa
Com a soberba dos loucos desvarios
Como oceano que engole os grandes rios
Visão da fantasia sórdida, concisa
Nesta luta desigual que aqui se trava
Onde os fortes a pisar acostumados
Por vencidos, jamais serão tratados
Já que a fraqueza dos fracos se agrava
Suas prioridades, são sempre as derradeiras
Mal nutrido do alimento necessário
O fraco é fraco até na indumentária
Morre na vida prestando vassalagem
Omitindo coragem, porque não a tem
Desfalecido em desânimo, omissão verdadeira.
Porangaba, 15/09/2012
Armando A. C. Garcia
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No palco da vida
No palco da vida
Somos atores, representando no palco da vida
Propomo-nos a exercer um determinado papel
Num conflito insolúvel, a vontade é conduzida
Pela força do destino seja acre, ou doce como mel.
A medida do limite entre o ator e homem
Funde-se no mesmo ser da condição humana
De simples mortais iludidos, ou ambiciosos
Ao limite próprio que de cada um emana
Sem adentrar a dimensão do ser divino
Somos protagonistas, em palco fascinante
Com preconceitos a eliminar do mais cretino
Ao mais paradoxal princípio eqüidistante
Que eleva o ser humano à noção de Deus menino
Que há dois mil anos, como nós, foi caminhante !
São Paulo, 13/09/2012
Armando A. C. Garcia
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Presságio (soneto duplo)
Presságio
I
Pressinto no mundo o fel da amargura
Verdade escondida nos trapos de rua
A sombra consome a luz e a figura
Na noite calada no brilho da lua
No manto celeste vejo a fé consumida
No oráculo de Delfos, sopé de Parnaso
Oferendas jogadas, esperanças perdidas
Transes e visões, foram obras do acaso
Sacerdotisas de Apolo, aqui novamente
De pastoras e religiosas disfarçadas
Vão jogando neste mundo novas sementes
E em nome doutro Deus, oblações são dinheiro
E vão amealhando tesouros às braçadas
Na fúria das ondas, são elas o timoneiro.
II
O Deus que afagam no céu não habita
E se existe, tem emoções quase humanas
Pois, se de dinheiro também necessita
Que Deus é esse que a matéria orbita
Dum sopro Divino o mundo precisa
A despertar consciências, puder definir
No palco da vida de quem profetiza
Que o povo a final, melhor saiba decidir
Pressinto na terra a paz sem sentido
O ódio e a cólera começam a crescer
Pressinto o naufrágio do mundo fingido
De vícios e tramas urdidas nas trevas
A fúria das ondas no dorso a gemer
Tracei o esboço, na prancheta as canevas
São Paulo, 01/10/2012
Armando A. C. Garcia
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Majestoso mar
Majestoso mar
Majestoso mar de inúmeros mistérios
Na grandiosidade de tua imensidão
Quando agitado és um elemento deletério
Se pacífico, tua beleza é fascinação
Teu espetáculo há miríades é contemplativo
Na história dos povos, foste a grande estrada
O caminho a percorrer significativo
Que descobriu novos mundos na caminhada
Tens tom azul, por vezes esverdeado
Tens a cor do céu, o enigma e o segredo
O deslumbramento e encanto sagrado,
Quando teu dorso não está agitado.
É nesse azul profundo, cheio de segredos
Na imensa extensão do mundo, lá estás
Semeando riquezas, alimentando os medos
Aos que te procuram, roubando-te a paz
São Paulo, 24/09/2012
Armando A. C. Garcia
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Rio Douro II
Rio Douro - II
Rio Douro, Rio Douro
Ao adentrar Portugal
Mudaste teu corredouro
Amansando-o por igual
Tua fúria indomável
Dez barragens blindaram.
Viraste rio navegável
Nas albufeiras que criaram
Através das eclusas
De uma a outra se transpõe
E o novo rio, acusa
Que a correnteza se foi.
Tua fonte de riqueza
É inestimável, também
A boa gente portuguesa
Quer-te, igual à sua mãe
Tiraram de tuas margens
As azenhas promissoras
Deram-te novas aragens
Com barragens geradoras
O progresso conquistado
Enriqueceu a nação
Cada qual tem o seu fado
O teu, dá-me emoção
Rio Douro, Rio Douro
Quantas saudades me trás
Se já eras um tesouro,
Miranda, não fica a trás
O Douro, na minha terra
Corria veloz para o mar
Os diques, o curso emperra
Caminha agora, devagar
Corria alegre, contente
Nos tempos que já lá vão
Hoje, tudo é diferente
É gradativa absorção
Rio Douro, Rio Douro
Em tua direção à foz,
Levas precioso tesouro
Não precisas ser veloz
Sem socalcos a percorrer
Silencioso caminhas
Régua abaixo, é teu dever
Levar o suco das vinhas
O Rabelo levas as pipas
Num horizonte sem fim
O barqueiro coça as tripas.
Na foz, come um *bacorim.
- *Pequeno leitão
-
São Paulo, 12/09/2012
Armando A. C. Garcia
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Coletânea de Poesias EM HOMENAGEM AO DIA DA CRIANÇA
Coletânea de Poesias
EM HOMENAGEM AO DIA DA CRIANÇA
SORRISO DE CRIANÇA
O sorriso de criança
De angelical pureza
Demonstra sua confiança
Neste mundo de incerteza
Franco e sadio sorriso
No seu reino de alegria
A vida é um paraíso
Que ela vive a cada dia
Sorri contente e feliz
Numa alegria sem par
É da vida um aprendiz
Capaz de nos ensinar
O sorriso de criança
Puro elo de ventura
Exprime e traça a esperança
Do criador à criatura.
São Paulo, 19/05/2005
Armando A . C. Garcia
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A GAZELA E O LOBO MAU
Certo dia uma gazela desgarrada
Á beira de um riacho, tranquila pastava
Quando um lobo, goela aguçada
Olhava, mirava, se d'um pulo alcançava
O porco-espinho, compadre da gazela
Atento observava a avidez do lobo
Que a cada segundo, pensava comê-la.
Como o porco espinho, nada tinha de bobo...
Arquitetou um plano contra o intento
Do astuto e ardiloso lobo mau,
Que fingia nutrir-se do mesmo sustento
Para acercar-se da gazela, o marau!
E quando o manhoso, o bote tinha certo,
O porco-espinho que a tudo assistia,
Jogou seus espinhos, em firme acerto
Que o lobo cegou; e de dor, ele gania...
A doce gazela, tão pura e tão bela,
Sequer percebeu o perigo iminente.
Continuou comendo, nenhuma cautela...
Só foi perceber, quando à sua frente!
O lobo ganindo, socorro pedia...
A pobre gazela, seus espinhos tirou,
Curou suas chagas, serviu-lhe de guia,
Para ser atacada, tão logo ele sarou!
O quanto podia, correu pelos prados
Saltava, pulava, só poeira fazia.
Por fazer o bem, pagou seus pecados...
Até que chegou, aonde o lobo não ia.
Aí, foi pensar que nem sempre se pode
Ao seu inimigo, comida lhe dar.
Porque à primeira rusga a poeira sacode...
Agradecendo assim, quem o quis ajudar.
São Paulo, 23 de agosto de 2004
Armando A. C. Garcia
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O CURUPIRA
A estória que vou contar
Não é minha criação
É folclore brasileiro
Das matas ou do sertão
Consta que na floresta
Havia um menino peludo
Dentes verdes, pés virados
Cabelos avermelhados
Criatura horripilante
Não fosse sua bondade
Dos animais vigilante
Tornar linda a fealdade.
Conta a lenda que protege
Todo animal que lá habita
E quando um caçador herege
Que caça não necessita...
Os bichos da mata imita
Ninguém o consegue ver
Assobia, grulha e grita
E da trilha o faz perder
Os que matam os filhotes
E caçam só por prazer
Judia-os passa-lhes trotes
Ficam loucos pra valer
Diz a lenda que certo dia
-Curupira era o seu nome
Na floresta um índio dormia
E Curupira tinha fome.
Então resolve comer
Do índio seu coração
Este acorda, ouve dizer
Vou fazer dele um lanchão
O índio apavorado
Fingindo medo não ter
- Teu olhar fique fechado
Que vou-te dar tal prazer !...
No bornal tinha guardado
Um coração de macaco
- Ao Curupira ofertado
Como se dele, fosse o naco.
O índio em troca pediu
Que o Curupira lhe desse
seu coração. Consentiu!
Com a faca o peito abriu...
Porque havia acreditado
Que o índio nada sentiu !
Caiu morto, esticado.
O índio fugiu aterrado...
Jurando lá não voltar
Mal um ano se passou !...
Sua filha pediu um colar
Diferente qu'o povo usou.
O índio aí se lembrou ...
Verdes dentes do duende !
Ao tirar... o ressuscitou
- O duende, nada entende....
Quis retribuir a bondade !
Arco e flechas certeiras
Para caçar sem maldade
Foram as ordens primeiras.
E avisado não poder
Mais que para um apontar
Com bando, nunca mexer ...
Porque o iriam atacar
Um dia, todo emproado...
Quis mostrar ao povo inteiro
De nenhum disparo errado
Com seu atirar certeiro
Esqueceu o recomendado
Atirou num bando inteiro
Foi de tal forma atacado
Qu'nada sobrou do arqueiro
O Curupira tudo viu
Cheio de pena ficou
Com cola, os restos uniu
O índio inteiro montou
Em razão da tal colagem
Ao índio recomendou
Não comer ou beber quente
Se não derrete para sempre
Um dia sua mulher
Fez um prato apetitoso
Muito quente e o guloso
Se apressou em comer
Derreteu de uma só vez.
- A lenda quer nos mostrar
Que a caça predatória
Não se deve praticar.
Que Curupira só deixa
Caçar um para comer
E aquele que caça enfeixa
Da trilha o faz perder.
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Esqueci de acrescentar
Como Curupira tem pés virados para trás
Ninguém o consegue encontrar !...
S.P. 04/12/2004 -
Armando A. C. Garcia
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TEXTO DE UTILIDADE PÚBLICA - POR FAVOR, REPASSE-O
CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil)
(Com a Pedofilia)
Criança, presta atenção
Naquilo que vou falar
Tem muito espertalhão
Querendo te abocanhar
É o lobo mau da historinha
Só que, em figura de gente
Criança, seja espertinha
Não sejas tão inocente
Criança, toma cuidado
De estranhos.Não aceites
Doces, bolacha ou salgados
O lobo, com esse deleites
Visa estraçalhar você.
Criança, toma cautela
O pedófilo é jacaré
Não quer que sejas donzela.
Nem um aperto de mão
Ou um elogio sequer
A sua má intenção
Está querendo esconder
Se pedófilo te abordar
Criança, toma juízo
Nem pares pra conversar
Que ele promete o paraíso
Chama a Polícia depressa
Antes que ele te faça mal
Brinquedos, são vil promessa
De uma troca desigual...
Se tu fores abordada,
Com proposta desonesta
Dá-lhe grande bofetada
E cospe na sua testa .
Aos Pais:
Quem ama toma cuidado
Com aquilo que o filho faz
Não deixe a vigília de lado
Às garras do satanás
Quem ama, toma cuidado
Alerte seu filho também
Não deixe que um desgraçado
Faça mal, a quem quer bem.
São Paulo, 21/07/2008
Armando A. C. Garcia
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O Poeta Pigmeu ! (Infantil)
Era uma vez um poeta
Pigmeu por natureza
Escrevia tão bonito
Que encantava a realeza
Um dia p'lo Rei foi chamado
Quis saber donde provinha
Seu lindo palavreado
Que, mesmo o Rei, não o tinha
-Respondeu-lhe: são as musas
Que o transportam do além
Achando as respostas escusas
O Rei, achou ser desdém
Mandou-o encarcerar
Pensando preso não usa
Com as musas conversar
E a escrever, ele se recusa...
Foi em vão. Logo em seguida
O Pigmeu escreveu
Poesia. O sopro da vida.
- Melhor entre terra e o céu!
São Paulo, 18/07/2008
Armando A. C. Garcia
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A MENTIRA ! - (Infantil)
O meu pai sempre dizia
Filho, não deve mentir
Porque a Mentira um dia
Poderá te atingir
Vejam só o que aconteceu
Ao Zé, que apascenta gado
- À noite não adormeceu,
Por sentir-se entediado
Então, sem o que fazer
Uma farsa engendrou
E gritando, ele fez crer
Que o lobo o atacou
Os pastores da vizinhança
Ouvindo... lobo gritar
Acudiram na esperança
Do lobo mau espantar
Lá chegando, circunspecto
O palco do acontecido
Não revelava aspecto
Do lobo ali ter bramido
Mal três dias se passaram
O Zé, de novo gritou...
Lobo, lobo, socorram ...
E todo mundo ali voltou
Vendo a mentira do Zé
Os pastores s'entreolharam
E sem tapa ou pontapé
Desapontados... retiraram
Zé, ficou desacreditado
No meio da vizinhança
- O caráter demonstrado
Foi de uma vil criança
No dia que o lobo atacou
O Zé, socorro pediu ...
Mas ninguém se importou
Porque o Zé, sempre mentiu
Com fúria e sanguinolência
O lobo mau sacrificou
Dez ovelhas, em consequência
Da mentira que criou
Foi então que o Zé pensou
No mal que havia feito
Quando mentindo gritou
Por socorro sem efeito !
São Paulo, 07/02/2008
Armando A. C. Garcia
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O casal de castores
Lindo casal de castores
Vivia à beiro do rio
Nem tudo eram flores
Pelo risco que corriam
É que lá ia beber
Casal de gatos selvagens
Passando logo a querer
Dos castores tirar vantagens
Tocaiaram sua presa
Um bom tempo sem cessar
P'ra colocá-los à mesa
À noite no seu jantar
Mas o casal de castores
Arquitetos por nascença
Tinha erguido uma barragem
P'ra defender sua existência
Construíram sua morada
Com galhos bem entrançados
Com a porta de entrada
Na barragem submersa
No meio dos paus trançados
Grande espaço reservado
Lá moravam sossegados,
Com mantimento, guardado.
Até que dois gatos selvagens
Perturbaram sua paz,
Mantendo guarda cerrada
Com finalidade voraz!
Por terem discreta porta
Com entrada pelo rio,
Deixaram de virar torta
Nos ataques que sofriam.
Cansados da perseguição
Resolveram se vingar...
Fizeram um mutirão,
Para os gatos afogar.
Assim na próxima investida
Os castores de prontidão
Abriram as águas do rio
Dos gatos... nunca mais se ouviu falar.
São Paulo 09/08/2004
Armando A. C. Garcia
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A RITINHA E O GATO SIAMÊS
A Ritinha tinha um gato
Cuja raça é siamês
Pulando sobre os telhados
Escapulia de vez
A Ritinha não gostava
Das fugas do siamês
Na sua ausência chorava
Pela falta que lhe fez
Sempre o bichano voltava
De cada sua escapada
- Nas ausências se encontrava
Com gata que muito amava
A Ritinha não sabia
Quem o siamês visitava
Até que um certo dia...
Trouxe a prole e a namorada
A Ritinha muito alegre
A todos eles abraçou
- Sua casa foi albergue
Da prole qu'o siamês gerou
São Paulo, 14/09/2007
Armando A. C. Garcia
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Oração da Criança
Quis rezar mas não sabia,
Nenhuma oração legal.
Vou pedir p'ra cada dia
O que acho principal.
Senhor, meu Deus, atendei
O pedido que vos faço,
Eu nem sei porque busquei
Abrigo em Vosso regaço.
Minha mãe, está doente,
Meu pai, desempregado
Que ela, cure de repente,
P'ra ele, trabalho achado.
Sabeis que sou pequenina
Tenho três anos de idade,
Não sei oração Divina
P'ra vós, não é novidade!
Atendei o que vos peço
Que chegando à mocidade,
Pagar-vos-ei justo preço
Rezando com qualidade.
Obrigado meu senhor,
Em atender meu pedido.
Eu não sei rezar melhor,
Mas vos fico agradecido.
São Paulo 07/08/2004
Armando A. C. Garcia
E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
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Germinação
Germinação.
De onde provém a vida senão da morte?
Pode parecer paradoxal a conclusão
Joga uma semente ao solo e se por sorte
Morrer. Da morte nascerá um novo grão
São Paulo, 14/09/2012
Armando A. C. Garcia
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A Primavera – II
A Primavera - II
Vede como é bela a primavera florida
Árvores frutíferas, campos verdejantes
Vede como é belo, o primeiro amor da vida
Estampa-se a alegria, nos rostos radiantes
A primavera, vestiu sua túnica florescida
Para cobrir de graça a alegria esplendorosa
O nascer e o pôr do sol, a manhã garrida
Tornando a vida neste mundo cor de rosa
Houve-se o murmúrio das águas no riacho
Num arroubo prazeroso tudo em festa
Encanto, ostentação, luz e claridade
Na quietude mansa do prado e da floresta
As aves buscam acasalar com seus machos
Florescem as rosas, tudo é fertilidade !
Porangaba, 21/09/2012
Armando A. C. Garcia
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De bica em bica
De bica em bica
Em quase todas as bicas as cidade
A sede que a devorava saciava
E assim, procedia, desde tenra idade
De bica em bica, outra bica procurava
Assim na vida, passava seus dias
Buscando saciar sua gula hiulca
Seus favores tinham curtas alegrias
Duração que no bem entender inculca
De bica em bica, sempre outra procurava
Sua idade, apoucou o excesso de secura
Foi-se tornando sem querer menos escrava
Nesta vida, tudo é bom, enquanto dura.
Porangaba 08-09-2012
Armando A. C. Garcia
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Sem confins
Sem confins...
Alguns, põem tanta avidez no que desejam
Que pisoteiam em gente, como num lagar
Se pisoteiam as uvas, para fazer o vinho.
Sua ostentação demonstra que ensejam
Ser a peça principal em qualquer lugar,
Não importa se o ser humano é capachinho
É a total ausência objetiva do direito
É o obter, por finalidade um resultado
Que satisfaça suas aspirações, seus fins
Mesmo que redundem, pra outros em mal feito
Seus interesses inconfessáveis, de outro lado,
São indiferentes, em sua ânsia sem confins.
São Paulo, 24/08/2012
Armando A. C. Garcia
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