Tu és um misto de ternura A imagem que emoldura A alma e o coração
Tu és a anônima obreira Mãe, mulher e companheira Que levanta ao sol nascer
Numa luta de coragem Tu és a prima imagem És o esteio do lar
Todos buscam teu abrigo Pois todos contam contigo Para a palavra final
És a rainha do lar E nunca deixas faltar O equilíbrio e a razão
Labutas em desigual Tua razão principal Em tudo está presente
Dás duro o dia inteiro Em casa e no canteiro A realidade confundes
Tens a tarefa dobrada Nunca te dizes cansada Nem negas o teu amor
Mulher que fala e faz Dá conta e é capaz De ser mãe e companheira
Na tristeza ou na alegria No amor ou na folia O corpo exausto! Só..
Mulher, mãe ou namorada És eterna apaixonada A amante insana, a viver!
Mulher de vários talentos Não ouças os meus lamentos Neste dia a ti consagrado
És espelho da candura Refletes a formosura Dizes ao mundo quem és !
São Paulo, 07 de março de 2005 Armando A.. C. Garcia
MULHERES - Aceitem minhas desculpas por não produzir um novo texto, é que, entendo ter dito tudo de bom a vosso respeito nestes verso. Assim, aceitem um forte abraço poético pelo vosso dia.
Somos iguais, somente na vida e na morte Depois, cada qual, com sua sina e sorte Vivemos no mesmo mundo em paralelo Uns à sombra da desgraça e do atropelo
Outros, repletos de tesouros e ambição Percorrem um caminho, indiferentes à razão À prudência e ao direito natural Do fundamento da causa da lei moral.
Mas um dia, e esse dia, chega para todos São chamados para conhecer o real valor E o livro da escrituração contábil for
Aberto. Apresentará déficit a rodos Bem maior que os créditos a seu favor Aí, bate o desespero, a aflição e a dor !
O sangue na veia a crepitar raivoso No peito o coração descompassado Arfava em delírios os ares ansioso Com o orgulho ferido e alquebrado
Sua alma cansada de sofrer curvada No mar de angústias, de martírios tantos Pranto que a desventura duplicada Ávida lhe trouxe num infinito manto
O ciúme, monstro negro que traz crueza A desgraça, a desventura o desamor No espaldar das forças da natureza De braços cruzados ostenta o furor
Que vai ruminando a mente, a razão Profunda, gigante a mágoa que cria O inferno em brasa em seu coração É presa do abutre que o demônio envia
Num instante não lembra, no outro desperta Abismos sombrios rondam-lhe a mente A porta principal, deixou entreaberta Passa horas cismando inconveniente
Traçando planos, conjecturando maldade Se os seus sentimentos não puder refrear Certamente cairá na criminalidade O amor que sentiu, hoje é ódio a açoitar
E do profundo *pélago que a ira expele Sangrento cotejo a vingança atiça Empunha o revolver, aponta pra ele Fechou-se a cortina, caiu a premissa. - Abismo São Paulo, 09/02/2013 Armando A. C. Garcia
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Com trastes
Com/trastes
Vendo tanta depravação de costumes Até já me acostumei à anormalidade Chegando mesmo a pensar que esses *gumes Apenas são, uma questão de contrariedade
Com raras exceções, põem a crítica de lado Insensatamente assaltam sem motivo Tanto o erário público, quanto o privado Enquanto o populacho, lida noutro crivo
Desfrutam honrosa fama, sem os merecimentos Fogem do estendal, do comento enfadonho Seus usos e costumes, carecem de sentimentos Não posso tolerar ! tanta lama... é medonho
Incrível! Mas 'stão consecutivamente No comando das hordas, ou do populacho Seu carisma é aparente e convincente Os vícios execrandos ocupam o mesmo facho
Nos argumentos tais de suas excelências Sempre a transmigrar de um cargo a outro Não deixam sentir que essas pestilências Sejam sentidas fora do lugar próprio...