Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

Perfil
322 250 Visualizações

Et cetera - 27/08/2026

Entre outras coisas, o restante,

Ficou no silêncio certamente,

Ou ficou de mim equidistante

Ao pensamento transcendente.

 

Nessa legião de coisas escondidas

Envolvidas na percepção sensorial,

Vão dando, de si, vida às nossas vidas

No sentido amplo, consciente e mental !

 

São Paulo, 27/08/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

Ler poema completo
Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

Visite meu blog://http://brisadapoesia.blogspot.com

Poemas

1138

Tropel de ternura

Tropel de ternura


Tropel de ternura cheio de carência
Sigo perdido na madrugada fria
Caminhando por entre cardos e silvas
Persigo meu fado na sombra sombria
E por tudo que hei sofrido, as madressilvas
Decidiram ornar minha imprevidência

Alcatifaram risonhas, novos rumos
Minha asa, minha casa, meu amigo
A nuvem negra, a maré brava se afastou
Meu sonho arrependido, foi um castigo
Que pra bem longe de ti me apartou
O tropel de carência... é folha de resumos !

Porangaba, 27/05/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com


588

Sumptuosidade da vida

Sumptuosidade da vida


Inegável a sumptuosidade da vida
Ela manifesta-se em toda a natureza
Do canto da ave, ao murmúrio do rio
A vida transborda neste mundo sadio
Em tudo, nós vemos imensa grandeza
E tem a mão de Deus a dar-nos guarida

Das cascatas sutis, aos rios frondosos
A infindável beleza das matas e selvas
Do brilho da lua, aos raios do sol
Do cair do dia, ao novo arrebol
E do azul dos céus, ao verde das relvas
D’ invernos rigorosos a verões luminosos

Tudo isto é vida, neste imenso jardim
Da simples crisálida surge a borboleta
Há em tudo um enigma e a força de Deus
Da imensidão do mar à vastidão dos céus
Que entre céu e terra existe no planeta
Do poderoso elefante ao pequeno pingüim

A poderosa mão do Divino Criador
Dá-nos acima de tudo, perspectiva
A esperança consoladora na aflição
A fé, a confiança de vencer, a ação
Liberdade de escolher uma nova vida
Sempre presente. Dá-nos pão e amor !

Porangaba, 01/06/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:
http://brisadapooesia.blogspot.com

570

Distantes da realidade

Distantes da realidade

Sonhos, sonhados em vão
Os sonhos que já sonhei
Foram minha perdição
Já que nunca os alcancei

Dizem que a vida é um sonho
Por isso nunca acordei.
Se é um sonho, é medonho
Tormentos mil, eu passei

Foram sonhos, foram sonhos
Os que sempre alimentei
Em vez de serem risonhos
De tristeza, os que passei

Foram dias de amargura
Que nos sonhos não divisei,
Dias de mágoa e agrura
Sem transigir suportei

Sonhos, sonhados em vão
Distantes da realidade
Machucaram o coração
Ao final, deixam saudade

Se por vontade de Deus
Que este destino traçou
Choraram os olhos meus
A minha lágrima secou

Hoje, tudo isso acabou
Até os sonhos findaram
Tal a lágrima que secou
Só, esperanças restaram

Porangaba, 30/05/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com

482

A Menina Pobre (infantil

A Menina Pobre (infantil)

Tinha uma linda menina
Era pobre, muito pobre
Quando orava a coitadinha
Tinha sempre um gesto nobre

Pedia aos anjos e a Deus
Por um trabalho melhor
Para que, assim os seus
Tivessem salário maior

Quem sabe assim poderia
Deixar a fome de lado
E comer quando queria
O pão, que hoje é minguado

Cansada de passar fome
A pobrezinha orava.
- A dor da fome a consome
Mas sempre a Deus suplicava

Chegou até a pensar
Que Deus não a escutava.
- Seria pra desanimar,
Mesmo assim, ela orava

Até que seu pai um dia
Chegou em casa contente
Subiu no emprego dizia
Passou a ser o gerente

A menina radiante
Não se esqueceu do Senhor
Foi dali, dali em diante
Que orou com mais fervor.

Porangaba, 29/05/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu Blog: http://brisadapoesia.
blogspot.com

673

Conflitos

Conflitos,

Há conflitos em todos os setores
Uns são pequenos, outros, são maiores
Surgem do choque entre intenções opostas
Nem sempre podemos virar as costas

Nossas vidas, estão repletas deles
Das opiniões calorosas, às reles
Alguns são salutares, outros mesquinhos
Difícil, desviá-los dos caminhos

Há os de consciência, os de moral
Os de amor, os de cunho emocional
E os de interesse do protagonista
Que nos conflitos da vida é artista.

Há conflitos entre religiões
Conflitos entre povos e nações
Entre tendências e opiniões
Entre vizinhos, e as novas gerações

Na família, entre filhos e pais
Conflitos nos namoros, nos casais
Temo-los até entre os animais.
A exceção. Os paramos celestiais!

Porangaba, 27/03/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
609

A maldade

A Maldade...

Não deixe brotar maldade
Dentro do seu coração
Porque aos poucos ela invade
Sua fé e sua razão

É tal espinho oculto
Cravado no coração
É sentimento inculto
Medonha escuridão

É muito mais do que pensas
É o fio da espada
É razão das causas tensas
É metáfora desenhada

Maldade é mal que advém 
Do cerne de nossa alma
Só a bondade a detém
Só o amor a acalma

É um frasco de veneno
Dotado de duas saídas
Uma agindo como dreno
Outra tapando feridas

Por vezes sem permissão
Esse frasco desarrolha
A saída dá explosão,
Sem que os destroços recolha

Nossos esforços em vão
Detêm a vil fagulha
O pobre do coração
É envolvido na bulha !

Porangaba, 21/05/2013
Armando A. C. Garcia 

Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com

693

Ninguém ama contrafeita

Ninguém ama contrafeita


Ninguém ama contrafeita
No amor a porta é estrita
Sempre a impor ao padecente
A dor que é decorrente

Da recusa, ao que ama
Pois não logra ver a trama
Que envolve o não querer
Do amor que viu nascer

Em seu peito acalentou
E a recusa o afastou
Dizendo que não interessa
Pois já o tirou da cabeça

Quando já não sente mais
O fascínio dos mortais
A atração chegou ao fim
Gelado, qual manequim !

São Paulo, 08/05/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com


617

Tão longe de você

Tão longe de você.

Eu, tão longe de você.
E tu, tão perto de mim
Difícil na minha fé
Reconhecer-te, assim !

Foi pela Tua vontade
Vontade, deliberação
Que encontrei a verdade
Expressa em meu coração

Na pretensa veleidade
Sempre fugindo de Ti,
No frescor da mocidade,
Caminhos outros, percorri...

Hoje, sei que creio em Ti,
Ergui a fronte pro alto
Por graça, não me perdi
Como bomba de cobalto

Senhor! Dá-me o bom senso
Para que eu possa ser digno
De Te falar o que penso
Em meu estrito desígnio

Abrindo meu coração
Que fundas mágoas marcaram
Onde engano e decepção
Minha alma atormentaram

O mundo dá muitas voltas
As ondas do mar, também,
...E foi nessas viravoltas
Que encontrei Jesus. Amém !

Não foi pregado na cruz
Nem foi ao pé do altar
Seu espírito me conduz
À pátria mais salutar.

Porangaba, 08/04/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com

607

Homenagem ao dia do Índio (replay)


Homenagem ao dia do Índio (replay)

Sua identidade perdida,
Suas terras circunscritas
Sem encanto, sua vida
Ao tempo dos Jesuítas.

Sendo o índio guerreiro
Domesticado qual gato
Como um galo no poleiro
É sombra do seu retrato

Numa extensão de elite
Montavam as suas ocas
Quando a caça no limite
Mudavam todas as tocas

Felizes, aqueles nativos,
Cuja terra era só sua
Homens brancos, atrevidos
Na verdade, nua e crua

Tomaram conta das terras
Afastando-os para longe.
Dizimados nessas guerras
Os índios aceitam o monge

Aos poucos catequizados
Da cultura, separados
E, assim, foram dizimados
Cada vez mais empurrados

De seus cantos e encantos
Perdendo a caça e a pesca
A floresta tem seus mantos
Com fontes de água fresca

Dia após dia empurrados
Cada vez para mais longe
Mesmo já catequizados
Passam a duvidar do monge

Esse choque cultural
Prejudicou todas as tribos
Desde a vinda do Cabral
Fizeram do índio um chibo

Os poucos que ainda restam
Perderam a organização
Da raça não manifestam
O senso duma nação

Do jeito que Deus criou
Na santa mãe natureza
Dela o homem te desviou
Devolva-te à singeleza

Nesta homenagem singela
Meu preito e admiração
À nação mais pura e bela
Vítima da espoliação !

São Paulo, 19/04/2012
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com

610

Tremenda Injustiça

Tremenda Injustiça


Senhores Deputados, Senhores Senadores
Ouçam do nosso povo os seus clamores
Chega de violência e impunidade
A ditadura, já nos dá saudade


Sendo democrata, devo admitir
Que este governo só faz consentir
Nos atos cruéis, tremenda injustiça
Que não pune a valer, quem pisa na liça.


Superior a cem anos, chega a ser a pena
Que a justiça absurdamente condena
E essa mesma justiça, dá liberdade
Antes de cumprir um décimo da metade !


Cansado o povo, não aguenta mais
O governo mouco, não ouve seus ais
O criminoso, em tudo é atendido
Parece até, que o povo é preterido.


Um rastro de sangue, amargura e dor
Trajetória infame, cruel desamor
Sofrimento atroz, violenta tortura
Impõem às vítimas a sepultura


A pena de morte, é por eles praticada
Sua integridade, não pode ser violada.
Somos reféns em nosso próprio lar
Na rua ou em casa, em qualquer lugar


Têm poder de fogo, pronto a matar.
A pobre justiça, sem força a capengar
Deixa nosso povo à mercê do bandido
Que apesar do seu crime, não é punido!


A Lei das Execuções Penais, precisa mudar
A sentença condena. Ela, manda soltar...
Afinal o veredicto, não tem valor
Deveria ser irrevogável, como do *exator


A decisão aplicada a quem transgride,
Não deveria malsinar o que decide.
Vemos a justiça deixar impune
Descumprir seu dever, é azedume.


Jamais, poderia conceder perdão
Sem cumprir totalmente a punição
Isto é prisma de governo decadente
Que não sabe governar a sua gente


Ou então, tem receio que a lei recaia
Sobre si. Já que hoje na tocaia
Vale tudo pra eles e nada acontece
Na pobreza, que honra abstrata tece.


No mesmo patamar, eu sinto dor
Deste povo ordeiro, trabalhador
Sem a proteção devida do estado
Vira presa fácil do celerado


Que, certo do reino da impunidade
Além de roubar, mata sem piedade
A vítima é prostrada e amordaçada
Em sua própria casa, ou na calçada


Nossa justiça, não está do seu lado.
Ampara o ladrão, o vil do safado
Que rouba e mata, sem arrependimento
Comete crime atroz, sem constrangimento


Em pouco tempo ganha a liberdade
Assim, pode roubar e matar à vontade
O próprio governo ainda lhe dá propina
Auxílio reclusão de acerca de duas quina


Pra quê, trabalhar, pra quê, cogitar
Se do ato fatídico, ele pode alcançar
Em poucos segundos, um mês a laborar
E a lei, conscientemente o está a afagar


No entra e sai, da caminhada percorrida
Na senda do crime está sempre envolvida
Sua vida. Devassada de crueldade
De cativeiro em cativeiro, só maldade.


Latrocínios, estupros e roubos sem par
Estrugem sua capivara de arrepiar
Houvesse um castigo verdadeiro
Apenas um, constaria no roteiro.


Mas; nesse prende e solta da justiça
Ninguém cumpre sua pena inteiriça
Não sei se culpar o sistema que o solta
Por saber, que logo ele, está de volta


Ou se culpo o Juiz que o solta sem aplicar
Uma medida de segurança impar
Capaz de torná-lo menos feroz
Fazê-lo ao menos, semelhante a nós.


Da menor idade


Tremenda aberração essa tal de idade
Boa parte da desajustada mocidade
Tem capacidade para votar. Se matar...
É infrator. Seu crime não vai pagar.


Pode traficar, estuprar e roubar
Sua conduta, a lei não a vai parar.
Se adolescência é a idade das ilusões
Sabe que não vai enfrentar os grilhões


Porque a lei o protege em demasia
Assim, tudo pra ele é fantasia
As atrocidades, não constarão
Do prontuário ao atingir a maior idade.


Têm carta branca para todos os ilícitos
**Brumosamente eles são explícitos
Por isso os facínoras nada temem
A desgraça atinge as vítimas que gemem


Vão semeando o pânico e o terror
E quando atingem a idade maior
'stão Diplomados na criminalidade
Desta forma fazem seu affaire sem piedade


Verdadeiros monstros, sanguinários
Matando de crianças até octogenários
Armados até os dentes, tal terroristas
Armam ciladas às escuras, ou às vistas.


Bizarro comportamento de conduta
Estranho modo de vida, sem labuta.
Que dirão do seu trabalho à família
O discurso de uma púnica homilia.


Nada os detém, face à tal impunidade
Reinante no seio da justiça. Ilogicidade
Por isso. Célere, agride e transgride,
Com brusca rudeza, impõe sua lide.


O povo, não aguenta mais a situação
Ouvimos no rádio, vemos na televisão
Protestos de famílias que são atingidas
Que faz o Congresso!... pra salvar suas vidas?!


Mantêm o silêncio, com medo, talvez
Que a lei que surgir, apeie seus pés
Mas esta situação, terá de acabar
Deste jeito que está, não pode ficar.


Acordem Senhores, faça-se a justiça
A que hoje temos, é singela premissa
E sem os excessos da tal trabalhista
Que aceita o pedido constante da lista


Não tenha receio de falar a verdade
Aberta a cortina, surge claridade
O pensamento transporta a semente
Que cairá em terra fértil, certamente.


Ouçam a voz do povo * Cobrador de impostos
Ela é a voz de Deus. ** vagamente


Porangaba, 30/03/2013
Armando A. C. Garcia


Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.co
m



567

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....