Perguntei
Perguntei
Perguntei às ondas do mar
Se ela, por ali passou
Perguntei à rosa dos ventos
Se a ouviram sussurrar
Perguntei às sombras do sol
Se sua trilha atravessou
Perguntei às sombras da lua
Se o luar manso ela cruzou
Perguntei à nuvem que passa
Se ela viu o meu amor
E ela, cheia de graça
Verteu lágrimas de dor !
São Paulo, 13/01/2013
Armando A. C. Garcia
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De Tropeço em tropeço
De tropeço em tropeço
E de tropeço em tropeço
Vai caindo, levantando,
Mudando até de endereço
Na vida, vai caminhando
No labor, alegre ou triste
Rasga a superfície bruta.
Que à enxada, não resiste
O agro solo. Brava luta
Pra trabalhar, sai contente
Dias inteiros na luta
Chega à noite, sorridente
Com a família desfruta
Do aconchego do lar.
Oram aos céus uma prece
Para nunca lhes faltar
O trabalho que enaltece.
Brilha a luz do amanhecer
De novo apega-se à lida
E sem nunca esmaecer
Do labor, sustenta a vida.
É dos tropeços da vida
Que novos avanços surgem
Não julga a esperança perdida
Se outras medidas urgem
Sabe tirar o proveito
De cada lance da vida.
Tem quem tropece no leito
E quem tropece na vida !
Porangaba, 15/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Como Ser Feliz
Como Ser Feliz !
Sinta o gosto de viver feliz
Sentindo na alma a alegria
Crie em si, como a flor a raiz
E admire os momentos de cada dia
Após a chuva, sinta o cheiro da terra
À noite ao *ciciar palavras de amor
Contemple as estrelas que o céu encerra
Verás nelas a mão do Criador
Sinta a felicidade em todos os momentos
Tanto ao pisares na areia da praia
Como ao pisar em lodos purulentos
Aprecie o sol, olhe como ele raia
Deixe renascer no seu coração
A esperança de ser feliz a cada dia
Nas coisas mais singelas a emoção
Sentirá que a paz nunca é demasia
Aceitando em si o nascer do sol
A cada dia que passa a alegria
Brilhará tal puro ouro no **crisol
E verá que o mundo não é fantasia
Sinta em cada momento a mão de Deus
E eleve aos céus uma prece fervorosa
Se há espinhos na vida, até a rosa
Os tem, e é a flor da vida e do adeus !
- Sussurrar; dizer em voz baixa
** Cadinho onde se apura o ouro: fig. onde se apuram sentimentos
São Paulo, 14/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Paixão imortal !
Paixão imortal !
Tu, foste sempre o meu maior encanto
Uma graça de amor que amo tanto
E ao longo dos anos inda sustento
O lindo encanto em meu pensamento.
Tu, a paixão imortal que perdura
E vai além da própria sepultura
Tivesses tu, o mesmo encanto
Ter-nos-ia coberto o mesmo manto.
E não estaria carpindo o meu pranto
Mas feliz, longe deste desencanto
Que tirou de mim o contentamento
Trazendo a angústia e, em aumento
A ansiedade e a atribulação,
Destino que deste ao meu coração !
Porangaba, 31/01/2013
Armando A. C. Garcia
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O desgosto
O desgosto
O desgosto, mata, aniquila
Sente-se a vida oca, vazia
A fronte consternada vacila
Na solidão, que ao triste cria
As profundas abstrações do nada
Abrigam no peito tanto fel
Que o sangue ferve, a alma gelada
Só aspira um silêncio cruel
Como se erguendo um cadafalso
Inflexível à alegria da vida
Para às sombras do pseudo-falso
Pouco a pouco, abreviar partida
Desgosto, é amargura sem fim
É o horror fechado à ofensa
Descorado, pálido, qual cupim
Que corrói a alma sem defensa
Mina a alegria, a exultação
Só à tristeza ele nos conduz
É chaga que mina o coração
É uma úlcera cheia de pus
É dor, que em vida amortalha
No silêncio profundo e mudo
É o entristecer nesta batalha
Que a vida nos legou, contudo
É preciso reagir com força
Equilibrar nosso pensamento
E antes que a porca o rabo torça
Virar a página desse mau momento !
São Paulo, 11/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Voltei
Voltei ...
Voltei, como volta a primavera,
Como volta a luz de cada dia
Voltei, para dizer-te o que queria
Pois, falar de amor, não é quimera.
Dizer que amar-te-ei, por toda a vida
Seja na tristeza, ou na alegria,
Voltei, para falar o que queria
Que não te pude falar na partida.
Voltei, com o coração cheio de amor
Cheio de esperança, sorriso em flor
Como a primavera que é capaz
De florir os prados e serranias
Voltei, para amar-te todos os dias
Fazer-te feliz e amar-te em paz !
Porangaba, 31/01/2013
Armando A. C. Garcia
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A cruz de uma mãe
A cruz de uma mãe
No rosto a desventura
Quanta aflição e amargura
Já passou aquela mãe
Com o filho que ela tem
Vive perdido no jogo
Dia e noite está de fogo
Já não almoça, nem janta
Arrasta-se, quando levanta.
Droga e vício o domina
Da casa, confunde a esquina
Fica jogado ao relento
Toma chuva, toma vento.
A droga, é seu alimento
Sua força, seu sustento.
A rua, é o seu lugar
E a cama, pra se deitar !
A pobre mãe aflita,
Não sabe se chora, se grita
No seio desta desdita,
Apega-se à virgem bendita !
São Paulo, 05/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Melancolia
Melancolia
Tristeza indefinida
Nas horas amargas
De saudade vencida
Excesso, sobrecargas
Sussurros incontidos
Acre sabor da vida
Por abismos sofridos
Melancolia dorida
Que sangra o coração
Como nas garras da morte
Em suprema aflição
Moribundo em aporte
Os céus não se dão conta
Do sofrimento atroz
Dessa tristeza de monta
Qual tempestade feroz
Violenta, impetuosa
Que o indivíduo maltrata
Melancolia ardilosa
A tua face o retrata
És tu, que gravas e falas
A mulher, ao velho, à criança
Em devaneios os igualas
À tua verossimilhança
São Paulo, 14/02/2013
Armando A. C. Garcia
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A semente do amor
A semente do amor...
A felicidade está em nossas mãos
Cumpre-nos apenas limpar o caminho
Plantar na alma a semente do amor
E deixar o coração da cor do arminho
Então, ouçamos a voz do universo
E busquemos na sua sabedoria
A razão de tudo e deste próprio verso
Está nas mãos do Criador, em sua cria
Bem o sei, que nossas ambições são tantas
Necessitamos de muito discernimento
E precisamos de aprendizados quantos
Para que não feneça a brisa e o alvor
Encha nosso coração de conhecimento
Da verdade, da caridade e do amor!
Porangaba, 17/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Onde andará
Onde andará...
Onde andará meu amor,
O das promessas descumpridas
Meu amor, onde andará !
Fui por outro preterido
Passei dias de amargura
Foi amor, nunca esquecido
Meu amor, onde andará.
Devaneios da juventude
Por certo, assim o dirá
Cada um com seu papel
Até Judas o cumpriu,
Uns trocam mel, pelo fel
Os caminhos percorridos
Certamente mostrarão
A transição dos sentidos
Conservo cheio de amor
O coração rejeitado
Para inundar de olor
As pedras que ela pisa
E ofuscar de beleza
O nome que a batiza
Com todo deslumbramento
Cobrirei ruas de flores
Nem que seja em pensamento
Neste singular desejo
Exótico por natureza
Ao meu, seu fado cotejo
Encantadora magia
Invadiu meu pensamento
Seu amor foi fantasia
O meu, eterno, infindável
Parece até mitologia
Este amor interminável
As sementes plantadas
Dentro do meu coração
O foram sempre regadas
Com o elixir do amor
Aquele que nunca fenece
E resiste ao clamor
É tão velha sua crença
Quão velho é este amor
Mesmo sem sua presença
É grandioso, de valor
Vai do zero ao infinito
A dosagem deste amor
Meu amor, onde andará.
Não vi mais sua presença
Porque será, porque será !
Onde andará, meu amor,
Meu amor, onde andará
Meu amor, onde andará...
São Paulo, 12/01/2013
Armando A. C. Garcia
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