Fingidas Juras
Fingidas Juras
Relembrar das tuas fingidas juras
É aumentar inda mais a minha dor,
Tormento atroz, em minhas conjecturas
Tu, alheia aos males. Puro desamor !
Consome as entranhas o mal definido
Coração solitário, a morrer sem ti,
Sangue fervendo nas veias *abstido
Ao célere ritmo d’asas do colibri.
E, perdido sem uma réstia de esperança
Sem uma luz que rasgue as trevas deste breu
Sinto que a sombra da tristeza avança
E eu, longe de ti, tu, que eras o meu céu
Perdido, perdi do mundo a confiança
Ao perder o amor que julgava ser meu !
*reprimido
São Paulo, 22/02/2013
Armando A. C. Garcia
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O vazio em sua vida
O vazio em sua vida
Não deixe que o vazio em sua vida
Produza ansiedade e solidão
Busque n’estrela guia a esperança
Um norte que indique à semelhança
Caminho sem sonhos, credível, são.
Sem utopias, na Lei sugerida
Valores que não conhecem limites
Escondem dentro de nós algo maior
E cuja dimensão se fragmenta
Quando o ser humano não aguenta
A ansiedade e a solidão a seu redor
Invadindo a alma e o coração
Quando sentires estes sentimentos
Volve teu olhar ao Criador
É hora de tu repensares melhor
Hora de abolir o malfeitor
E acolher Jesus, o Redentor
Preencher o vazio, é o momento !
São Paulo, 05/03/2013
Armando A. C. Garcia
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A esperança na vida
A esperança na vida
A esperança é sentimento inato do homem
Triunfa segundo a fé de cada um
É uma das três âncoras do tratado teológico
A certeza íntima que dá força ao lógico
No mundo da ilusão, anseio comum
Robustas perseveranças que não somem
E nas asas da esperança a crença avança
Estranho fenômeno de uma lei natural
Em cujo laço *integérrimo da alma
A mística essência daquela acalma
As frias lágrimas do mundo celestial
Sob a sombra do amor e da esperança !
Este, não é apenas um poema,
Quero que seja um poema de esperança
Que agregue novas razões à sua vida
Até hoje, aflita e consumida
Tão distante da aurora que avança
Em razão do seu tão triste dilema
Progresso e conhecimento verdadeiro
Chegarão na hora certa, iluminada
Triunfo de quem tem fé e persistência
A contemplar do infinito a consciência
Na linha do horizonte a madrugada
Trás o caminho à mãos do timoneiro !
- íntegro
Porangaba, 11 de março de 2013
Armando A. C. Garcia
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Com trastes
Com/trastes
Vendo tanta depravação de costumes
Até já me acostumei à anormalidade
Chegando mesmo a pensar que esses *gumes
Apenas são, uma questão de contrariedade
Com raras exceções, põem a crítica de lado
Insensatamente assaltam sem motivo
Tanto o erário público, quanto o privado
Enquanto o populacho, lida noutro crivo
Desfrutam honrosa fama, sem os merecimentos
Fogem do estendal, do comento enfadonho
Seus usos e costumes, carecem de sentimentos
Não posso tolerar ! tanta lama... é medonho
Incrível! Mas 'stão consecutivamente
No comando das hordas, ou do populacho
Seu carisma é aparente e convincente
Os vícios execrandos ocupam o mesmo facho
Nos argumentos tais de suas excelências
Sempre a transmigrar de um cargo a outro
Não deixam sentir que essas pestilências
Sejam sentidas fora do lugar próprio...
Fig. perspicácia; agudeza
Porangaba, 16/02/2013
Armando A. C. Garcia
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O regato cristalino
O regato cristalino
Com os olhos no infinito, em vão procuro
Tão longa a saudade, como o esquecimento
Minha alma, sem ela, está no escuro
E perdê-la, foi plangente sentimento
Incoerente e adverso foi o destino
Transmuda-se a razão, não a emoção
Como o regato que corre cristalino
A perda de um amor dói ao coração
Procuro-a nas estrelas, no sol e no ar
Nas noites de luar e nas de procelas
Procuro-a nas lembranças e ao pensar
Respondem as relíquias que sem cancelas
Lá, no auge da paixão puderam gravar
No meu cérebro, guardião das coisas belas !
São Paulo, 11/01/2013
Armando A. C. Garcia
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Horas agrimas
Horas agrimas
Sua alma está triste,
O coração, cheio de dor
Se a felicidade existe
Não foi em seu amor
Seu coração verte lágrimas
Não só p'la desunião
Mas pelas horas *agrimas
Após a separação
Ferido o íntimo sentimento
Com a alma esfacelada
A vida é um tormento
Felicidade, uma piada
Sua alma, cismou dela
Cismou o seu coração
Quebrou-se o encanto por ela
Desabou sua ilusão
Já debilitado sentiu
Os passos ferais da morte
Na aflição que surgiu
No ludíbrio da sorte
A custo exprime o que sente
Inóspita praia adentrou
Cruéis vagas ele pressente
Sem ela nos braços ... chorou !
* ódio; raiva
II
Sua alma verteu prantos,
Lágrimas de muita dor,
Derramados eram tantos
Quão grande foi o amor
Toda chama foi apagada
Na taça da desventura
Tem outro amor na parada
Hoje. É, de outra criatura
Nos braços de outro, talvez
Sossegue o seu coração
Que não teve a altivez
De cumprir sua missão
Erguendo os olhos aos céus
Procura apagar sua imagem
Domar os instintos seus
Difícil como um selvagem
Procura embalde esquecer
O mar em que se perdeu
Deste modo, melhor morrer
Já que a derrota venceu
Abismo profundo e insano
Que abala os céus e a mente
Só um esforço inumano
A tal ofensa consente !
São Paulo, 08/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Platônico amor
Platônico amor
Se tão grande era o desejo
Quão grande é a saudade
Cruel o dia que a não vejo
Calvário de ansiedade
À noite em vez das estrelas
O astro, de trevas se cobre
E, sem o endereço dela
A sombra da noite a encobre
Como é triste a minha sina
Quão triste o meu penar
A paixão me amofina
Sem puder-me declarar
E este platônico amor
Que acalanta meu desejo
Revela encanto e primor
Pelo tanto que a almejo
Estou carpindo a saudade
Na sinfonia do amor
Posso carpi-la à vontade
Porqu'dela, não sinto dor
De fragrância embriagado
Com o perfume do amor
Vivo feliz, deslumbrado
Meu desejo, tem fervor
Meu grande anseio por ela
Não tem preço, nem valor
Sem saber o nome dela
Confesso, o grande amor !
São Paulo, 12/01/2013
Armando A. C. Garcia
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Entre Iguais
Entre Iguais ...
Somos iguais, somente na vida e na morte
Depois, cada qual, com sua sina e sorte
Vivemos no mesmo mundo em paralelo
Uns à sombra da desgraça e do atropelo
Outros, repletos de tesouros e ambição
Percorrem um caminho, indiferentes à razão
À prudência e ao direito natural
Do fundamento da causa da lei moral.
Mas um dia, e esse dia, chega para todos
São chamados para conhecer o real valor
E o livro da escrituração contábil for
Aberto. Apresentará déficit a rodos
Bem maior que os créditos a seu favor
Aí, bate o desespero, a aflição e a dor !
Porangaba, 16/02/2013
Armando A. C. Garcia
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A idéia
A idéia
De que *absconsa estrela ela provém
Essa luz de incógnitos pensamentos
Que percorre nosso cérebro num vaivém
E misteriosa lança-nos a **barlaventos
Será que ela vem do incógnito psique
Da cripta escura da torre de marfim
Ou será que a idéia é o alambique
Que destila ação e emoção por fim
Ela, poderá ser nobre ou ignóbil
Espontânea, vil, livre ou natural
Maravilhosa ou de capcioso ardil
Porém, quando ela do além provém
Traz em si a graça e a leveza sem igual
Que só Deus nos pode dar e mais ninguém !
São Paulo, 26/11/2012
Armando A. C. Garcia
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* estrela que se oculta ao por do sol: pequena lâmpada
velada
** direção de onde sopra o vento
Quando eu cri !
Quando eu cri !
Caminhando a meu lado
Eu, não te via Jesus
Um herege do pecado
Por fim, encontrou a luz !
No emaranhado da vida
Estava perdido sem ti,
A felicidade foi sentida
Quando em ti, eu cri !
Novo caminho trilhou
Meu coração tão sofrido
Depois que Te encontrou
Amor e paz ele ganhou
Transbordando de ternura
Nesta nova trajetória
Terei dias de ventura
De esperança e de glória
Uma nova realidade
O amor de Jesus criou
Com honra e dignidade
Minha vida rotulou
Tua luz, no firmamento
Ilumina a humanidade
E no sombrio momento
A mesma luz, nos invade.
São Paulo, 11/01/2013
Armando A. C. Garcia
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