Ó linda estrela que fulguras No grande infinito sem fim Cedes luz às noites escuras De dia, iluminas o jardim
Tu, és uma estrela que brilha Num intenso clarão fecundo Com milhões de anos tua trilha, Fascina natureza e mundo.
Dás vida aos prados e às flores Despertas a vida na terra. As aves gorjeiam, e dás cores Às sebes e às matas da serra
No pomar, a fruta amadura Quando no horizonte te elevas A natureza canta a fartura Mal teus raios rasgam as trevas
A vida, a cada nova aurora, Renasce cheia de esperança Tu, és a vida que aflora Do mundo, alegria e pujança
Ó, glorioso Sol desta vida Que a deslumbras e aqueces Que jamais seja enfraquecida A nobre luz, que nos ofereces
São Paulo, 19/07/2013 Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
638
do imenso mar
...do imenso mar
Com certa magia a lua reflete Nas águas profundas do imenso mar Quase sem vento a luz se inflecte Na luz que do céu, provém do luar
Certa fragrância, as ondas carregam Na praia deserta, suspiros sem fim... Nas areias da praia, que tudo abnegam Um cheiro tão doce, parece jasmim
Noite tão calma, silêncio profundo Caminha sozinho, na praia jardim Sem violar sossego, nem paz ao mundo
Curtindo a mágoa do fim de um amor Nas águas do mar, deságua por fim As dores que mutilam, aquele sonhador !
São Paulo, 18/07/2013 Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
659
Tapar o Sol com a peneira
Tapar o Sol com a peneira
Salvo o devido respeito, por melhor opinião. A manifestação de dona Dilma, a presidente, De plebiscito, pra alterar a constituição Afasta-se daquilo que o povo quer e sent
Ao aventar por ampla reforma política Tira do pensamento almejado a esperança Do povo, qu’numa situação demasiado crítica Clama por saúde, educação e segurança !
Qual estorvo, o aventado à circunstância Assemelha-se a uma barreira à pretensão Do clamor expressado com jactância Nas ruas de todas às cidades desta nação
Clamou por justiça, saúde e educação O grito de alerta deste povo Brasileiro, Por Segurança e um fim à corrupção Não foi de reforma política, mensageiro
A cidadania é direito de grande dimensão Atualmente muito, muito mal representada O povo saiu à rua desta grande nação Para clamar pelo justo e o conforme à lei
Vez que seus representantes quedam-se inertes Vendo o povo, sem as básicas necessidades Sendo vilipendiado, dizimado até por pivetes Nada lhes acontece, em razão de poucas idades
Gastam-se milhões em estádios de futebol Há falta de escolas, de hospitais, de segurança O povo cansado, saiu às ruas no semancol Protestando e enfrentando a polícia à lança
Exigindo maiores rigores na apuração Dos recursos públicos, face à malversação Do descaminho, do peculato, e da inação Em que parece adormecida a elite da nação .
Ouçam pois, senhores deputados e senadores A voz do povo que clama por seus pétreos direitos Não tolham, e nem bloqueiem seus clamores Pois além das circunstâncias, são seus eleitores !
A insatisfação, gera dúvida, desconfiança Mostrem a garra do futebol na chefia da nação O povo clama, e a voz do povo é de esperança, Esperança que se traduza em vossa compreensão
Que não fique no tinteiro, como ficou o mensalão Que julgado pelo Supremo, a ele mesmo recorreu O que significa que nem ele tem poder de decisão. Que país é este, se tudo nele, parece que feneceu!