Salvo o devido respeito, por melhor opinião. A manifestação de dona Dilma, a presidente, De plebiscito, pra alterar a constituição Afasta-se daquilo que o povo quer e sent
Ao aventar por ampla reforma política Tira do pensamento almejado a esperança Do povo, qu’numa situação demasiado crítica Clama por saúde, educação e segurança !
Qual estorvo, o aventado à circunstância Assemelha-se a uma barreira à pretensão Do clamor expressado com jactância Nas ruas de todas às cidades desta nação
Clamou por justiça, saúde e educação O grito de alerta deste povo Brasileiro, Por Segurança e um fim à corrupção Não foi de reforma política, mensageiro
A cidadania é direito de grande dimensão Atualmente muito, muito mal representada O povo saiu à rua desta grande nação Para clamar pelo justo e o conforme à lei
Vez que seus representantes quedam-se inertes Vendo o povo, sem as básicas necessidades Sendo vilipendiado, dizimado até por pivetes Nada lhes acontece, em razão de poucas idades
Gastam-se milhões em estádios de futebol Há falta de escolas, de hospitais, de segurança O povo cansado, saiu às ruas no semancol Protestando e enfrentando a polícia à lança
Exigindo maiores rigores na apuração Dos recursos públicos, face à malversação Do descaminho, do peculato, e da inação Em que parece adormecida a elite da nação .
Ouçam pois, senhores deputados e senadores A voz do povo que clama por seus pétreos direitos Não tolham, e nem bloqueiem seus clamores Pois além das circunstâncias, são seus eleitores !
A insatisfação, gera dúvida, desconfiança Mostrem a garra do futebol na chefia da nação O povo clama, e a voz do povo é de esperança, Esperança que se traduza em vossa compreensão
Que não fique no tinteiro, como ficou o mensalão Que julgado pelo Supremo, a ele mesmo recorreu O que significa que nem ele tem poder de decisão. Que país é este, se tudo nele, parece que feneceu!
Precisamos mostrar ao mundo O desconsolo profundo Deste povo sofredor Que tem por pai, Nosso Senhor
Falta água no nordeste O gado morre de sede Enquanto o cabra da peste Ar condicionado e rede
O dinheirão que se gasta Sem utilidade alguma, Pois nada que satisfaça Para o povo ele arruma
Mentiram tanto e quanto Do quanto, nada fizeram Os que mentem, mentem tanto Que da mentira, se esqueceram
Verdadeiro estelionato Em cada eleição praticado Repetem o mesmo ato De *focinho deslavado
Peçamos ao Senhor do Bonfim Que esclareça nossa mente - É força chegar ao fim Rejeitando essa gente !
•No Aurélio: pop. rosto do homem; face; cara
São Paulo, 20/05/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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A Menor Idade Penal
A Menor Idade Penal
Se o menor de idade tem discernimento Aos dezesseis anos, para decidir eleição Na escolha do mais alto chefe da nação Não terá, para seus atos, o mesmo entendimento?
Se assim não for, quero crer que deputados Senadores e até mesmo nosso presidente Não podem considerar legítimos dessa gente Os votos que por eles foram sufragados
Presume-se insensata conquista política Que só absorve do menor, o que lhe interessa Incutindo ideais em sua cabeça Para depois, do mesmo inda fazer crítica
O menor aos dezesseis anos está maduro Mais do que antigamente aos vinte e um É que a televisão, a internet e o cartum Despertaram o menor de antes inseguro
Não se diga que não têm conhecimento Muito menos critério, tino, juízo Senão quem fica é você no prejuízo Pois talvez tenha menos discernimento
Quantos deles aos dezesseis anos são pais Morando na companhia de mulheres Assumindo de verdade os seus deveres Enquanto outros por caminhos desiguais
Envoltos na crista do crime e na droga Roubando e matando impiedosamente Ainda troçam na TV acintosamente Rindo das façanhas e de tal se esnoba
Tem ainda quem defenda suas proezas Indecorosas, cruéis e insublimadas Até que um dia sejam por eles vitimadas Quando passarão a condená-los, com certeza
A lei protege o menor com a impunidade Por isso ele rouba e mata celeremente Sabe que não vai pagar, a lei é benevolente É considerado infrator, pela menoridade
Assim, não se compraz só em roubar objetos Para sua auto afirmação; rouba a vida Da vítima do roubo, para logo em seguida Adquirir o craque imundo e abjeto
Aquele que o leva a cometer novos crimes Podendo estuprar, traficar e roubar Sua conduta, a lei não a vai parar E ele, ciente da impunidade, joga no time
O time da maldade, da perversidade Onde o ódio o impele à execração Ao rancor, à violência, e à aversão Animosidade que define a crueldade
Mata, como se abate uma rês e dá risada Pela ciência que tem da impunidade O Congresso nada faz pra mudar a idade Idade penal que só no Brasil é avançada
Vejamos o que ocorre ao redor do mundo Sobre a ótica da ilicitude do menor de idade Aos quinze na Dinamarca paga incivilidade Menos um, Itália e Alemanha, prendem imundo
Aos treze na França sofre a imputabilidade Na Holanda e Escócia com doze é punido Na Inglaterra, aos dez, também, não é excluído Nos Estados Unidos entre seis e doze anos
Veja o Mapa Múndi anexo:
América do Norte
- Estados Unidos – entre 6 e 18 anos, conforme legislação Estadual. - México -11 e 12 anos, na maioria dos estados
África
- África do Sul – 7 anos - Argélia – 13 anos - Egito – 15 anos - Etiópia – 9 anos - Marrocos – 12 anos - Nigéria – 7 anos - Quênia – 8 anos - Sudão – 7 anos - Tanzânia – 7 anos - Uganda – 12 anos-
Àsia
- Bangladesh – 7 anos - China – 14 - Coréia do Sul – 12 anos - Filipinas – 9 anos - Índia – 7 anos - Indonésia – 8 anos - Japão- 14 anos - Myanmar – 7 anos - Nepal - -10 anos - Paquistão – 7 anos - Tailândia – 7anos - Uzbequistão – 13 anos - Vietnã – 14 anos
América do Sul
- Argentina – 14 anos - Brasil – 18 anos - Chile- 16 anos - Colômbia – 18 anos - Peru – 18 anos
Europa
-Alemanha - 14 anos -Dinamarca – 15 anos -Finlândia – 15 anos -França – 13 anos -Itália 14 anos - Noruega – 15 anos - Escócia – 8 anos - Inglaterra -10 anos - Suécia – 15 anos - Ucrânia – 10 anos
Como se vê, só parcialmente na América do Sul A menor idade penal ocorre aos dezoito anos Parece que estamos no país dos desenganos Incapazes de arcar o fato neste país taful
Deixo a vocês leitores o sofrido arremate Nós somos eleitores, sem representação Sei que é difícil a prudente conclusão Nossa delegação de poderes, foi um disparate !
Há que considerar os tempos mudando Remígios do condor rasgam os céus O homem. Noutro planeta está criando Um novo mundo, como se fora Deus
Mas, inconsideradamente, é um menino Imprudente, precipitado, num lugar perdido Não há percurso sem caminho. Destino Não acende estrelas com a mão, ungido.
Só a Ele, cabe o puro gesto, caminho Na força do céu, na montanha e mar Para qualquer lado é taça de vinho
Que a mágoa da vida nos faz tomar Grito liberto, cheiro de rosmaninho Distância e saudade do verbo amar !