Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

Perfil
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Et cetera - 27/08/2026

Entre outras coisas, o restante,

Ficou no silêncio certamente,

Ou ficou de mim equidistante

Ao pensamento transcendente.

 

Nessa legião de coisas escondidas

Envolvidas na percepção sensorial,

Vão dando, de si, vida às nossas vidas

No sentido amplo, consciente e mental !

 

São Paulo, 27/08/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –

 

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Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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Poemas

1138

Homenagens ao dia da Mãe

Homenagens ao dia da Mãe

MÃE !

Mãe, é palavra Divina
No seio da humanidade
Na vida traz a alegria
Na morte deixa a saudade !

São Paulo, 07 de maio de 2009
Armando A. C. Garcia


Mãe I


Ama-a, cheia de defeitos ou de bondade
Ama-a tal qual é, porque ela é tua mãe
Não lhe meças os erros se é que ela os tem
Tampouco a enobreças se for cheia de bondade.

Ama-a, porque ela deu um pouco de si mesma
E dessa dádiva, brotou um rebento. És tu!
Que ela, jamais, deixou secar enquanto que tu...
Tornas-te indigno de ser filho dela mesma.

Ama-a, como um filho deve amar sem preconceitos
Porque o amor de uma mãe não pode ser ultrajado
E aquele que o fizer, será eternamente condenado.
Será um réprobo, um monstro, sem mais direitos.

Cobre de beijos, sua pele já sulcada de rugas
E em cada fio de cabelo argenteado
Deposita um beijo e perdoa seu pecado
Assim como ela em criança perdoava tuas fugas.

Mas se assim não for, redobra então teus carinhos
Para que um dia, quando morrer, leve na lembrança,
A certeza de que na terra deixou uma esperança!...
A quem mais tarde, será a luz de seus caminhos.

São Paulo, 04/04/1964
Armando A. C. Garcia


Mãe II

A palavra pequenina
Que maior carinho tem
É a palavra Divina
Que tem a expressão de Mãe !

Mãe é palavra sagrada
Cheia de amor e amizade
Mãe... é a expressão mais amada
Sinônimo de Felicidade.

São Paulo, 21/04/2004
Armando A. C. Garcia


Mãe III

Presta a justa homenagem
À mãe, rainha do lar
Que reflita sua imagem
Como santa no altar

Lembra-te dos seus carinhos
E dos desvelos sem fim
Orientando teus caminhos
Qual lâmpada de Aladim !

E nesta data festiva
Enche de paz e alegria
E leva a tua rogativa
Aos pés da virgem Maria

Só em ter-te concebido
Carregando-te no ventre
Deves ser agradecido
E louvá-la eternamente

São Paulo, 04/05/2004
Armando A. C. Garcia


MÃE (IV)
I
Carinhos quantos me deste
Ó minha mãe tão querida
Mil afagos, tu soubeste
Colocar em minha vida
II
Velaste noites a fio
Quase sempre, sem dormir
Quer no calor, quer no frio.
- De dia, alegre a sorrir
III
Em teu regaço ó mãe
Aprendi sempre o melhor
Ensinaste-me, também
Quem foi do mundo o Feitor !
IV
Bendita seja a mãe
Que na palavra interpela
Fazendo do filho alguém
Na expressão lúcida e bela
V
Com o tempo fui crescendo
- Sempre tu a orientar-me
E em teus conselhos, aprendo
A do mal, sempre afastar-me
VI
Em minha alma gravaste
Princípios de honestidade
E quantas noites passaste
Velando minha mocidade
VII
Eu, fui crescendo na vida
Tu, prateando os cabelos
Ias ficando envelhecida
Mantendo os mesmos desvelos
VIII
Oh! Se eu pudesse voltar
Aos tempos de minha infância
Teu rosto iria beijar
Com ternura e *jactância
IX
O tempo nada perdoa
Consome até a esperança
- Mas deixa uma coisa boa
Que é, a eterna lembrança !
* orgulho - altivez
São Paulo, 26/04/2008
Armando A. C. Garcia


ÀQUELA QUE VAI SER MÃE ! ...

I
Vai ser mãe não tem receio
A espera é um anseio
É esperança, é alegria
De fecundar sua cria
II
O amor em si, canta e vibra
Ela é força que equilibra
Aurora cheia de brilho
É mulher. Espera um filho
III
Ao seu filho tão amado
Sempre estará a seu lado
Cuidando e dando carinho
Tal como a ave em seu ninho
IV
Será amável dedicada
Alma em sonhos perfumada
Da rosa pétala flor
Magia dum amor maior
V
Como rocha, firme e forte
Enfrentas até a morte
Pela primorosa flor
Fruto de um grande amor!
VI
Vais ser mãe. Bendita sejas
E em minha prece singela
Peço a Deus p'ra que não sejas
A mãe de outra Isabella !

São Paulo, 26/04/2008
Armando A. C. Garcia



ÀS MÃES, QUE DEUS JÁ LÁ TEM !

Às mães, que Deus já lá tem
Que glorificadas sejam
Amor de todos amores. Mãe



Oh! Quanta falta tu fazes
Aos meus anseios de vida
Sem teus conselhos querida
Meus desejos incapazes

De trilhar todo caminho
Só temores atormentando.
A casa, não é mais ninho
Como o foi, no teu passado...[

Ò se pudesses voltar
Ao convívio novamente,
Como iria te amar
Numa ternura envolvente

Mas se assim não pode ser
Eu sei que o Criador
Do Universo, se quiser
Com seu Dom inspirador


Pode levar até ti
Amostra do meu amor
Para saberes que senti
Com tua falta, grande dor!

São Paulo, 28/04/2005
Armando A. C. Garcia
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596

É diferente - I e II

É diferente - I e II

I

É diferente nosso gênio e opinião
Como ridicula é tua presunção
Qu’estabelece como verdade a mentira
E esta, é tua verdade, que ninguém tira

É diferente a nossa reputação
Diferente o amor de nosso coração
Nossa diferença é tamanha e tanta
Quão grande o muro que se levanta

Como diferente nosso rumo de amar
Nossa maneira de sorrir, de beijar
Diferente ainda, o mundo que nos cerca
És diferente, desigual, do que se merca

Diferente na aparência de teu visual
Em tudo e na intensidade emocional
Tamanhas são as diferenças entre nós
Que acabamos ficando longe e a sós

Por sermos tão diferentes, o desconhecido
Será o fim de nosso louco amor perdido
Sem um sorriso fugaz ou um lamento
Ponho ponto final no relacionamento.

II

É tão diferente aquilo que a gente sente
Quando gosta de alguém sinceramente,
É contundente, é real, é decisivo
É o amor castiço, vero, primitivo

Diferente é do sensual, voluptuoso.
Aquele amor franco, cordial, afetuoso
O coração que ama é qual sacrário
Não pode ser apenas um relicário

Onde se guardam somente as lembranças
Deve guardar, antes de tudo esperanças
De um futuro promissor, até morrer.
Quando já velhos e cansados de viver,

Quando as noites ficam escuras, tenebrosas
Com o breu da solidão, tão pavorosa
Que nos cerceia ao avançarmos na idade
O oposto do que foi nossa mocidade

É diferente o conceito do pensamento
Que à alma e matéria, dá discernimento
Diferente é ser diverso, é ser desigual
E o é, a onda de emoção cerebral

É diferente o critério da razão
O sentimento de amor no coração
Ao do ódio, que só causa animosidade
Como o é, a verdade da falsidade

Diferente o moderado do radical
Como é, o concreto do imaterial
Também, diferente o amor à ilusão
A hostilidade à racial integração

É diferente o legal ao ilegal
Como é dessemelhante o bem do mal
É diferente que eu não possa te dizer
Da gratidão por você me estar a ler.

Porangaba, 25/04/2013
Armando A. C. Garcia

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640

A Menor Idade Penal

A Menor Idade Penal


Se o menor de idade tem discernimento
Aos dezesseis anos, para decidir eleição
Na escolha do mais alto chefe da nação
Não terá, para seus atos, o mesmo entendimento?

Se assim não for, quero crer que deputados
Senadores e até mesmo nosso presidente
Não podem considerar legítimos dessa gente
Os votos que por eles foram sufragados

Presume-se insensata conquista política
Que só absorve do menor, o que lhe interessa
Incutindo ideais em sua cabeça
Para depois, do mesmo inda fazer crítica

O menor aos dezesseis anos está maduro
Mais do que antigamente aos vinte e um
É que a televisão, a internet e o cartum
Despertaram o menor de antes inseguro

Não se diga que não têm conhecimento
Muito menos critério, tino, juízo
Senão quem fica é você no prejuízo
Pois talvez tenha menos discernimento

Quantos deles aos dezesseis anos são pais
Morando na companhia de mulheres
Assumindo de verdade os seus deveres
Enquanto outros por caminhos desiguais

Envoltos na crista do crime e na droga
Roubando e matando impiedosamente
Ainda troçam na TV acintosamente
Rindo das façanhas e de tal se esnoba

Tem ainda quem defenda suas proezas
Indecorosas, cruéis e insublimadas
Até que um dia sejam por eles vitimadas
Quando passarão a condená-los, com certeza

A lei protege o menor com a impunidade
Por isso ele rouba e mata celeremente
Sabe que não vai pagar, a lei é benevolente
É considerado infrator, pela menoridade

Assim, não se compraz só em roubar objetos
Para sua auto afirmação; rouba a vida
Da vítima do roubo, para logo em seguida
Adquirir o craque imundo e abjeto

Aquele que o leva a cometer novos crimes
Podendo estuprar, traficar e roubar
Sua conduta, a lei não a vai parar
E ele, ciente da impunidade, joga no time

O time da maldade, da perversidade
Onde o ódio o impele à execração
Ao rancor, à violência, e à aversão
Animosidade que define a crueldade

Mata, como se abate uma rês e dá risada
Pela ciência que tem da impunidade
O Congresso nada faz pra mudar a idade
Idade penal que só no Brasil é avançada

Vejamos o que ocorre ao redor do mundo
Sobre a ótica da ilicitude do menor de idade
Aos quinze na Dinamarca paga incivilidade
Menos um, Itália e Alemanha, prendem imundo

Aos treze na França sofre a imputabilidade
Na Holanda e Escócia com doze é punido
Na Inglaterra, aos dez, também, não é excluído
Nos Estados Unidos entre seis e doze anos

Veja o Mapa Múndi anexo:

América do Norte

- Estados Unidos – entre 6 e
18 anos, conforme legislação
Estadual.
- México -11 e 12 anos, na
maioria dos estados


África


- África do Sul – 7 anos
- Argélia – 13 anos
- Egito – 15 anos
- Etiópia – 9 anos
- Marrocos – 12 anos
- Nigéria – 7 anos
- Quênia – 8 anos
- Sudão – 7 anos
- Tanzânia – 7 anos
- Uganda – 12 anos-

Àsia

- Bangladesh – 7 anos
- China – 14
- Coréia do Sul – 12 anos
- Filipinas – 9 anos
- Índia – 7 anos
- Indonésia – 8 anos
- Japão- 14 anos
- Myanmar – 7 anos
- Nepal - -10 anos
- Paquistão – 7 anos
- Tailândia – 7anos
- Uzbequistão – 13 anos
- Vietnã – 14 anos

América do Sul

- Argentina – 14 anos
- Brasil – 18 anos
- Chile- 16 anos
- Colômbia – 18 anos
- Peru – 18 anos


Europa

-Alemanha - 14 anos
-Dinamarca – 15 anos
-Finlândia – 15 anos
-França – 13 anos
-Itália 14 anos
- Noruega – 15 anos
- Escócia – 8 anos
- Inglaterra -10 anos
- Suécia – 15 anos
- Ucrânia – 10 anos

Como se vê, só parcialmente na América do Sul
A menor idade penal ocorre aos dezoito anos
Parece que estamos no país dos desenganos
Incapazes de arcar o fato neste país taful

Deixo a vocês leitores o sofrido arremate
Nós somos eleitores, sem representação
Sei que é difícil a prudente conclusão
Nossa delegação de poderes, foi um disparate !

São Paulo, 14/05/2013
Armando A. C. Garcia

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657

Abissal abismo

Abissal abismo


Começo a pensar neste universo de incertezas
Se devo temer, ainda o abissal abismo
Pois de ver crescer imunidades insanas
Onde campeiam a corrupção e ardilezas
Num surto vertiginoso de amoralismo
Onde políticos do mensalão não tomam canas

Começo a pensar sinceramente que na realidade
O crime neste país compensa realmente
E que essa tal de moralidade em que cresci
É fruto tacanho de ulterior coletividade
Época que a honestidade era certamente
O crivo de honra, e dignidade; que virou xixi !

São Paulo, 01/05/2013
Armando A. C. Garcia

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639

Nem comiseração, nem pena

Nem comiseração, nem pena !



Olha o mundo, como está mudado
Antigamente, havia sentimento
Respeito das pessoas de qualquer lado
Deferência, consideração no tempo

Hoje, motivo torpe, vira arena
Abate-se o semelhante em plena rua
Não há mais comiseração, nem pena
A justiça, está no mundo da lua

O roubo, o latrocínio, fica impune
O povo não sabe a quem reclamar
Ao ladrão a pena fica sempre imune
A vítima, a pobre vítima... a penar !

Ninguém a ampara, não tem direitos
Afinal morto não fala, não dá votos
A turma, lá dos humanos direitos
Não fala com mortos; eles são ignotos.

E assim, vai campeando a impunidade
Por direitos escabrosos amparada
Esta, é nosso invulgar realidade
A vítima, fica sempre prejudicada.

Lei, que lei é essa que eu não entendo
Mesmo sendo advogado militante
Há cerca de quarenta anos, me rendo
À lei de execuções, tão extravagante.

Precisamos de mudar urgentemente
Anomalias grotescas em prol do crime
Colocar um ponto final nessa gente
Que dia a dia, menos se redime !

II

Antigamente, o ladrão era finório
Tirava a corrente d’ouro da algibeira
Ou alternativamente a carteira
Inteligentemente, sem falatório

Na rua, ou mesmo dentro de um cartório
Não percebias o furto; pura arte
Hoje, assaltam na rua, em qualquer parte
De arma em punho, diferente do finório.

O ladrão de hoje, é violento feroz
Não sabe furtar com diplomacia
Usa o roubo, violência e covardia
Bem longe do ladrão, de seus avós

Antigamente o ladrão só furtava.
O cidadão perdia a carteira
O relógio, carregado na algibeira,
Ladrão de antigamente. Não matava.

Hoje ele rouba pertences e a vida
Sem dó, sem piedade, sem clemência
No louco intento de sua insolência
Numa longa inclemência incontida.

Como espectro perseguidor do bem
Neste mundo adverso o crime avassala
Sem medir consequências na lei resvala
Tropeça e esbarra nas grades, também.

Na cocaína, no álcool, ou na maconha
Quase sempre, no vício engajado
Envereda em destino incerto, arriscado
Cujo desfecho, não é, o que se sonha.

Porangaba, 10/04/2013
Armando A. C. Garcia
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715

Os cabras da peste

Os cabras da peste !


Precisamos mostrar ao mundo
O desconsolo profundo
Deste povo sofredor
Que tem por pai, Nosso Senhor

Falta água no nordeste
O gado morre de sede
Enquanto o cabra da peste
Ar condicionado e rede

O dinheirão que se gasta
Sem utilidade alguma,
Pois nada que satisfaça
Para o povo ele arruma

Mentiram tanto e quanto
Do quanto, nada fizeram
Os que mentem, mentem tanto
Que da mentira, se esqueceram

Verdadeiro estelionato
Em cada eleição praticado
Repetem o mesmo ato
De *focinho deslavado

Peçamos ao Senhor do Bonfim
Que esclareça nossa mente
- É força chegar ao fim
Rejeitando essa gente !

•No Aurélio: pop. rosto do homem; face; cara

São Paulo, 20/05/2013
Armando A. C. Garcia
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648

Por teu amor lutei (soneto)

Por teu amor... lutei


De tanto que eu quis amar-te, me separei
E a vida inteira, por teu amor... lutei
Transcorreu a existência e não te achei
No lugar, que para ti eu reservei

Na pauta dos desenganos, quantos tive
Quantas amarguras tenho sofrido
Falta uma estrela nos céus que cative
O olhar que de alto lugar tenho contido

Tem no ar o pensamento a vagar
Como vaga o meu sonho por encanto
Sem asas que sustenham este tormento

O tempo muda a vontade de esperar
Não esperança que ainda acalanto
Mesmo vivendo atrelado ao desalento

Porangaba, 25/04/2013
Armando A. C. Garcia

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593

Ainda que assim não fosse (soneto)

Ainda que assim não fosse


Ainda que quisesse que assim não fosse
A força do destino me conduz.
O sabor da amargura não é doce
Assim, tenho que carregar minha cruz

Vê com brandura, minha posição
Nas aspérrimas estradas da vida
Por clemência, afasta esse mau fado
Que deixa minha alma constrangida

À luta, antepõe tua mansidão
Com teu manto cobre meu infortúnio
Deixo minhas dúvidas em tua mão

Os arrogantes queixumes, cedo ao fado
Rebatendo o curso deste desvario
Nos tácitos favores do desventurado !

Porangaba, 23/04/2013
Armando A. C. Garcia

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689

No desfrute da vida

No desfrute da vida...


Nosso frustrante desfrute da vida
Nos leva a pensar em sonhos esvaídos
Que derretem, como neve, exauridos
Fazem pensar imanente partida

A prior sofremos coletiva culpa
Desafios, insaciáveis desejos.
Mistérios a desvendar, que não vejo,
Ser humano, aceite minha desculpa.

Do sublime ao mesquinho, do pó, à cinza
Da *subliminar **latência sentida
Há consciência humana extrovertida

Mesmo quando a moral está ranzinza
O homem, nos desvarios busca os céus
Mesmo, sendo agnóstico, chama Deus !


• *Que é inferior
• **dissimulado; disfarçado

São Paulo, 04/03/2012
Armando A. C. Garcia

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688

O que restou

...O que restou!


Ser-te-á na alma um novo horizonte
Substância do ontem e do amanhã
Alheia, enfraquecida, outrora sã
Foi o que sobrou da tua linda fronte

É o resto da carcaça envelhecida
Tão velha, como o nada que sobrou
É o tempo a conspirar; eis que ganhou
Na batalha que tecemos pela vida !

E no segredo de seu manto nos envolve
E com dardo oculto aniquila nossas veias

É o *Hades a interpor-se no caminho

Esvaziando sem nuances nossos dias
Nas formas e no contraste em desalinho
E... sem ele o coração nada resolve !

*na mitologia grega, é o deus do mundo inferior e dos mortos

São Paulo, 19/05/2013
Armando A. C. Garcia

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....