Homenagem a São Paulo (replay)
Homenagem a São Paulo (replay)
A ti não chegaram às caravelas,
Mas de ti, partiram bandeirantes.
Como centro financeiro abres velas
Singrando o Brasil e America do Sul
És uma das mais globalizadas
Cidades no cenário mundial
Tua pujança, e luta das arcadas
São destemor e audácia sem igual
Teu povo, miscigenação de raças
Esculpindo ao mundo novas gentes
Longas ruas, jardins e praças
Repletas de arranha céus imponentes
No emaranhado, contrastas briosa
Com favelas que ninguém ousa falar
Por São Paulo ser grande e majestosa
És a locomotiva que roda sem parar
Berço do trabalho e da cultura
Acolhes o migrante e o estrangeiro
Dás esperança aquele que te procura
E teu povo, é um povo hospitaleiro
Tua marcha triunfal o Anchieta
Do além, certamente consagrou
Não foste traçada em prancheta
A força do destino te edificou
És o gigante, deste imenso país
Teu progresso está no imenso sucesso
E neste dia vinte e cinco de janeiro
Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro
Porangaba, 24/01/2012
Armando A. C. Garcia
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Tento em vão
Tento em vão ...
Tento em vão recompor o alinhamento
Das tortuosidades de meus pensamentos
Porém, não há sintonia em meus intentos
E eu, perco-me em vis sentimentos
Já nu, despido de todas as mazelas
Longe das amarras, perto das estrelas
Na longitude dum oceano bravo
Tu, fizeste de meu peito teu escravo
São Paulo, 06/02/2013
Armando A. C. Garcia
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A dança das águas
A dança das águas
No rumo de nossas vidas
Saltitam emoções, sem par
Algumas, envergonhadas
Mal chegam a despertar
Às pessoas, em nossas vidas
As pudemos igualar
Umas, já nascem vencidas
Outras, para governar
As emoções são sentidas
Como o bolero das águas
Umas rolam na descida
Outras, remanso das tabuas
São Paulo, 18/01/2013
Armando A. C. Garcia
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Será que !
Será que !
Será que, o abstrato transcende as aparências
Ou estas sobrepõem-se ao contemplativo
Dos elementos que compõem as preferências
Que a mente, produz à nossa insistência
Será, que a obstinação de nossos pensamentos
A caminhos insólitos nos conduzem
Será! Que a concepção não tem entendimentos
Para analisar as fantasias que seduzem ?
Será, que as essências hibridas aninhadas
No âmago de nossos corações. Lá vão,
Deixando as vis solidões disfarçadas
No abstrata interseção dos desejos
Sonhos que nas ondas do mar se vão
De modo frenético, aos primeiros lampejos.
São Paulo, 22/01/2013
Armando A. C. Garcia
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A voz da alma
A voz da alma
No prado o verde luzente
Onde a flor exala o perfume
No riacho transparente,
De peixes, vejo o cardume
Correntezas de harmonia
Na natureza em flor
São ornamento e magia
Da casa do Criador !
Vamo-nos distanciando
Do jardim que Deus nos deu
Os campos, vamos trocando
Pra morar em arranha-céu
Deixamos a paz, e a graça
A tranqüilidade, o encanto
Por cidades, onde escassa
A vegetação, é desencanto
Na floresta de concreto
Onde viver, custa tanto !
São Paulo, 12/01/2013
Armando A. C. Garcia
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Expressões da alma
Expressões da alma
Na vida somos apenas
Semente que proliferou
Nas dimensões mais pequenas
Fruto que outro gerou
E no mundão desta vida
Somos a expressão da alma
Que nas reações sentidas
Só a alegria as acalma
E se num vôo altaneiro
Se perder seu pensamento
Seja o guia, o timoneiro
Para achar o aproamento
Se de âncora necessitar
Para fundear seu navio
Pára e pense até cansar
Aí, apagou-se o pavio
No mundo não viva absorto
Extasiado no caminho
O que hoje é seu conforto
Pode amanhã ser espinho !
São Paulo, 15/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Maldito ciúme
Maldito ciúme
O sangue na veia a crepitar raivoso
No peito o coração descompassado
Arfava em delírios os ares ansioso
Com o orgulho ferido e alquebrado
Sua alma cansada de sofrer curvada
No mar de angústias, de martírios tantos
Pranto que a desventura duplicada
Ávida lhe trouxe num infinito manto
O ciúme, monstro negro que traz crueza
A desgraça, a desventura o desamor
No espaldar das forças da natureza
De braços cruzados ostenta o furor
Que vai ruminando a mente, a razão
Profunda, gigante a mágoa que cria
O inferno em brasa em seu coração
É presa do abutre que o demônio envia
Num instante não lembra, no outro desperta
Abismos sombrios rondam-lhe a mente
A porta principal, deixou entreaberta
Passa horas cismando inconveniente
Traçando planos, conjecturando maldade
Se os seus sentimentos não puder refrear
Certamente cairá na criminalidade
O amor que sentiu, hoje é ódio a açoitar
E do profundo *pélago que a ira expele
Sangrento cotejo a vingança atiça
Empunha o revolver, aponta pra ele
Fechou-se a cortina, caiu a premissa.
- Abismo
São Paulo, 09/02/2013
Armando A. C. Garcia
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O idoso
O idoso...
A matéria já está debilitada
O tempo o fez envelhecer
Ao clamor de tantas madrugadas
Perdeu a vontade de viver
De repente, fica mudo a cismar
Quando dará seu último suspiro
Está sendo difícil suportar
O ar ambiental que respira
Se a vida já é amargurada
Como pode, frágil enfrentar
Quem sempre viveu nesta jornada
Cheio de viço, ora, a agonizar
Era risonho, era prazenteiro
Enfrentava a dura caminhada
Lutava bravo em busca do dinheiro
Que fosse compensar sua jornada
Quando jovem, tão ativo e forte
Nada era capaz de o deter
Agora, só pensar enfrentar a morte
O forte, perdeu a parada de viver
Tristonho, é um ser sem coragem
Que sua saudade o faz chorar
Qual marinheiro de primeira viagem
Que vai afrontar o mar sem bagagem
Ele, que viveu sua vida inteira
Sem perder da vida a confiança
Está agora, perdendo a estribeira
Sem puder equilibrar a balança
São Paulo, 11/02/2013
Armando A. C. Garcia
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A paragens ignotas
A paragens ignotas
O pensamento conduz-me a paragens ignotas
De lugares e bandeiras que jamais vi
Nessas viagens as nuvens são minhas rotas
O esplendor, a magnificência que senti
Na vasta amplidão da quimera sideral
O piloto era eu, a nau, o pensamento
Passei sobre a França, Espanha e Portugal
Sempre desfraldando as velas ao vento,
Na sonambúlica viagem, fui o herói
Imortal dessa façanha tão inédita
Onde senti uma paz grandiosa e divina
Mundos novos, misteriosos e outros sóis
Abundância de amor e harmonia credita
Vemos aí, que a alma sendo grande é pequenina
São Paulo, 31/12/2012
Armando A. C. Garcia -
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Denso abismo
Denso abismo
Fanatismo é ilusão, é denso abismo
Que a luz da verdade de trevas cobre
E a razão sepulta despotismo
Da bendita equidade do rico ao pobre
Em copos desiguais que o satisfaça
O rico consome a mais que a sua parte
Ao pobre cabe o resíduo de uma taça
Tão pouco valem os louros da sua arte
Ao pobre desfeito o alento que anseia
Mergulha em religiões de mil promessas
E do falso fanatismo não receia
Da penúria cruel e da desventura
Quer afastar-se delas, bem de pressa
Caindo por vezes no conto da amargura!
São Paulo, 01/01/2013
Armando A. C. Garcia -
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