Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
ao redor de mim
como satélite
o infinito rumina
a saga da matéria
gestos plurais
no vão da terra
o tempo
em sua rede
discursa o espaço
em seus enredos
a vontade tenta pulsar
no homem
a razão de vivê-los
o riacho
cochichava
a voz da natureza
pelas águas
o menino
avistando o tempo
jogava os olhos
no pensamento
a paisagem
como nave fugitiva
voava o menino
nos sonhos da vida
estou em mim
nesse esforço
quando me deixo
para estar no outro
a conflagração
do trânsito coletivo
é ação unânime
da razão e dos sentidos
esse deixar-se tanto
é estar em si
como pedaço do infinito
do meu exílio
volto armado
de todos os eus
em que me largo
a fuga no tempo
quando exilado
apenas resvala
no imo da vontade
o exílio é só um modo
de ter-me revoltado
nas guerrilhas da vida
nos sonhos que guardo
virtual
o poema enquadra
o poeta e as palavras
nas telas da alma
metaverso
de humana lavra
o verbo dá-se a tanto
por quase nada
enfeitar a vida parece
sinapse desgarrada
solilóquio do homem
embrulhado na palavra
campo de batalha
a razão avança
trincheira humana
da matéria em dança
projétil da vontade
chama dos braços
na fala dos atos
sonho transposto
humano alvoroço dos fatos
a vida vaga inteira
aos pedaços
o poema
alvoroçado
deixa o poeta
nos seus rastros
fisga o pensamento
anzol imaginário
nas letras do tempo
com seus laços
o poeta
vítima do verbo
nada os mares
do seu cérebro
sin embargo
hay que tener el alma
como arma
y jugarla golondrina
en las palabras
el poema es solo un vuelo
suelto de los sentidos
en busca de sus aires
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.