Poemado
nas ruas do verbo
o poema é praça
onde o poeta sonha
descansa a alma
ruminando o mundo
em sua plástica
o poeta cavalga
montado na palavra
os tempos do poema
ardem na mente
os pedaços de tanto
que o poeta sente
nas ruas do verbo
o poema é praça
onde o poeta sonha
descansa a alma
ruminando o mundo
em sua plástica
o poeta cavalga
montado na palavra
os tempos do poema
ardem na mente
os pedaços de tanto
que o poeta sente
nas ruas do verbo
o poema é praça
onde o poeta sonha
descansa a alma
ruminando o mundo
em sua plástica
o poeta cavalga
montado na palavra
os tempos do poema
ardem na mente
os pedaços de tanto
que o poeta sente
assim de como tanta
fosse então a memória
esse trânsito no guardar
o gosto intenso das horas
quando o amor atravessa
o infinito em que se posta
do que perdure a certeza
da permanência exata
de todos os desenhos
construídos na alma
como se fora um álbum
da humana passeata
nas ruas todas de si
que a memória desata
o amor
resvala na alma
íntimo transeunte
da madrugada
pássaro
dá-se a gorjeios
voando a vida
em seus enredos
grávido ator
incandescente
tece fogueiras
no que se sente
tudo do querer é tanto
que vige impunemente
quando na vida
até um dia
a tristeza seja apenas
um descuido da alegria
a que entorne o tempo
quanto cachoeira
das horas de todos
em que esteja
até um dia
quando construído
o futuro esteja claro
em todos seus indícios
até que viver a vida
seja o único ofício
quando tanto
fosse o rumo
quanto humano
fosse tudo
pudesse o futuro nascer
das ruas do mundo
viés do povo
nas lutas havidas
construção intensa
das vias da vida
e assim o futuro
já construido
aconchegue a humanidade
nos braços do infinito
o palco é o tempo
a sede de vive-lo
como sempre
a vida é o enredo
traçado no sonho
e na ponta dos dedos
posta no mundo
como ribalta
a platéia de si
constrói a alma
viver é uma peça
de quem se abraça
sobro de mim
quando outro
nessa insistência
em ser povo
ouso em mim
a multidão que possa
deixar-me tanto
nessa lógica
quanto matéria
intimamente coletiva
construo de mim
a praça da vida
privada constituição
da pública usina
a seu talante
a vida cabe
em cada brecha
da liberdade
maneja-la
em seu curso
é abarcar como vivos
os hímens do mundo
a vida
é exatamente o uso
daquilo que tanto
disser-se em tudo
inventar-se no infinito
é tê-la a pulso
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.