Poemado
nas ruas do verbo
o poema é praça
onde o poeta sonha
descansa a alma
ruminando o mundo
em sua plástica
o poeta cavalga
montado na palavra
os tempos do poema
ardem na mente
os pedaços de tanto
que o poeta sente
nas ruas do verbo
o poema é praça
onde o poeta sonha
descansa a alma
ruminando o mundo
em sua plástica
o poeta cavalga
montado na palavra
os tempos do poema
ardem na mente
os pedaços de tanto
que o poeta sente
toda garganta
quando militante
não permite âncoras
em seus levantes
os verbos
no mar da vontade
são transeuntes
das vias de fato
mantê-los ancorados
no porto do medo
trai todas as léguas
do seu enredo
e no que fora o tempo
um gesto consentido
que a matéria dá em si
como forma de interstício
de medir a eternidade
em pedaços do infinito
e no que fora o espaço
um tempo presumido
de arrumar a matéria
pelo vão dos sentidos
aqueles dados aos átomos
os postos no indivíduo
nessa faina engenhosa
que a consciência decida
a natureza
pisca a manhã
volúpia pictórica
de quem pincela
o tempo pela história
ainda em sono
o homem acorda
com os pincéis do sonho
postos na memória
a tela dos olhos
ensaia combalida
a paisagem de si
pintada na vida
meu sítio
é estar convicto
que o ritmo da vida
é um grande comício
o palanque é o corpo
a vontade o princípio
a constância do braço
é o pilar do ofício
a construção humana
é um rastro do infinito
impresso pelo mundo
nos passos que consiga
a lua, sentinela,
dá-se à guarita
vigiando o cosmos
em suas trilhas
o homem
à sua vista
traça futuros
no vão da vida
satélite humano
o sonho cogita
deixar-se sentinela
dos tempos que decida
até que a vida
em sua trama
invente-se a razão
por que se ama
até que todos
inventem nas ruas
os passos exatos
de quem luta
até que o mundo
em seu curso
dê-se à construção
de todos em tudo
o coqueiro
debruçado nas ondas
afagava o mar
na sua sombra
a jangada
acenando a vela
bordava a paisagem
em sua tela
gastando os olhos,
o menino, rindo,
despejava alegria
sentado no infinito
voo
intensamente
quando vivo
quase sempre
minhas viagens
dão-se ao tempo
como aeronaves
do pensamento
bólide de mim
dou-me às asas
pássaro renitente
nas batalhas
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.